O falso brilho dos fariseus
Hipócritas e fariseus atrelados se espalham
quais ervas daninhas, à espera da Ceia
a servirem de que e do que restou do Pão. . .
do que restou do Vinho. . .
e juntos, todos irão celebrar amontoados,
no mais alto dos montes,
quiçá à espera do embalar no sono os contritos.
Acautele-se às luzes multicoloridas enfileiradas,
supostamente adornando nossa árdua trajetória, enquanto levados pelos caminhos das arapucas, armadas e encobertas por dissimulados profetas, pregadores menores que seus objetivos pregões, que são dos leiloeiros da fé e da boa-fé pública.
Luzes do falso brilho de coisas que nos confunde, inebriam nossas mentes, ofuscando nossos olhos, no distorcer da Palavra levada aos vis interesses revestidos de granitos e tantas outras riquezas distantes da simplicidade da singela manjedoura.
Luzes diáfanas refletidas em portas e janelas; luzes, cenários encantados, os magos e os atores, todos no palco, revestidos da glória e salvação, ofertam indulgências, à medida que o bolso tem, endereçam o pregão a quem dá mais a se salvar.
Falam de Deus. . . Muito mais falam do demônio, do temor, das penalidades e indulgente salvação de olho posto nos olhos de quem vai à oferta.
Luzes se acendem e se apagam aos nossos olhos à espera de um milagre, contudo sob o encanto de lavagem bem aplicada, somos os autômatos sem discernimento capaz e coragem a indagar, levado à micareta de ensurdecedores decibéis em gritos e palmas de louvores direcionados. Já não sei onde estou e para onde vou. . .
Retorno à consciência e consigo enxergar afinal:
Luzes de vaga-lumes voam alegres no quintal.
As Luzes se apagaram na ribalta,
deixaram lágrimas aos que têm fome e sede
de Verdade, de Justiça, de Amor e de Paz;
só lhes restando chorar.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Em busca de felicidade
Ecos de razão que se busca propagar
em exíguos espaços quase rarefeitos,
no limite de convenções arbitradas
do que é certo ou errado;
do justo ou injusto;
sem critérios de equidade e justeza,
mas concede hipócrita, o livre arbítrio
sempre questionado nas indagações
tendenciosas que se nos impõem;
acorrentam o corpo e liberta o espírito
que vaga etéreo e apaixonado.
Por que a vida sem razão,
quando a vida deve ser vivida
nos limites da razão imposta,
predeterminada por uma vontade divina
que elegeu ou condenou, de antemão,
os homens desde o princípio da eternidade?
Se decisão jocosa ou de vingança,
não o sei, senão,
nossos momentos de felicidade
a respirar a mesma atmosfera,
são-nos tirados, oferecendo-nos outros;
falsa ilusão, ao longo de uma vida.
Levados a viver,
conhecer os amigos de nossos amigos.
Sonhar; sentir que estamos mais próximo
de tudo o quanto nos é muito próximo:
A nossa seiva espiritual mantida,
porém, em ramos afastados,
sem tocar-se e identificar-se.
Mas a força vital segue o ciclo da vida;
opera e transcende os umbrais
de mistérios insólitos e inatingíveis,
levando-nos aos caminhos de colisão.
Por mais que relutemos
e não queiramos aceitar
pelas razões que nos acorrentam,
conseguimos identificar a metade da maçã,
por vezes já mordida e desgastada.
Mas ainda restam os nossos sentidos,
mantidos pelo sentimento preservado
ao verdadeiro amor que nos une num só ser
de esperança e de fé que nos leva a seguir
em busca de momentos de felicidade.
em exíguos espaços quase rarefeitos,
no limite de convenções arbitradas
do que é certo ou errado;
do justo ou injusto;
sem critérios de equidade e justeza,
mas concede hipócrita, o livre arbítrio
sempre questionado nas indagações
tendenciosas que se nos impõem;
acorrentam o corpo e liberta o espírito
que vaga etéreo e apaixonado.
Por que a vida sem razão,
quando a vida deve ser vivida
nos limites da razão imposta,
predeterminada por uma vontade divina
que elegeu ou condenou, de antemão,
os homens desde o princípio da eternidade?
Se decisão jocosa ou de vingança,
não o sei, senão,
nossos momentos de felicidade
a respirar a mesma atmosfera,
são-nos tirados, oferecendo-nos outros;
falsa ilusão, ao longo de uma vida.
Levados a viver,
conhecer os amigos de nossos amigos.
Sonhar; sentir que estamos mais próximo
de tudo o quanto nos é muito próximo:
A nossa seiva espiritual mantida,
porém, em ramos afastados,
sem tocar-se e identificar-se.
Mas a força vital segue o ciclo da vida;
opera e transcende os umbrais
de mistérios insólitos e inatingíveis,
levando-nos aos caminhos de colisão.
Por mais que relutemos
e não queiramos aceitar
pelas razões que nos acorrentam,
conseguimos identificar a metade da maçã,
por vezes já mordida e desgastada.
Mas ainda restam os nossos sentidos,
mantidos pelo sentimento preservado
ao verdadeiro amor que nos une num só ser
de esperança e de fé que nos leva a seguir
em busca de momentos de felicidade.
A última canção
Afino as cordas deste meu coração;
seresteiro e romântico, mas cansado.
Cansado de chorar em modas de viola,
bandolim e violão,
no triste lamento de samba-canção.
Eis que vêm aos acordes
de um velho bandônion:
torna à meia-luz e se esvai.
Ainda me resta uma canção;
a última que hei de cantar-lhe.
Nessa canção derradeira,
eu, a sorrir dos momentos desse tão grande amor que se nos dedicamos
e nos ofertamos em interação
à sinergia de corpos e pensamentos;
entregas, certezas e até mesmo de incertezas,
momentâneas e superadas
à verdade que nos uniu.
Se a voz rouca, trêmula e embargada,
somente soluçar,
veja meus olhos postos nos olhos seus.
Apenas um sorriso desta alma gêmea,
que nada mais espelha. . .
Senão, a luz do sorriso seu.
Não chore, nem me enxugue,
se acaso a gota de lágrima chegar-lhe a brotar.
Deixe apenas esta única gota em seus olhos marejados
umedecer a terra.
São sementes do nosso amor;
certamente hão de germinar.
seresteiro e romântico, mas cansado.
Cansado de chorar em modas de viola,
bandolim e violão,
no triste lamento de samba-canção.
Eis que vêm aos acordes
de um velho bandônion:
torna à meia-luz e se esvai.
Ainda me resta uma canção;
a última que hei de cantar-lhe.
Nessa canção derradeira,
eu, a sorrir dos momentos desse tão grande amor que se nos dedicamos
e nos ofertamos em interação
à sinergia de corpos e pensamentos;
entregas, certezas e até mesmo de incertezas,
momentâneas e superadas
à verdade que nos uniu.
Se a voz rouca, trêmula e embargada,
somente soluçar,
veja meus olhos postos nos olhos seus.
Apenas um sorriso desta alma gêmea,
que nada mais espelha. . .
Senão, a luz do sorriso seu.
Não chore, nem me enxugue,
se acaso a gota de lágrima chegar-lhe a brotar.
Deixe apenas esta única gota em seus olhos marejados
umedecer a terra.
São sementes do nosso amor;
certamente hão de germinar.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Amor sem pecado
Ressoa em nosso corpo vibrações indefinidas
que transcendem a vontade;
valores pessoais atribuídos às coisas;
aos seres racionais ou não;
levados aos queixumes: lamentos e gemidos
transformam-se no alimento que me faz tremer
e arder no fogo abrasador da paixão
que se inflama na chama.
Propagando-se muito além das raias limítrofes
das convenções arbitradas, em todas as formas
e dimensões, à ausência de culpa e sem pecado, não havendo a
disposição fanática de indivíduos, num zelo religioso intolerante,
excessivo e cego, que se considerem puros, castos ou iluminados;
ungidos e inspirados pela divindade.
Ainda, se não houver, a predisposição sectária
que leva à divisão da família pela intolerância
ou intransigência de partidários ou prosélitos,
em discussões ferrenhas do sexo dos anjos.
O amor não é escravagista;
Não predispõe alguém ao bem material de outrem;
Não determina o direito à propriedade;
Não determina castigo; não requer alforria.
Uma simples admiração exaltada a alguém
ou algo, fruto de amizade e simpatia;
dedicação e entusiasmo,
movido por sentimento de afeição e carinho;
levando-nos à cumplicidade e à renúncia.
Paixão. . .
Sentimento ardente de uma pessoa por outra, gerando a atração física;
O amor requer respeito;
amizade e responsabilidade.
que transcendem a vontade;
valores pessoais atribuídos às coisas;
aos seres racionais ou não;
levados aos queixumes: lamentos e gemidos
transformam-se no alimento que me faz tremer
e arder no fogo abrasador da paixão
que se inflama na chama.
Propagando-se muito além das raias limítrofes
das convenções arbitradas, em todas as formas
e dimensões, à ausência de culpa e sem pecado, não havendo a
disposição fanática de indivíduos, num zelo religioso intolerante,
excessivo e cego, que se considerem puros, castos ou iluminados;
ungidos e inspirados pela divindade.
Ainda, se não houver, a predisposição sectária
que leva à divisão da família pela intolerância
ou intransigência de partidários ou prosélitos,
em discussões ferrenhas do sexo dos anjos.
O amor não é escravagista;
Não predispõe alguém ao bem material de outrem;
Não determina o direito à propriedade;
Não determina castigo; não requer alforria.
Uma simples admiração exaltada a alguém
ou algo, fruto de amizade e simpatia;
dedicação e entusiasmo,
movido por sentimento de afeição e carinho;
levando-nos à cumplicidade e à renúncia.
Paixão. . .
Sentimento ardente de uma pessoa por outra, gerando a atração física;
O amor requer respeito;
amizade e responsabilidade.
Dois seres imolados pelo sexo
Vibrações indefinidas sem valores pessoais,
movidas por seres racionais, sem reciprocidade, em cuja a estima, se é
de maior ou menor grau, de nada ou pouco interessa, não vem ao mérito
ou, ao merecimento intrínseco.
Levados ao êxtase do instinto irracional;
ardem submetidos ao fogo selvagem.
Num gemido de prazer, quiçá seja de lamento, no auge da paixão que se
inflama na fronteira, ao limite do pecado, em excessos e ultrajes,
livre de padrões, normas, tabus e preconceitos, vão-se à liberdade
dos desejos; mútua entrega, à exaltação do sexo, num entusiasmo
libertino; nada além. . . Senão um simples desejo carnal, sem
respeito, cumplicidade e responsabilidade.
