Quantas são as saudades, não temos mais como conversar, não existem mais os olhares, os conselhos... Gostaria de tê-lo ao meu lado, mas sei que o seu tempo era aquele, não vou dizer que não choro, mesmo sabendo que não devo fazê-lo.
As coisas terrenas são difíceis de entender, quando pensamos que tudo vai se tornar mais fácil, alguém complica e lança um dúvida com maldade... A mesquinharia parece ser a mola que move o mundo!
Hoje sinto menos a sua presença ao meu lado, sei que o seu caminho evolutivo não permite mais, sei da sua luz, que já brilhava intensamente... Lembro-me das palavras de minha mãe sobre uma conversa que tiveram um mês antes de sua passagem, na qual dizia estar preparado, pedia perdão e perdoava... Que sonhara com vovó e ela dizia que estava a sua espera... Arrepio-me todas as vezes que penso nisso!
Agora eu queria perdoar e ser perdoado... Não tenho a sua evolução, não tenho a sua sabedoria, nem a sua experiência...
Sinto-me acuado sem ter o que esconder, não gosto de dúvidas, muito menos de patrulhamento...
Pai sinto a tua falta...
Beijos deste seu filho,
Marcelo Monteiro Mattos
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