Em freqüência arrítmica, pulsam fortes corações,
cujas notas de valores negativos, são pausas
que estabelecem a duração dos silêncios ritmados, ao caráter do que,
de modo relativo ou absoluto,
é ou deve ser tido como objeto de estima. . .
Contudo, não vai além das raias do desejo.
Jazem dois corpos abatidos e perdidos, a final;
fria, sombria e nostálgica a relação sem brilho,
como se arrastados, por devastadora enxurrada ainda que extemporânea,
ou hajam sido imolados
no altar de sacrifícios, onde, somente a pira arde
movidas por seres racionais, sem reciprocidade, em cuja a estima, se é
de maior ou menor grau, de nada ou pouco interessa, não vem ao mérito
ou, ao merecimento intrínseco.
Levados ao êxtase do instinto irracional;
ardem submetidos ao fogo selvagem.
Num gemido de prazer, quiçá seja de lamento, no auge da paixão que se
inflama na fronteira, ao limite do pecado, em excessos e ultrajes,
livre de padrões, normas, tabus e preconceitos, vão-se à liberdade
dos desejos; mútua entrega, à exaltação do sexo, num entusiasmo
libertino; nada além. . . Senão um simples desejo carnal, sem
respeito, cumplicidade e responsabilidade.
Em freqüência arrítmica, pulsam fortes corações,
cujas notas de valores negativos, são pausas
que estabelecem a duração dos silêncios ritmados, ao caráter do que,
de modo relativo ou absoluto,
é ou deve ser tido como objeto de estima. . .
Contudo, não vai além das raias do desejo.
Jazem dois corpos abatidos e perdidos, a final;
fria, sombria e nostálgica a relação sem brilho,
como se arrastados, por devastadora enxurrada ainda que extemporânea,
ou hajam sido imolados
no altar de sacrifícios, onde, somente a pira arde
Refúgio
Poesia, és tu minha fiel companheira
que me segue nos bons momentos,
sejam aqueles em que me transbordo
no coração pleno de alegria.
Feliz e ufano!
encontro-me no santuário, meu refúgio,
recolhendo as bênçãos dos áureos raios,
quão brilhante, projetando-me ao céu,
iluminado à claridade rósea da aurora.
Ao afago e frescor da brisa que sopra,
entrego-me nas manhãs do bom tempo,
levando-me a viajar, qual justo.
Porém, se no verso da moeda caminho,
e encontro a estrada agreste da solidão;
recolho-me, e só, a buscar nova direção,
mas torno ao santuário do meu refúgio.
Poesia, és a minha eterna confidente
com quem partilho toda a minha dor
ou revolta de frustração.
És o refúgio do meu íntimo,
abrigo doce que me tranqüiliza.
Quando penso que és tu, sou eu.
E, se acredito ser eu, não o sou: és tu.
E se essa confusão se faz sentir,
que és o meu interior extravasado
em palavras rabiscadas.
que me segue nos bons momentos,
sejam aqueles em que me transbordo
no coração pleno de alegria.
Feliz e ufano!
encontro-me no santuário, meu refúgio,
recolhendo as bênçãos dos áureos raios,
quão brilhante, projetando-me ao céu,
iluminado à claridade rósea da aurora.
Ao afago e frescor da brisa que sopra,
entrego-me nas manhãs do bom tempo,
levando-me a viajar, qual justo.
Porém, se no verso da moeda caminho,
e encontro a estrada agreste da solidão;
recolho-me, e só, a buscar nova direção,
mas torno ao santuário do meu refúgio.
Poesia, és a minha eterna confidente
com quem partilho toda a minha dor
ou revolta de frustração.
És o refúgio do meu íntimo,
abrigo doce que me tranqüiliza.
Quando penso que és tu, sou eu.
E, se acredito ser eu, não o sou: és tu.
E se essa confusão se faz sentir,
que és o meu interior extravasado
em palavras rabiscadas.
Em busca de felicidade
Ecos de razão que se busca propagar
em exíguos espaços quase rarefeitos,
no limite de convenções arbitradas
do que é certo ou errado;
do justo ou injusto;
sem critérios de eqüidade e justeza,
mas concede hipócrita, o livre arbítrio,
sempre questionado nas indagações
tendenciosas que se nos impõem;
acorrentam o corpo e liberta o espírito
que vaga etéreo e apaixonado.
Por que a vida sem razão,
quando a vida deve ser vivida
nos limites da razão imposta,
predeterminada por uma vontade divina
que elegeu ou condenou, de antemão,
os homens desde o princípio da eternidade?
Se decisão jocosa ou de vingança,
não o sei, senão,
nossos momentos de felicidade
a respirar a mesma atmosfera,
são-nos tirados, oferecendo-nos outros;
falsa ilusão, ao longo de uma vida.
Levados a viver,
conhecer os amigos de nossos amigos.
Sonhar e sentir que estamos mais próximo
do que nos é muito próximo:
a nossa seiva espiritual mantida,
porém, em ramos afastados,
sem tocar-se e identificar-se.
em exíguos espaços quase rarefeitos,
no limite de convenções arbitradas
do que é certo ou errado;
do justo ou injusto;
sem critérios de eqüidade e justeza,
mas concede hipócrita, o livre arbítrio,
sempre questionado nas indagações
tendenciosas que se nos impõem;
acorrentam o corpo e liberta o espírito
que vaga etéreo e apaixonado.
Por que a vida sem razão,
quando a vida deve ser vivida
nos limites da razão imposta,
predeterminada por uma vontade divina
que elegeu ou condenou, de antemão,
os homens desde o princípio da eternidade?
Se decisão jocosa ou de vingança,
não o sei, senão,
nossos momentos de felicidade
a respirar a mesma atmosfera,
são-nos tirados, oferecendo-nos outros;
falsa ilusão, ao longo de uma vida.
Levados a viver,
conhecer os amigos de nossos amigos.
Sonhar e sentir que estamos mais próximo
do que nos é muito próximo:
a nossa seiva espiritual mantida,
porém, em ramos afastados,
sem tocar-se e identificar-se.
Rester
Je me veux rester ici;
Je me veux.
La felicité arrivé au mon coeur
que pleurait dans le jardin sen fleurs.
Il faut être rester, mon amour!
Je me veux rester auprès de vous,
le soleil de ma vie.
Au fin de la dernière nuit
je ne serai pas oublié;
je n’oublierai pas vous, mon amour.
Il faut être rester, mon amour
Je me veux rester auprès de vous.
Je me veux rester ici;
Je me veux.
Je me veux.
La felicité arrivé au mon coeur
que pleurait dans le jardin sen fleurs.
Il faut être rester, mon amour!
Je me veux rester auprès de vous,
le soleil de ma vie.
Au fin de la dernière nuit
je ne serai pas oublié;
je n’oublierai pas vous, mon amour.
Il faut être rester, mon amour
Je me veux rester auprès de vous.
Je me veux rester ici;
Je me veux.
Palavras do silêncio
Estava a pregar na areia quente do deserto
aos camelos que bem distante, lá passavam a navegar
qual navio, e desaparecer na última vaga do horizonte.
Restavam-me apenas, criaturas desajeitadas e solitárias,
por vezes parecendo-me arrastar-se ou flutuar na areia,
em busca de outras desavisadas ou famintas criaturas
desorientadas, quiçá perdidas na fofura escaldante da miragem
e da magia das dunas que se formavam imensas
e logo desapareciam ao sopro do vento forte,
o verdugo, o invisível a açoitar qualquer ousado as leis a desafiar.
Fogos de artifício a chorar a morte ou celebrar a vitória
na reflexão solar que se projeta transparente e cristalina;
revestem de brilho as coisas e iluminam falsos caminhos
ao viajante desgarrado, iludido com as luzes que o ofuscam.
Cai a noite e chego às horas mortas. . .
O nada estático é imutável e eterno; a vida é efêmera.
A efemeridade que se arroja ao domínio do mundo dialético
na convergência dos limites entre a graça e a maldição.
Levado aos parâmetros sistêmico, micro ou macrocosmo manter-se-ia
ao equilíbrio de forças na repulsão e atração do bem e do mal,
mas a vida se renova pelas trocas vitais,
de cujo desequilíbrio advém a morte.
Morrer ou nascer!
Eventos de milagre em nano segundo ao passar da roda,
em movimentos de rotação contínua,
porém reafirmo comprometido com a recriação da forma
que se ajusta na adequação da sinergia dos movimentos.
Nesse sonho ou pesadelo. . .
o que importa senão o viver?
Até mesmo se a minha voz não se fizer ouvida
às razões em que acredito e derrotado;
jamais simples fracassado, pois não sou covarde
e luto pelo que acredito e tenho fé;
pronto a aceitar o que não pode e nem deve ser mudado;
Estou só, um solitário em meio à multidão de ninguém,
cujas palavras são a verdadeira expressão do silêncio,
no vazio dos meus sonhos e pesadelos
aos camelos que bem distante, lá passavam a navegar
qual navio, e desaparecer na última vaga do horizonte.
Restavam-me apenas, criaturas desajeitadas e solitárias,
por vezes parecendo-me arrastar-se ou flutuar na areia,
em busca de outras desavisadas ou famintas criaturas
desorientadas, quiçá perdidas na fofura escaldante da miragem
e da magia das dunas que se formavam imensas
e logo desapareciam ao sopro do vento forte,
o verdugo, o invisível a açoitar qualquer ousado as leis a desafiar.
Fogos de artifício a chorar a morte ou celebrar a vitória
na reflexão solar que se projeta transparente e cristalina;
revestem de brilho as coisas e iluminam falsos caminhos
ao viajante desgarrado, iludido com as luzes que o ofuscam.
Cai a noite e chego às horas mortas. . .
O nada estático é imutável e eterno; a vida é efêmera.
A efemeridade que se arroja ao domínio do mundo dialético
na convergência dos limites entre a graça e a maldição.
Levado aos parâmetros sistêmico, micro ou macrocosmo manter-se-ia
ao equilíbrio de forças na repulsão e atração do bem e do mal,
mas a vida se renova pelas trocas vitais,
de cujo desequilíbrio advém a morte.
Morrer ou nascer!
Eventos de milagre em nano segundo ao passar da roda,
em movimentos de rotação contínua,
porém reafirmo comprometido com a recriação da forma
que se ajusta na adequação da sinergia dos movimentos.
Nesse sonho ou pesadelo. . .
o que importa senão o viver?
Até mesmo se a minha voz não se fizer ouvida
às razões em que acredito e derrotado;
jamais simples fracassado, pois não sou covarde
e luto pelo que acredito e tenho fé;
pronto a aceitar o que não pode e nem deve ser mudado;
Estou só, um solitário em meio à multidão de ninguém,
cujas palavras são a verdadeira expressão do silêncio,
no vazio dos meus sonhos e pesadelos
Deserção
Caminho longo, em desespero,
chispas de tempo em nano segundos,
leva-me a assistir ao roteiro do filme,
cujas cenas protagonizei.
Ora cruel ou angelical;
vencido ou vencedor;
covarde ou valente;
humilde ou submisso;
Amei;
odiei;
desprezei;
corrompi.
Fui corrompido no cenário
em que atuei vítima;
agressor;
gladiador;
e, até mesmo mediador,
travestido em personagens de sonhos,
quimeras, fantasias...
Nada mais que ator em dissimulações;
disfarces para um mundo real,
formado por surrealidade,
de atos e fatos previamente planificados.
Falei, murmurei, gritei, e, até chorei. . .
Perdi várias batalhas
em noites intermináveis,
enquanto, quiçá gargalhava e vagava,
em viagem sem trilho ou direção.
Falta pouco à aproximação. . .
Solo que amei:
Prepara o impacto deste corpo já sem alma,
cujo o espírito dilacerado pelo amargor,
tenta retornar ao palco.
ainda que tardiamente,
mesmo se figurante,
o gélido frescor da brisa invade-me
as entranhas na aceleração
desta derradeira jornada.
Última visão de minhas lembranças!
Tudo e todos o quanto amei,
saudade de quem me fez amado;
luz dos olhos do meu caminho
que em vida iluminou, não, não deixe
que as lágrimas umedeça a face
e role aos seus lábios que beijei.
Apenas afague este corpo
que, finalmente, jazerá
insensível às carícias da mulher
que me fazia adormecer e sonhar.
chispas de tempo em nano segundos,
leva-me a assistir ao roteiro do filme,
cujas cenas protagonizei.
Ora cruel ou angelical;
vencido ou vencedor;
covarde ou valente;
humilde ou submisso;
Amei;
odiei;
desprezei;
corrompi.
Fui corrompido no cenário
em que atuei vítima;
agressor;
gladiador;
e, até mesmo mediador,
travestido em personagens de sonhos,
quimeras, fantasias...
Nada mais que ator em dissimulações;
disfarces para um mundo real,
formado por surrealidade,
de atos e fatos previamente planificados.
Falei, murmurei, gritei, e, até chorei. . .
Perdi várias batalhas
em noites intermináveis,
enquanto, quiçá gargalhava e vagava,
em viagem sem trilho ou direção.
Falta pouco à aproximação. . .
Solo que amei:
Prepara o impacto deste corpo já sem alma,
cujo o espírito dilacerado pelo amargor,
tenta retornar ao palco.
ainda que tardiamente,
mesmo se figurante,
o gélido frescor da brisa invade-me
as entranhas na aceleração
desta derradeira jornada.
Última visão de minhas lembranças!
Tudo e todos o quanto amei,
saudade de quem me fez amado;
luz dos olhos do meu caminho
que em vida iluminou, não, não deixe
que as lágrimas umedeça a face
e role aos seus lábios que beijei.
Apenas afague este corpo
que, finalmente, jazerá
insensível às carícias da mulher
que me fazia adormecer e sonhar.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Vida circunscrita
Viajantes que somos: eternos passageiros
em viagem efêmera e circunscrita
na esfera que se nos delimita no tempo,
no espaço e na dimensão,
globalizando-nos a vida em seus meridianos;
restringindo-nos a trópicos, círculos ou pólos
de zonas secas, tórridas ou glaciais.
Marionetes presas aos eixos em pontos fixos
de ordenadas e abscissas cartesianas:
Percepção infinita em movimentos delimitados,
nos caminhos de retas paralelas que se afastam,
deixadas num sistema impossível e sem solução.
No mesmo plano chegam à indeterminação,
perdidas nos caminhos que se divergem na vida,
em buscas de experiências desnecessárias;
até mesmo absurdas, tomando caminhos adversos
dos caminhos coincidentes e de infinitas soluções.
Há quem preso ao sistema de caminhos incógnitos
não esmorece e vibra na busca de uma resolução,
chegando a variáveis de um sistema determinado
que lhe oferece nada além de uma única solução.
Entre mais e menos vibram senóides e co-senóides em funções alternadas; derivam-se às coordenadas.
Entre retas, semi-retas ou segmento de retas; mediana, mediatriz e medida angular em viagem
de ponto a ponto, alternam-se e complementam-se; suplementam-se, correspondem-se e se opõem.
Caminhos em ligações adjacentes ou consecutivas; coplanares ou colineares ligam-se às sinuosidades levadas ao côncavo e ao convexo em projeções planas ou poligonais, viajam também pelo espaço,
à discussão dos enunciados, axiomas e teoremas.
Marionetes do vaivém em raios e diâmetros,
derrapam nas curvas e trajetos inesperados
que se arrojam ao limite angular;
perdem-se nos planos que se rebatem
em quadrantes de similaridades incongruentes,
lançando-se prisioneiros de outras dimensões.
em viagem efêmera e circunscrita
na esfera que se nos delimita no tempo,
no espaço e na dimensão,
globalizando-nos a vida em seus meridianos;
restringindo-nos a trópicos, círculos ou pólos
de zonas secas, tórridas ou glaciais.
Marionetes presas aos eixos em pontos fixos
de ordenadas e abscissas cartesianas:
Percepção infinita em movimentos delimitados,
nos caminhos de retas paralelas que se afastam,
deixadas num sistema impossível e sem solução.
No mesmo plano chegam à indeterminação,
perdidas nos caminhos que se divergem na vida,
em buscas de experiências desnecessárias;
até mesmo absurdas, tomando caminhos adversos
dos caminhos coincidentes e de infinitas soluções.
Há quem preso ao sistema de caminhos incógnitos
não esmorece e vibra na busca de uma resolução,
chegando a variáveis de um sistema determinado
que lhe oferece nada além de uma única solução.
Entre mais e menos vibram senóides e co-senóides em funções alternadas; derivam-se às coordenadas.
Entre retas, semi-retas ou segmento de retas; mediana, mediatriz e medida angular em viagem
de ponto a ponto, alternam-se e complementam-se; suplementam-se, correspondem-se e se opõem.
Caminhos em ligações adjacentes ou consecutivas; coplanares ou colineares ligam-se às sinuosidades levadas ao côncavo e ao convexo em projeções planas ou poligonais, viajam também pelo espaço,
à discussão dos enunciados, axiomas e teoremas.
Marionetes do vaivém em raios e diâmetros,
derrapam nas curvas e trajetos inesperados
que se arrojam ao limite angular;
perdem-se nos planos que se rebatem
em quadrantes de similaridades incongruentes,
lançando-se prisioneiros de outras dimensões.
Nos limites do inconsciente
No limite da loucura com a genialidade, sou levado pelos fantasmas que ainda povoam as masmorras, outrora um misto de cárcere, nosocômio de terror, entregues e deixados aos grilhões de tragicômicos
que não só confinaram e mutilaram os seus corpos, também os reduziram em ondas eletromagnéticas.
A energia eterificada povoa hoje os nobres salões e advém de existências que contradizem resultados de inúmeras, amargas e tormentosas experiências aplicadas por verdugos, executores dos bárbaros, doutos protagonistas maníacos de cenas dantescas.
Sádicos: cruel deleite na lobotomia e eletrochoque
a transformar a morbidez mental esquizofrênica
e demais casos, de dores tidas como intratáveis, em morto-vivos apascentados pelas convulsões, quiçá total perda de consciência... Talvez a morte.
Avanço e chego à fronteira, limiar da genialidade,
e eis que vejo noutro lado da rua, seres excluídos, levados em “metamorfoses ambulantes” a vagar
em divagação simples e desconexas em destempero
de realidade para o mundo físico, mas prisioneiros
nessa estreita dimensão de relações egocêntricas
que se chocam nas projeções de surrealidade
e se deslocam em diferente dimensão do astral.
Avanço. Chego aos degraus inconscientes da loucura,
trilhas marcadas, deixadas por muitos que passaram
antes ou depois, não importa, mas sempre hão de vir
e chegar inconformados pelo vil cotidiano dos seres.
Busco o homem forjado puro, idealista e despojado, mas o sabendo utópico, não nos restam os impuros, senão amargos, quase vida e ingênuos: os incautos; mercê dos torpes e dos vis espertalhões.
Acautelo-me, penso em mim, não serei a divindade?
qual! pois sou deus decaído, parafísico, paranormal;
errado ou errante, sem adoração ou sem pedestal;
sem fiéis; fruto da aversão de intolerantes e odiosos;
sou avesso à suspeição sectária e irracional de raças,
credos ou religiões na convergência do nosso destino,
quiçá divergências que se nos deparam o cotidiano.
Busco acima do bem e do mal e não encontro nada além de um espaço que se projeta rarefeito e vazio no vácuo de uma caverna fria, escura e oca.
Avanço e chego assediado pelos ímpios e hereges,
trazendo impiedade que bem antes já a conhecera;
volvo e me vejo cercado por prosélitos e fanáticos
entregues ao rescaldo mórbido de seus descaminhos.
Avanço e chego ao limite tênue desse exíguo espaço
que se amplia na vastidão das paredes do surreal levando-nos e realocando-nos em viagens de fantasias, adequando-nos às personagens: aos pais e aos filhos; aos deuses e aos astronautas.
que não só confinaram e mutilaram os seus corpos, também os reduziram em ondas eletromagnéticas.
A energia eterificada povoa hoje os nobres salões e advém de existências que contradizem resultados de inúmeras, amargas e tormentosas experiências aplicadas por verdugos, executores dos bárbaros, doutos protagonistas maníacos de cenas dantescas.
Sádicos: cruel deleite na lobotomia e eletrochoque
a transformar a morbidez mental esquizofrênica
e demais casos, de dores tidas como intratáveis, em morto-vivos apascentados pelas convulsões, quiçá total perda de consciência... Talvez a morte.
Avanço e chego à fronteira, limiar da genialidade,
e eis que vejo noutro lado da rua, seres excluídos, levados em “metamorfoses ambulantes” a vagar
em divagação simples e desconexas em destempero
de realidade para o mundo físico, mas prisioneiros
nessa estreita dimensão de relações egocêntricas
que se chocam nas projeções de surrealidade
e se deslocam em diferente dimensão do astral.
Avanço. Chego aos degraus inconscientes da loucura,
trilhas marcadas, deixadas por muitos que passaram
antes ou depois, não importa, mas sempre hão de vir
e chegar inconformados pelo vil cotidiano dos seres.
Busco o homem forjado puro, idealista e despojado, mas o sabendo utópico, não nos restam os impuros, senão amargos, quase vida e ingênuos: os incautos; mercê dos torpes e dos vis espertalhões.
Acautelo-me, penso em mim, não serei a divindade?
qual! pois sou deus decaído, parafísico, paranormal;
errado ou errante, sem adoração ou sem pedestal;
sem fiéis; fruto da aversão de intolerantes e odiosos;
sou avesso à suspeição sectária e irracional de raças,
credos ou religiões na convergência do nosso destino,
quiçá divergências que se nos deparam o cotidiano.
Busco acima do bem e do mal e não encontro nada além de um espaço que se projeta rarefeito e vazio no vácuo de uma caverna fria, escura e oca.
Avanço e chego assediado pelos ímpios e hereges,
trazendo impiedade que bem antes já a conhecera;
volvo e me vejo cercado por prosélitos e fanáticos
entregues ao rescaldo mórbido de seus descaminhos.
Avanço e chego ao limite tênue desse exíguo espaço
que se amplia na vastidão das paredes do surreal levando-nos e realocando-nos em viagens de fantasias, adequando-nos às personagens: aos pais e aos filhos; aos deuses e aos astronautas.
domingo, 8 de março de 2009
Eu e não-Eu o Sou
Sigo as trilhas do Sul em viagem de Cruzeiro,
na busca de jardins, vales e campos,
onde desabrocham lírios e outras espécies silvestres;
viajantes das estrelas, transit gloria mundi,
vejo o Pequeno Príncipe! Experiência fantasiosa,
mas não sei quem é o Príncipe ou a Cobra!
Confundir-se-ia o mais sábio dos homens,
ao ver na gota do orvalho, tamanha transparência,
caráter e objetivos de seres estereotipados,
cuja ética, moral e outros conceitos,
hoje não passam de preconceitos,
na massificação de valores aleatórios,
nessa inversão desconsiderados.
Passei por vozes em gemido do Navio Negreiro
que jazia encalhado na consciência dos maus
que ainda hoje escravizam os deserdados,
esgueirando-se à sombra da excelência de seus pares,
doutos, sábios e até mesmo companheiros:
Os malhados indignos voltando à cena.
Tentei em vão nessa jornada,
uma estrada mais ampla e bem iluminada,
que me levasse com toda rapidez e segurança ao Caminho de São Tiago,
quando me vi envolvido por longa mancha branca
no escuro azul do céu por caminhos difusos
que me aprisionaram.
Enfim tomei a Via Látea.
Solidão do espaço sideral,
intensiva propagação na difusão de si mesmo;
formas migratórias, deslocam-se do eixo;
planos diversos e multiformes;
formas etéreas surgem, somem e se propagam:
São anjos ou elementais;
formas fluidas na dispersão volátil do éter,
cognição vã do pensamento.
Viagem fantástica pelo espaço,
não o sei se afora, ou se espaço adentro;
movido pelo intelecto ou pelo espírito da mente,
um misto de reflexão levada ao sonho
por fantasia sonhada, sem medida, tema ou paradigma,
vazio em toda a sua liberdade:
de opinião, de ponto de vista, de idéias e de ideais,
na integração interativa do indivíduo com o Universo,
eu e não-eu o sou, sem esperança ou expectativa,
posta ao cuidado, à margem de solicitude
ao arrojo de outras necessidades
movidas pelo individualismo do ser.
na busca de jardins, vales e campos,
onde desabrocham lírios e outras espécies silvestres;
viajantes das estrelas, transit gloria mundi,
vejo o Pequeno Príncipe! Experiência fantasiosa,
mas não sei quem é o Príncipe ou a Cobra!
Confundir-se-ia o mais sábio dos homens,
ao ver na gota do orvalho, tamanha transparência,
caráter e objetivos de seres estereotipados,
cuja ética, moral e outros conceitos,
hoje não passam de preconceitos,
na massificação de valores aleatórios,
nessa inversão desconsiderados.
Passei por vozes em gemido do Navio Negreiro
que jazia encalhado na consciência dos maus
que ainda hoje escravizam os deserdados,
esgueirando-se à sombra da excelência de seus pares,
doutos, sábios e até mesmo companheiros:
Os malhados indignos voltando à cena.
Tentei em vão nessa jornada,
uma estrada mais ampla e bem iluminada,
que me levasse com toda rapidez e segurança ao Caminho de São Tiago,
quando me vi envolvido por longa mancha branca
no escuro azul do céu por caminhos difusos
que me aprisionaram.
Enfim tomei a Via Látea.
Solidão do espaço sideral,
intensiva propagação na difusão de si mesmo;
formas migratórias, deslocam-se do eixo;
planos diversos e multiformes;
formas etéreas surgem, somem e se propagam:
São anjos ou elementais;
formas fluidas na dispersão volátil do éter,
cognição vã do pensamento.
Viagem fantástica pelo espaço,
não o sei se afora, ou se espaço adentro;
movido pelo intelecto ou pelo espírito da mente,
um misto de reflexão levada ao sonho
por fantasia sonhada, sem medida, tema ou paradigma,
vazio em toda a sua liberdade:
de opinião, de ponto de vista, de idéias e de ideais,
na integração interativa do indivíduo com o Universo,
eu e não-eu o sou, sem esperança ou expectativa,
posta ao cuidado, à margem de solicitude
ao arrojo de outras necessidades
movidas pelo individualismo do ser.
O último dos românticos
Em tempos de outrora, o “Suplício de uma saudade”
quando era “Tarde de mais para esquecer” chorar fazia
em lenço encharcado por personagem materializada
em soluços e lágrimas que se desfazia.
A menina casadoira, virgem ao dizer o sim,
despedia-se à viagem;
tomava o lugar na úmida e misteriosa lua,
por abelhas embebida, deixando a mãe chorar
em comoção de alegria, quiçá de tristeza.
Saudade de outrora!
Reinavam os deuses e a deusa dos lábios de mel,
em romances, românticos, e nos romanceiros;
e do boto cor-de-rosa que fazia o seu papel.
Caprichos ou sonhos levados à prosa por nós,
artesãos da palavra, de fantasiosos ou comezinhos fatos
tirados de arrabalde suburbano, em melodramas vivenciados
ou passados nos bastidores da vida.
Sou aquele sonhador ainda embevecido
em noite clara de lua-cheia,
levado às brumas do devaneio milenar
pelo pastor da Estrela Vésper;
o vale encantado no recesso
da morada das Ursas: a Maior e a Menor.
Quisera encontrar um caminho
que somente me falasse de amor!
Sentir o perfume que exala de rosas,
margaridas e outras flores;
mulheres que deixam no rastro sinuoso do andar,
encanto e magia;
encontrar sob o sereno da madrugada
o seresteiro a falar de amor,
dedilhando em suas cordas apaixonadas,
acordes, prantos e fantasia.
Nessa caminhada romanesca
sem encontrar as quimeras perdidas, recolho de mim,
o que resta dos restos de um simplório devaneador
perdido nos passos de outro tempo.
Nada vejo aos balcões, que restam carcomidos,
vencidos pelos anos em que outrora pendiam flores
e brotavam as lágrimas e suspiros,
amor e paixão quantas vezes irrealizados,
mas fiéis no seu querer.
As luzes se apagaram;
a ribalta silenciou o último dos românticos.
quando era “Tarde de mais para esquecer” chorar fazia
em lenço encharcado por personagem materializada
em soluços e lágrimas que se desfazia.
A menina casadoira, virgem ao dizer o sim,
despedia-se à viagem;
tomava o lugar na úmida e misteriosa lua,
por abelhas embebida, deixando a mãe chorar
em comoção de alegria, quiçá de tristeza.
Saudade de outrora!
Reinavam os deuses e a deusa dos lábios de mel,
em romances, românticos, e nos romanceiros;
e do boto cor-de-rosa que fazia o seu papel.
Caprichos ou sonhos levados à prosa por nós,
artesãos da palavra, de fantasiosos ou comezinhos fatos
tirados de arrabalde suburbano, em melodramas vivenciados
ou passados nos bastidores da vida.
Sou aquele sonhador ainda embevecido
em noite clara de lua-cheia,
levado às brumas do devaneio milenar
pelo pastor da Estrela Vésper;
o vale encantado no recesso
da morada das Ursas: a Maior e a Menor.
Quisera encontrar um caminho
que somente me falasse de amor!
Sentir o perfume que exala de rosas,
margaridas e outras flores;
mulheres que deixam no rastro sinuoso do andar,
encanto e magia;
encontrar sob o sereno da madrugada
o seresteiro a falar de amor,
dedilhando em suas cordas apaixonadas,
acordes, prantos e fantasia.
Nessa caminhada romanesca
sem encontrar as quimeras perdidas, recolho de mim,
o que resta dos restos de um simplório devaneador
perdido nos passos de outro tempo.
Nada vejo aos balcões, que restam carcomidos,
vencidos pelos anos em que outrora pendiam flores
e brotavam as lágrimas e suspiros,
amor e paixão quantas vezes irrealizados,
mas fiéis no seu querer.
As luzes se apagaram;
a ribalta silenciou o último dos românticos.
Amor manifesto
Sou a sombra que vagueia,
o eco surdo dos ideais;
fantasia de idos carnavais.
Idos, alegrias, encantos e tristezas...
castelos construídos e desmoronados;
projetos desfeitos ou inacabados.
Dos sonhos. . .
Apenas sonhados;
restam-me azedumes de pesadelos,
de cujo o escombro, tento ainda salvar
do rescaldo ainda incandescente,
colunas que nos hão de sustentar.
Sou a incerteza do amanhã. . .
Porém,
falo à linguagem de o meu coração:
devoção à religião simples do amor,
cuja a chama arde e se transmuta,
a vivenciar Deus: o próprio amor.
Soergo-me na catedral da alma,
onde busco e encontro o meu Deus
no recôndito do templo interior,
na certeza da ubiqüidade da vida,
plena do amor puro e onipresente
no poder absoluto que tudo pode.
A cada infinitésimo, num segundo,
eis que a centelha divina opera
e se perpetua cíclica na natureza:
Um milagre que não se renova.
Eis o renascer de cada momento, ofertando-nos a dádiva onisciente de buscar a comunhão sagrada,junto ao céu de nossa consciência.
o eco surdo dos ideais;
fantasia de idos carnavais.
Idos, alegrias, encantos e tristezas...
castelos construídos e desmoronados;
projetos desfeitos ou inacabados.
Dos sonhos. . .
Apenas sonhados;
restam-me azedumes de pesadelos,
de cujo o escombro, tento ainda salvar
do rescaldo ainda incandescente,
colunas que nos hão de sustentar.
Sou a incerteza do amanhã. . .
Porém,
falo à linguagem de o meu coração:
devoção à religião simples do amor,
cuja a chama arde e se transmuta,
a vivenciar Deus: o próprio amor.
Soergo-me na catedral da alma,
onde busco e encontro o meu Deus
no recôndito do templo interior,
na certeza da ubiqüidade da vida,
plena do amor puro e onipresente
no poder absoluto que tudo pode.
A cada infinitésimo, num segundo,
eis que a centelha divina opera
e se perpetua cíclica na natureza:
Um milagre que não se renova.
Eis o renascer de cada momento, ofertando-nos a dádiva onisciente de buscar a comunhão sagrada,junto ao céu de nossa consciência.
Homenagem à Mulher
Mulher, Mãe, Esposa, Amante e Companheira. . . Amiga e fraterna;
irmãs que a vida nos oferece para caminhar vida a fora,
ao longo da nossa jornada espiritual,
extrapolando os limites do tempo,
continuando quando e onde Deus assim o permitir.
As que passam pela nossa vida. . .
Deixando ou levando um pouco que é de cada um de nós, mas de certo,
deixam muito mais do que levaram.
Mulher, a própria solidez na firmeza de seus propósitos, se confunde,
num misto de inteligência sutil a confundir o mais sábio dos homens, deixando-o perplexo ante os resultados de um ser tão singelo
que aparenta a fraqueza de uma pétala úmida pela gota do orvalho.
A beleza do ser: que ri, que chora e retrocede pronta a oferecer amor, verdadeiro a quem ama, seja filial, seja materno, seja fraternal. . .
Animal felino; defende, caça e provê a família, se a fome já ameaça.
Tudo contido sob a gota do orvalho a transparecer essa energia
que dá forças e resistir e ressurgir no aveludado matiz de uma rosa.
irmãs que a vida nos oferece para caminhar vida a fora,
ao longo da nossa jornada espiritual,
extrapolando os limites do tempo,
continuando quando e onde Deus assim o permitir.
As que passam pela nossa vida. . .
Deixando ou levando um pouco que é de cada um de nós, mas de certo,
deixam muito mais do que levaram.
Mulher, a própria solidez na firmeza de seus propósitos, se confunde,
num misto de inteligência sutil a confundir o mais sábio dos homens, deixando-o perplexo ante os resultados de um ser tão singelo
que aparenta a fraqueza de uma pétala úmida pela gota do orvalho.
A beleza do ser: que ri, que chora e retrocede pronta a oferecer amor, verdadeiro a quem ama, seja filial, seja materno, seja fraternal. . .
Animal felino; defende, caça e provê a família, se a fome já ameaça.
Tudo contido sob a gota do orvalho a transparecer essa energia
que dá forças e resistir e ressurgir no aveludado matiz de uma rosa.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Da beleza ao amor
Afrodite atravessou mares, serras e cerrados, levando consigo a flauta, a cotovia e o sabiá a despertar emoções lascivas, canto e encanto tirado dos sonhos rompidos de saudades vãs, desencontro dos que jamais se encontraram.
Verbos rasgados que se desnudam em rival hostil
pelo ódio de prantos recolhidos no olhar perdido com olhos ainda úmidos e submetidos ao degredo entregues na nostalgia da solidão.
A cotovia cantou o mais belo do seu doce canto
e foi posar na flauta que tocava suave e cimeira, quando o sabiá abriu glamouroso contracanto, mas curvado à beleza de Afrodite, silenciou.
A nostalgia se amparava na solidão deserdada
de desejos sentidos, entregues ao rito do cadafalso à silhueta do corpo sob anseios relutantes.
Beleza por si só não basta ao degredo do homem, que não passa de verbo sem sentido a perder-se em recordações de antigos e valorosos anseios.
Vem o doutor, senhor que semeia a flor do amor no degredo dos que já se perderam ou souberam, quiçá as delícias de um afago real e verdadeiro.
Fundiram-se a beleza e o amor!
De Afrodite, a bela e sensual, meiga e sedutora, restaram anseios, sentidos vazios sem o Cupido
Verbos rasgados que se desnudam em rival hostil
pelo ódio de prantos recolhidos no olhar perdido com olhos ainda úmidos e submetidos ao degredo entregues na nostalgia da solidão.
A cotovia cantou o mais belo do seu doce canto
e foi posar na flauta que tocava suave e cimeira, quando o sabiá abriu glamouroso contracanto, mas curvado à beleza de Afrodite, silenciou.
A nostalgia se amparava na solidão deserdada
de desejos sentidos, entregues ao rito do cadafalso à silhueta do corpo sob anseios relutantes.
Beleza por si só não basta ao degredo do homem, que não passa de verbo sem sentido a perder-se em recordações de antigos e valorosos anseios.
Vem o doutor, senhor que semeia a flor do amor no degredo dos que já se perderam ou souberam, quiçá as delícias de um afago real e verdadeiro.
Fundiram-se a beleza e o amor!
De Afrodite, a bela e sensual, meiga e sedutora, restaram anseios, sentidos vazios sem o Cupido
Séqüito do eu só
Surjo de uma imensidão vazia ao silêncio enlutado,
desperto dos meus sonhos rompidos e isolados,
perdidos no recôndito do meu eu em desencontros,
de uma saudade que se espraia no amanhã da aurora.
O agora vazio se contrai ao frio do ocaso em relento em noites vilãs de ferina recordação de um anoitecer, levadas ao êxtase de emoção, em devaneio terminal,
rompido pelo descaso cingido ao silêncio enlutado.
No furor do amargo descaso, meu peito ainda palpita em ritmo impreciso e descompassado.
Verbo desnudo e sem eco, se perde na propagação de si a si mesmo, no fundo vazio do silêncio sem amplitude onde arde o sereno no negrume.
Pés descalços em descaminhos se arrojam a marchar
pelo vaivém dos desencontros a ter quem encontrar
em momentos perdidos de anseios e desencontros
ejetados de outros sonhos, quimeras que se esfumaçam deixando os despojos de um séqüito do eu só.
desperto dos meus sonhos rompidos e isolados,
perdidos no recôndito do meu eu em desencontros,
de uma saudade que se espraia no amanhã da aurora.
O agora vazio se contrai ao frio do ocaso em relento em noites vilãs de ferina recordação de um anoitecer, levadas ao êxtase de emoção, em devaneio terminal,
rompido pelo descaso cingido ao silêncio enlutado.
No furor do amargo descaso, meu peito ainda palpita em ritmo impreciso e descompassado.
Verbo desnudo e sem eco, se perde na propagação de si a si mesmo, no fundo vazio do silêncio sem amplitude onde arde o sereno no negrume.
Pés descalços em descaminhos se arrojam a marchar
pelo vaivém dos desencontros a ter quem encontrar
em momentos perdidos de anseios e desencontros
ejetados de outros sonhos, quimeras que se esfumaçam deixando os despojos de um séqüito do eu só.
Sombras que assombram
Veio a noite, chegou a madrugada,
sombras que assombram também chegaram,
de onde, não o sei;
nem porque vieram;
não sei se ficaram...
Talvez sejam fantasmas os pensamentos
da irrealidade que busco
no que espera em seus versos,
ainda presentes em tempos de outrora,
fazem-se nas linhas os traçadas de agora.
Tremo, em seu tremor de tanta espera.
Ruge a fera que se nos devora os sentidos,
na caverna oculta de sombras
que passaram, segredos, sussurros e vozes
quase emudecidas, em cujo o verbo da carne
se abre em feridas, deixando cicatrizes,
cujas as marcas evidentes,
jamais permitem negar
o que se vai n'alma.
Num misto de medo,
sofreguidão, quem o sabe?
ou até mesmo paixão,
luto e vejo-me vencido
pela fera ferida
na convergência do ocaso.
Não posso negar
que o seu tremor me faz tremer,
a sua espera me leva a esperar
e sempre a viajar,
pois estou no horizonte do pensamento,
nas brumas do recôndito da caverna
disposto ao julgamento,
mas não, não posso negar
a flama que se inflama
quando deito os meus olhos nos olhos seus.
sombras que assombram também chegaram,
de onde, não o sei;
nem porque vieram;
não sei se ficaram...
Talvez sejam fantasmas os pensamentos
da irrealidade que busco
no que espera em seus versos,
ainda presentes em tempos de outrora,
fazem-se nas linhas os traçadas de agora.
Tremo, em seu tremor de tanta espera.
Ruge a fera que se nos devora os sentidos,
na caverna oculta de sombras
que passaram, segredos, sussurros e vozes
quase emudecidas, em cujo o verbo da carne
se abre em feridas, deixando cicatrizes,
cujas as marcas evidentes,
jamais permitem negar
o que se vai n'alma.
Num misto de medo,
sofreguidão, quem o sabe?
ou até mesmo paixão,
luto e vejo-me vencido
pela fera ferida
na convergência do ocaso.
Não posso negar
que o seu tremor me faz tremer,
a sua espera me leva a esperar
e sempre a viajar,
pois estou no horizonte do pensamento,
nas brumas do recôndito da caverna
disposto ao julgamento,
mas não, não posso negar
a flama que se inflama
quando deito os meus olhos nos olhos seus.
Desejo reprimido
Vida demais crua, quanto nua à realidade.
Perdido em palavras. . .
Sonhos em forma de frases e pensamentos.
Dou forma ao irreal;
A vida a que morreu.
Estou sendo arrastado pela vida;
procuro me agarrar as suas margens,
tentando manter a cabeça à tona.
Muitas vezes acho que vou sucumbir. . .
Vou de encontro às letras para fugir
de uma realidade tão triste, quanto real.
Preso à fantasia, em devaneio;
no sonho e na certeza
de que após a tempestade,
o sol sempre brilhará!
Ainda bem que tenho com quem contar,
nem que seja para me ver,
me sentir e saber
entender o que me vai na alma! Você!
Pois se temos olhos de ver,
ouvidos de ouvir... Podemos dizer:
Não estou tão só como penso estar!
A certeza e o temor, de aceitar,
de saber que se deseja o proibido.
Sensação de calor;
Sexualidade atiçada;
boca seca e o corpo trêmulo;
olhos úmidos, mãos ávidas.
Desejo a eclodir à espera voraz dos sentidos.
Do sexo latente...
E a constatação que diante do instinto,
somos quase impotentes... Fracos.
Busco. . .
Fujo. . .
quero ser encontrado!
abraçado, beijado. . . Acarinhado.
Ouvir palavras doces.
Sentir o hálito quente, o abraço febril,
a boca na procura de prazeres escondidos:
Tremor excitante, umidade receptiva.
Ao final, o clímax!
Corpos, entrelaçados, felizes e cansados.
Eu, você...
O nosso encontro carnal e espiritual,
num interagir de desejo contido e angustiante.
Perdido em palavras. . .
Sonhos em forma de frases e pensamentos.
Dou forma ao irreal;
A vida a que morreu.
Estou sendo arrastado pela vida;
procuro me agarrar as suas margens,
tentando manter a cabeça à tona.
Muitas vezes acho que vou sucumbir. . .
Vou de encontro às letras para fugir
de uma realidade tão triste, quanto real.
Preso à fantasia, em devaneio;
no sonho e na certeza
de que após a tempestade,
o sol sempre brilhará!
Ainda bem que tenho com quem contar,
nem que seja para me ver,
me sentir e saber
entender o que me vai na alma! Você!
Pois se temos olhos de ver,
ouvidos de ouvir... Podemos dizer:
Não estou tão só como penso estar!
A certeza e o temor, de aceitar,
de saber que se deseja o proibido.
Sensação de calor;
Sexualidade atiçada;
boca seca e o corpo trêmulo;
olhos úmidos, mãos ávidas.
Desejo a eclodir à espera voraz dos sentidos.
Do sexo latente...
E a constatação que diante do instinto,
somos quase impotentes... Fracos.
Busco. . .
Fujo. . .
quero ser encontrado!
abraçado, beijado. . . Acarinhado.
Ouvir palavras doces.
Sentir o hálito quente, o abraço febril,
a boca na procura de prazeres escondidos:
Tremor excitante, umidade receptiva.
Ao final, o clímax!
Corpos, entrelaçados, felizes e cansados.
Eu, você...
O nosso encontro carnal e espiritual,
num interagir de desejo contido e angustiante.
Retorno ao rochedo
Verdes mares, retorno ao rochedo
que se emudeceu de ouvir o canto
do encanto das sereias de além mar;
a ouvir o meu canto de nostalgia
trêmulo e sofrido pelo pecado de amar.
Vejo que pelo brilho de seu olhar
o rochedo ficou cego;
não se deu conta que lançaram de seu topo,
duas contas que jazem depositadas
no fundo do mar.
O pranto ácido de meus olhos vermelhos,
levado pelas ondas,
à sepiolita foi-se misturar
em espumas brancas à beira-mar.
que se emudeceu de ouvir o canto
do encanto das sereias de além mar;
a ouvir o meu canto de nostalgia
trêmulo e sofrido pelo pecado de amar.
Vejo que pelo brilho de seu olhar
o rochedo ficou cego;
não se deu conta que lançaram de seu topo,
duas contas que jazem depositadas
no fundo do mar.
O pranto ácido de meus olhos vermelhos,
levado pelas ondas,
à sepiolita foi-se misturar
em espumas brancas à beira-mar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A roda da vida
O Mundo roda. . . Roda sem parar;
mas se a cabeça roda, dá vontade de chorar.
Roda menino, roda pião,
bambeia, bambeia no chão, sacuda a poeira;
chore, levante a cabeça e saia do chão.
Rodas que rolam pela vida, que vêm e se vão;
Rodas que se arrastam já cansadas de rolar;
Rodas soltas e sem freio: acabam no paredão;
Rodas presas. . . Não chegam a nenhum lugar.
Rodas velozes ou de vagar;
polidas ou encardidas,
são as mesmas rodas que levam. . .
O alimento à mesa;
o louco ao manicômio;
os noivos ao altar.
Rodas, na natureza cíclica dos ritmos universais,
a exemplo do dia que se alterna com a noite,
dos movimentos planetários e das fases da lua.
Também leva o caudilho triunfante em seu carro,
falso protetor!
Locupleta-se na guerra e na morte;
ávido, desperto por tentações materiais.
O mesmo que antes subira ao topo,
ovacionado, jaz vencido pelos instintos,
tragado pelas emoções, vai à queda,
então humilde, ora roto e despojado.
mas se a cabeça roda, dá vontade de chorar.
Roda menino, roda pião,
bambeia, bambeia no chão, sacuda a poeira;
chore, levante a cabeça e saia do chão.
Rodas que rolam pela vida, que vêm e se vão;
Rodas que se arrastam já cansadas de rolar;
Rodas soltas e sem freio: acabam no paredão;
Rodas presas. . . Não chegam a nenhum lugar.
Rodas velozes ou de vagar;
polidas ou encardidas,
são as mesmas rodas que levam. . .
O alimento à mesa;
o louco ao manicômio;
os noivos ao altar.
Rodas, na natureza cíclica dos ritmos universais,
a exemplo do dia que se alterna com a noite,
dos movimentos planetários e das fases da lua.
Também leva o caudilho triunfante em seu carro,
falso protetor!
Locupleta-se na guerra e na morte;
ávido, desperto por tentações materiais.
O mesmo que antes subira ao topo,
ovacionado, jaz vencido pelos instintos,
tragado pelas emoções, vai à queda,
então humilde, ora roto e despojado.
Espelhos da alma
Olhos negros, castanhos, verdes ou azuis;
Grandes, pequenos ou oblíquos: o que importa,
se imperfeitos de estética e até mesmo deficientes?
Senão os olhos postos nos olhos meus,
a ver e enxergar a grandeza do ser que afaga
com as plumas do coração
ou com mãos crispadas de espinhos,
carregadas de pedras.
Não se enganem com o falso brilho das coisas,
do vendilhão, do hipócrita ou do fariseu. . .
Presentes estarão à Ceia.
Verborrágico papagaio,
“decoreba” sustentado pelo cajado,
não tardará a arremessá-los contra a suas ovelhas famintas
que venham a disputar o pasto comum.
Olhos famintos e sedentos do que comer e beber,
famintos e sedentos de Verdade e de Justiça!
Simples. . . Humildes e pacíficos;
submissos ou passivos;
arrogantes ou prepotentes.
Olhos que riem de amor. . . E de felicidade;
olhos que irradiam Beleza... Saúde, Força e Prosperidade;
olhos que choram sem lágrimas;
olhos que enganam a si, pensando enganar a outrem;
olhos de traição que choram lágrimas. . . De crocodilo;
olhos que sofrem na derrota. . . Ou mesmo na vitória;
olhos que buscam o que ninguém ousa ou não quer buscar;
olhos que vêem o que poucos conseguem enxergar.
Aprenda a ver na janela da alma
e ausculta o interior de quem lhes fala,
pois os olhos são verdadeiros espelhos
que refletem a mais íntima trama de um ego dissimulado,
deixando a descoberto o caráter do vil passarinheiro.
Grandes, pequenos ou oblíquos: o que importa,
se imperfeitos de estética e até mesmo deficientes?
Senão os olhos postos nos olhos meus,
a ver e enxergar a grandeza do ser que afaga
com as plumas do coração
ou com mãos crispadas de espinhos,
carregadas de pedras.
Não se enganem com o falso brilho das coisas,
do vendilhão, do hipócrita ou do fariseu. . .
Presentes estarão à Ceia.
Verborrágico papagaio,
“decoreba” sustentado pelo cajado,
não tardará a arremessá-los contra a suas ovelhas famintas
que venham a disputar o pasto comum.
Olhos famintos e sedentos do que comer e beber,
famintos e sedentos de Verdade e de Justiça!
Simples. . . Humildes e pacíficos;
submissos ou passivos;
arrogantes ou prepotentes.
Olhos que riem de amor. . . E de felicidade;
olhos que irradiam Beleza... Saúde, Força e Prosperidade;
olhos que choram sem lágrimas;
olhos que enganam a si, pensando enganar a outrem;
olhos de traição que choram lágrimas. . . De crocodilo;
olhos que sofrem na derrota. . . Ou mesmo na vitória;
olhos que buscam o que ninguém ousa ou não quer buscar;
olhos que vêem o que poucos conseguem enxergar.
Aprenda a ver na janela da alma
e ausculta o interior de quem lhes fala,
pois os olhos são verdadeiros espelhos
que refletem a mais íntima trama de um ego dissimulado,
deixando a descoberto o caráter do vil passarinheiro.
Despertar
Venham peregrinos guerreiros!
Ouvir ao frescor do silêncio. . .
Somente a brisa sopra
entre o vale e a montanha,
indo repousar no marulhar
e perene murmúrio das ondas
que se chocam e se precipitam
num vaivém constante
de espumas em agito,
a desfazer mistérios e encantos. . .
Quiçá, somente desencantos.
Fulgor de Milagres,
vãs filosofias em efervescência
que se perdem pelo espaço,
por entre os cintilantes grãos
da fina areia a testemunhar.
Vigor do insólito:
De dia à luz do Sol;
de noite à luz das estrelas;
quiçá das tochas e do luar,
ante a ubiqüidade vigilante
do Poder Onipresente,
sem entregar-se ao sono,
ou deixar-se, senão,
ao gozo de regalo do cotidiano.
Venham peregrinos guerreiros!
Despertar do sentido
que se nos aflora ao anteceder,
a tragédia já consumada
e derrama o bálsamo ungido
de amor e perdão.
Venham ao lirismo do sabiá
em meio a outras espécies de seres;
contemplem cada momento de per si,
na alquimia do processo.
Recolham e cultivem a pedra de toque
na transmutação da vida,
ao amassar a amálgama,
na união de corações
voltados aos ideais da Paz Interior.
Venham bravos guerreiros,
ao despertar dos sentidos;
pois vos saúdo por três vezes três
ao arrojar-se à muralha,
na expansão dos limites da liberdade
Ouvir ao frescor do silêncio. . .
Somente a brisa sopra
entre o vale e a montanha,
indo repousar no marulhar
e perene murmúrio das ondas
que se chocam e se precipitam
num vaivém constante
de espumas em agito,
a desfazer mistérios e encantos. . .
Quiçá, somente desencantos.
Fulgor de Milagres,
vãs filosofias em efervescência
que se perdem pelo espaço,
por entre os cintilantes grãos
da fina areia a testemunhar.
Vigor do insólito:
De dia à luz do Sol;
de noite à luz das estrelas;
quiçá das tochas e do luar,
ante a ubiqüidade vigilante
do Poder Onipresente,
sem entregar-se ao sono,
ou deixar-se, senão,
ao gozo de regalo do cotidiano.
Venham peregrinos guerreiros!
Despertar do sentido
que se nos aflora ao anteceder,
a tragédia já consumada
e derrama o bálsamo ungido
de amor e perdão.
Venham ao lirismo do sabiá
em meio a outras espécies de seres;
contemplem cada momento de per si,
na alquimia do processo.
Recolham e cultivem a pedra de toque
na transmutação da vida,
ao amassar a amálgama,
na união de corações
voltados aos ideais da Paz Interior.
Venham bravos guerreiros,
ao despertar dos sentidos;
pois vos saúdo por três vezes três
ao arrojar-se à muralha,
na expansão dos limites da liberdade
Arbítrio do Amor Universal
Qualquer hora;
nalgum outro dia. . .
Onde o tempo não é o nosso tempo,
senão, espaços povoados de lampejos
à busca de todas as mesmas emoções;
receitas de a mesma fonte cristalina.
Vibrações de entes contritos à perfeição,
juntos, quem o sabe?
Haveremos de estar em sinergia,
porém desprendidos de desejo fútil;
livres, sem ambição. . . Despojados.
Expressão de verdade, essência real;
qualidade inerente á natureza humana
em dedicação fraternal.
Amor desperto que se denota
na candura inocente, sem nódoas.
Estado virginal,
sem mácula,
onde se cristaliza a prática do amor
na fusão da amálgama de energia
sem polarização, levada ao assento,
etéreo cósmico do amor universal.
Hoje, quando ainda todos somos carne
num mundo de atos, fatos e lamentos;
umedecidos pelo pranto dos ímpios.
Busco vivenciar uma realidade pura,
isento de conceito ou simples idéia,
semeando em liberdade, meu plantio
à espera de a colheita obrigatória.
Busca do que está junto, e por nós
Busco o oculto,
distante dos olhos de ver.
Busco o som,
distante dos ouvidos de ouvir.
Busco o sentido em que há o sentimento,
Busco o sentimento que pode ser sentido.
Nada mais. . .
simplesmente, busco. . .
Eis o sentido da Vida
em busca de uma Verdade:
Se oculta certo a quem procura,
e, ainda, se deixa enganar
pelo falso brilho das coisas,
ou na superfície opaca,
é-lhe difícil entender o óbvio;
ver com olhos de ver; meus olhos;
inaudível aos meus ouvidos.
nalgum outro dia. . .
Onde o tempo não é o nosso tempo,
senão, espaços povoados de lampejos
à busca de todas as mesmas emoções;
receitas de a mesma fonte cristalina.
Vibrações de entes contritos à perfeição,
juntos, quem o sabe?
Haveremos de estar em sinergia,
porém desprendidos de desejo fútil;
livres, sem ambição. . . Despojados.
Expressão de verdade, essência real;
qualidade inerente á natureza humana
em dedicação fraternal.
Amor desperto que se denota
na candura inocente, sem nódoas.
Estado virginal,
sem mácula,
onde se cristaliza a prática do amor
na fusão da amálgama de energia
sem polarização, levada ao assento,
etéreo cósmico do amor universal.
Hoje, quando ainda todos somos carne
num mundo de atos, fatos e lamentos;
umedecidos pelo pranto dos ímpios.
Busco vivenciar uma realidade pura,
isento de conceito ou simples idéia,
semeando em liberdade, meu plantio
à espera de a colheita obrigatória.
Busca do que está junto, e por nós
Busco o oculto,
distante dos olhos de ver.
Busco o som,
distante dos ouvidos de ouvir.
Busco o sentido em que há o sentimento,
Busco o sentimento que pode ser sentido.
Nada mais. . .
simplesmente, busco. . .
Eis o sentido da Vida
em busca de uma Verdade:
Se oculta certo a quem procura,
e, ainda, se deixa enganar
pelo falso brilho das coisas,
ou na superfície opaca,
é-lhe difícil entender o óbvio;
ver com olhos de ver; meus olhos;
inaudível aos meus ouvidos.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
No êxtase da exaltação
Cambaleiam trôpegos pelo exíguo espaço seguro, cadavéricos estereótipos de extenuante vigília, assombrados por funestos vendavais titânicos,
que espancam a alma, qual verdugo a açoitá-los.
Outrora árvores frondosas, hoje o cerne invadido expõe o ser debilitado, em processo de desgaste.
Incautos à disposição de metas ministeriais, mascaradas de sacrossanto ofício, em captação delegada aos prepostos do banco de lamentos.
Ilusionistas que materializam o éden ao faminto,
na excitação seca de angústia do espírito incapaz,
afogam e levam ao êxtase da exaltação coletiva;
todos ao delírio do arrebatamento.
O pranto dos aflitos reflete a dor do presente,
em busca da divindade, pregações e pregões sustentados pela comoção de dor sem amparo,
dos pobres, deserdados e déficit social.
Afogado, fundo do poço, desvairada agitação;
os ingredientes de inconsciência da realidade
em distúrbio de julgamento.
que espancam a alma, qual verdugo a açoitá-los.
Outrora árvores frondosas, hoje o cerne invadido expõe o ser debilitado, em processo de desgaste.
Incautos à disposição de metas ministeriais, mascaradas de sacrossanto ofício, em captação delegada aos prepostos do banco de lamentos.
Ilusionistas que materializam o éden ao faminto,
na excitação seca de angústia do espírito incapaz,
afogam e levam ao êxtase da exaltação coletiva;
todos ao delírio do arrebatamento.
O pranto dos aflitos reflete a dor do presente,
em busca da divindade, pregações e pregões sustentados pela comoção de dor sem amparo,
dos pobres, deserdados e déficit social.
Afogado, fundo do poço, desvairada agitação;
os ingredientes de inconsciência da realidade
em distúrbio de julgamento.
Farfalhadas ribamar
Ouço as ondas enfurecidas que se arrojam ao rochedo
em ritmo de ameaça ou arrogância, contra a muralha
que se-lhe impõe descanso à fadiga que acena o amanhã.
A brisa sopra suave e serena massageando as águas verdes
que se espraiam em espumas nas areias alvas e úmidas
de olhos tristes e marejados, em verdadeiro dueto
que abafa o soluçar dos deuses do amor, ora em gemidos
profundos e sonoros, ora em harmoniosa canção.
As águas vão buscar as nuvens que passeavam a beira-mar
e se projetam num estrondo de milhares de decibéis surdos
levando-nos a tremer, sob o açoite do funesto que zumbia
nas frestas da janela de nossa casa na madrugada escura,
e fazia circular os fantasmas da sombra, à luz de lampião.
A cada espocar do verde mar, as mãos nuas se apertavam
em promessas, em delirante comoção contrita de recursos,
legados à exclusão dos ribamares, qual mariscos sofredores,
reféns da briga entre o mar e o rochedo.
Os ânimos serenaram, mas o vento ainda soprava em terra,
por entre as frestas e o frio se fazia sentir ao relaxamento
dos músculos, antes contraídos pelo pavor.
As folhagem se misturavam à areia e aos restos calcários
sob a ação do vento que tornava a farfalhada aterrorizante,
levando-nos à angústia e a soluçar à passagem funérea.
em ritmo de ameaça ou arrogância, contra a muralha
que se-lhe impõe descanso à fadiga que acena o amanhã.
A brisa sopra suave e serena massageando as águas verdes
que se espraiam em espumas nas areias alvas e úmidas
de olhos tristes e marejados, em verdadeiro dueto
que abafa o soluçar dos deuses do amor, ora em gemidos
profundos e sonoros, ora em harmoniosa canção.
As águas vão buscar as nuvens que passeavam a beira-mar
e se projetam num estrondo de milhares de decibéis surdos
levando-nos a tremer, sob o açoite do funesto que zumbia
nas frestas da janela de nossa casa na madrugada escura,
e fazia circular os fantasmas da sombra, à luz de lampião.
A cada espocar do verde mar, as mãos nuas se apertavam
em promessas, em delirante comoção contrita de recursos,
legados à exclusão dos ribamares, qual mariscos sofredores,
reféns da briga entre o mar e o rochedo.
Os ânimos serenaram, mas o vento ainda soprava em terra,
por entre as frestas e o frio se fazia sentir ao relaxamento
dos músculos, antes contraídos pelo pavor.
As folhagem se misturavam à areia e aos restos calcários
sob a ação do vento que tornava a farfalhada aterrorizante,
levando-nos à angústia e a soluçar à passagem funérea.
Como falar de amor?
Gostaria de escrever sobre amor.
O amor à natureza:
Suas matas, rios, mares, lagoas e cachoeiras.
O amor ao vegetal que embeleza e cura;
O amor ao irracional que caminha sôfrego; e corre estático ao encontro do absoluto; embeleza se feio, nada no seco e voa no chão.
Levado ao holocausto, entrega-se à dor,
em sacrifício, alimentando predadores vorazes
que matam, cumprindo o papel de personagem
articulada; projetada pelo arquiteto e criador
como ponto de equilíbrio do Universo.
Da criação veio o terrível racional homem.
Fruto dual;
geração fatídica de corpo e espírito
que encerra um estado complexo
de virtudes e fraquezas.
Devo apressar-me,
quero escrever sobre amor,
porém nada vejo,
senão uma total devastação.
Tal qual o deficiente visual,
que enxerga à visão de os olhos de outrora,
revendo todos os filmes gravados
e passados nas sombras da caverna.
Assim, somos os que viam e contemplavam
a passarada que nascia;
adormecia e despertava
nas frondes altas de nossas matas
e até mesmo no pomar de nossos quintais.
As orquídeas, bromélias, folhagens e parasitas;
as quaresmeiras, o ipê e manacás
em festival de raízes e folhas;
ramos de flores e folhagens,
de essências florais e diversidade em matizes.
Os pirilampos voavam de lanterninhas acesas
a iluminar os campos, quintas e quintais
chamando a atenção de eventuais passageiros
e demais entes, protagonistas da noite.
Aos primeiros raios da manhã,
as crisálidas despertavam da metamorfose
e batiam asas, indo-se juntar
à diversidade de borboletas
a mesclar o espaço, qual adereços,
compondo acessórios cênicos
em desfiles no sambódromo.
Jazem também os rios, lagoas e regatos. . .
Praticaram o extermínio de tudo;
dos sapos e das rãs que lá coaxavam;
das libélulas faceiras com asas membranosas,
transparentes, luzidias, brilhantes e coloridas
que voavam, circulavam, pousavam e voavam
parecendo reger a valsa do imperador;
dos peixinhos barrigudinhos que lá povoavam;
do camarão Pitu, com as pinças assustadoras,
semelhantes ao caranguejo.
Acabaram-se os sítios do pica-pau-amarelo;
ninguém foi ao enterro da vespa:
nem o cururu, nem o boitatá;
quebraram as muletas do besouro. . .
Crianças e adolescentes não brincam;
não cantam a cantiga do pião que roda, roda;
bambeia no chão, e outras brincadeiras.
Substituíram-nas pela droga, pistolas e fuzis;
cola de sapato, sexo e maternidade prematura.
Acordei com o coração de poeta e romântico,
querendo falar de amor, mas torno frustrado:
Nada encontrei.
O amor à natureza:
Suas matas, rios, mares, lagoas e cachoeiras.
O amor ao vegetal que embeleza e cura;
O amor ao irracional que caminha sôfrego; e corre estático ao encontro do absoluto; embeleza se feio, nada no seco e voa no chão.
Levado ao holocausto, entrega-se à dor,
em sacrifício, alimentando predadores vorazes
que matam, cumprindo o papel de personagem
articulada; projetada pelo arquiteto e criador
como ponto de equilíbrio do Universo.
Da criação veio o terrível racional homem.
Fruto dual;
geração fatídica de corpo e espírito
que encerra um estado complexo
de virtudes e fraquezas.
Devo apressar-me,
quero escrever sobre amor,
porém nada vejo,
senão uma total devastação.
Tal qual o deficiente visual,
que enxerga à visão de os olhos de outrora,
revendo todos os filmes gravados
e passados nas sombras da caverna.
Assim, somos os que viam e contemplavam
a passarada que nascia;
adormecia e despertava
nas frondes altas de nossas matas
e até mesmo no pomar de nossos quintais.
As orquídeas, bromélias, folhagens e parasitas;
as quaresmeiras, o ipê e manacás
em festival de raízes e folhas;
ramos de flores e folhagens,
de essências florais e diversidade em matizes.
Os pirilampos voavam de lanterninhas acesas
a iluminar os campos, quintas e quintais
chamando a atenção de eventuais passageiros
e demais entes, protagonistas da noite.
Aos primeiros raios da manhã,
as crisálidas despertavam da metamorfose
e batiam asas, indo-se juntar
à diversidade de borboletas
a mesclar o espaço, qual adereços,
compondo acessórios cênicos
em desfiles no sambódromo.
Jazem também os rios, lagoas e regatos. . .
Praticaram o extermínio de tudo;
dos sapos e das rãs que lá coaxavam;
das libélulas faceiras com asas membranosas,
transparentes, luzidias, brilhantes e coloridas
que voavam, circulavam, pousavam e voavam
parecendo reger a valsa do imperador;
dos peixinhos barrigudinhos que lá povoavam;
do camarão Pitu, com as pinças assustadoras,
semelhantes ao caranguejo.
Acabaram-se os sítios do pica-pau-amarelo;
ninguém foi ao enterro da vespa:
nem o cururu, nem o boitatá;
quebraram as muletas do besouro. . .
Crianças e adolescentes não brincam;
não cantam a cantiga do pião que roda, roda;
bambeia no chão, e outras brincadeiras.
Substituíram-nas pela droga, pistolas e fuzis;
cola de sapato, sexo e maternidade prematura.
Acordei com o coração de poeta e romântico,
querendo falar de amor, mas torno frustrado:
Nada encontrei.
Somos
Poetas, contistas, romancistas. . . Escritores;
Pintores, escultores. . . Artistas plásticos;
todos em busca de uma beleza intangível,
mas qual? Nada mais que o reflexo do Sol.
O sádico que se nos leva ao sofrimento
de sensações calcadas na vivência passada,
faz chorar numa interação de sentimento
ou momento, em que outrem esteja vivendo.
O masoquista que sofre,
adoece e morre
vivenciando a dor e o sofrimento
do passado, ou do presente,
de atos e fatos cruéis,
embora restritos a uma ou mais pessoas,
sem qualquer vínculo ou laços afetivos.
O sadomasoquista transita em liberdade,
nos umbrais do tragicômico,
não o sabemos, se sofrendo
ou fazendo sofrer,
não o sabe também,
pois se gratifica viajar pelo funesto,
colhendo aspectos hilários
dos incidentes cômicos,
havidos no seio de a mais triunfante
e orgulhosa de todas as artes: a Tragédia
que se estabelece radiosa
no centro do campo inimigo.
Somos nascidos para criar,
para expressar ou para transmitir sensação
e sentimentos verdadeiros,
puro reflexo de nossas emoções;
e de entusiasmos;
tudo o que nos vai n’alma:
Seja o amor ou vingança, seja o ódio;
seja o pesar, a tristeza ou seja o desgosto;
seja o dever ou sejam as próprias fraquezas;
seja a moral;
seja o intelectual.
Pintores, escultores. . . Artistas plásticos;
todos em busca de uma beleza intangível,
mas qual? Nada mais que o reflexo do Sol.
O sádico que se nos leva ao sofrimento
de sensações calcadas na vivência passada,
faz chorar numa interação de sentimento
ou momento, em que outrem esteja vivendo.
O masoquista que sofre,
adoece e morre
vivenciando a dor e o sofrimento
do passado, ou do presente,
de atos e fatos cruéis,
embora restritos a uma ou mais pessoas,
sem qualquer vínculo ou laços afetivos.
O sadomasoquista transita em liberdade,
nos umbrais do tragicômico,
não o sabemos, se sofrendo
ou fazendo sofrer,
não o sabe também,
pois se gratifica viajar pelo funesto,
colhendo aspectos hilários
dos incidentes cômicos,
havidos no seio de a mais triunfante
e orgulhosa de todas as artes: a Tragédia
que se estabelece radiosa
no centro do campo inimigo.
Somos nascidos para criar,
para expressar ou para transmitir sensação
e sentimentos verdadeiros,
puro reflexo de nossas emoções;
e de entusiasmos;
tudo o que nos vai n’alma:
Seja o amor ou vingança, seja o ódio;
seja o pesar, a tristeza ou seja o desgosto;
seja o dever ou sejam as próprias fraquezas;
seja a moral;
seja o intelectual.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Carta aberta a uma amiga!

Bethania quando você disse que se um dia desfilasse pela Portela e fosse questionada sobre os seu sentimentos, não saberia transpor para papel.
Bom permita-me discordar, saberia sim, você escreve de forma prosaica, cheia de sentimentos, escreve com o coração e a alma unidos! Se isso não é saber se exprimir, então não sei.
É claro que sabe fazê-lo, mas ao seu modo, o que é importante demais, não se atenha a dogmas, escolas ... Faça da forma que quiser livre de academicismo, sem preocupar-se com a métrica, exponha suas idéias, seus pontos de vista, sua estória e sua história
Sim História, para falar sobre você, de onde vem, para onde vai para nos engrandecer contigo.
E suas estórias essas de seus sonhos, seus pensamentos, sua vivência transformada em lirismo...
Deixe-se levar, uma pena e uma folha de papel, eis o mistério do mundo, pelo menos do meu mundinho! Rsrsrs
Olhe a sua volta, As Gerais são estimulantes, sinta o frio, o Sol, A chuva, as montanhas, as matas...Sinta você mesma.
"Uai, escrever é um trem danado de bão sô!"
Beijos querida amiga mineirinha
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A música cigana
Vida nômade por distantes caminhos do mundo,
à busca de sobrevivência digna do povo cigano,
em suas vestes coloridas, carregando cântaros
de vinho e água.
Cai a noite. . .
A fogueira e o céu por testemunha, mais um dia
de dedicação a levar o sustento da família.
Ouve-se no acampamento, o barulho surdo ou estalado, que se confunde na harmonia com instrumentos diversos:
Na percussão as castanholas, os címbalos e os pandeiros sempre assessorados pelas palmas e as batidas dos pés,
porém, ouvem-se violinos, guitarras e violões,
enquanto jovens e idosos interagem com a voz.
O corpo, em movimentos rítmicos do flamenco,
da rumba e da seguidilla manchega, muito viva;
bolera, moderada; gitana, lenta e sentimental.
Já se arriscam a mesclar os sons de nossa terra,
num cenário de encanto e momentos mágicos,
cultivados no costume livre de compromissos,
senão com a tradição que cultuam em liberdade
quanto às vidas nômades repletas de emoção
e beleza do flamenco. . . O camponês errante.
Esses nômades acossados ao longo de a existência
sobreviveram ao Tribunal do Santo Ofício;
inquisição espanhola, e ao nazismo de Hitler.
Ledo engano pensar tudo são flores aos ciganos,
que no recesso do acampamento, sofrem entre si,
e extravasam a dificuldade do viver.
à busca de sobrevivência digna do povo cigano,
em suas vestes coloridas, carregando cântaros
de vinho e água.
Cai a noite. . .
A fogueira e o céu por testemunha, mais um dia
de dedicação a levar o sustento da família.
Ouve-se no acampamento, o barulho surdo ou estalado, que se confunde na harmonia com instrumentos diversos:
Na percussão as castanholas, os címbalos e os pandeiros sempre assessorados pelas palmas e as batidas dos pés,
porém, ouvem-se violinos, guitarras e violões,
enquanto jovens e idosos interagem com a voz.
O corpo, em movimentos rítmicos do flamenco,
da rumba e da seguidilla manchega, muito viva;
bolera, moderada; gitana, lenta e sentimental.
Já se arriscam a mesclar os sons de nossa terra,
num cenário de encanto e momentos mágicos,
cultivados no costume livre de compromissos,
senão com a tradição que cultuam em liberdade
quanto às vidas nômades repletas de emoção
e beleza do flamenco. . . O camponês errante.
Esses nômades acossados ao longo de a existência
sobreviveram ao Tribunal do Santo Ofício;
inquisição espanhola, e ao nazismo de Hitler.
Ledo engano pensar tudo são flores aos ciganos,
que no recesso do acampamento, sofrem entre si,
e extravasam a dificuldade do viver.
Uma noite cigana
Filhos da estrada, o encontramos a caminho. Surgiram nas brumas do alvorecer no campo
ao primo canto da cotovia caminheira.
Atravessaram cidades, arrabaldes e cercanias,
fortalecidos pelo rígido código de segregação,
indo conhecer outros povos e novas gentes,
perderam-se em meio às brumas do anoitecer,
ao canto sábio da coruja, ao deixar o ninho.
Deixaram-se adormecer para novo despertar,
sob as frondes verdes e floridas de novo campo
onde não mais cantava a cotovia,
deu lugar ao canto do sabiá e do bem-te-vi.
Mesclaram-se a língua e os costumes;
as lendas, a música e sua dança.
Arriba! gitano. . .
Arriba! cigano. . .
Arriba!
O céu é mais azul, a água fresca e abundante.
Desfizeram-se carroças, carroções e gemidos,
trazidos pela estrada empoeirada. . .
Estenderam a lona do acampamento,
surgindo ampla tenda e barracas familiares.
Veio a noite fria, trazendo os astros e seus guias,
levando-os a reconhecer em si o seu tipo astral,
em reflexão pessoal, lançando-se à nova busca
da árvore de uma vida repleta de amor.
A fogueira foi acesa, tornando o breu da noite
em ambiente claro e hospitaleiro ao rigor frio
da primeira chuva fina do inverno.
Crianças foram atraídas ao redor,
indo-se juntar mulheres e varões,
invocando na transmutação de vidas passadas,
a cura dos males físicos e espirituais.
Surgiu um tênue vapor atmosférico
ao silêncio noturno do relento,
precipitando-se o sereno da madrugada.
As primeiras gotas de orvalho jaziam sob as folhas
e as pétalas que se cobriam da cor de prata,
tornando-se argênteas, parecendo-se impregnadas pelo fluido de estrelas que desciam e vagavam.
O violino, a viola e o violão;
o pandeiro e o acordeão atravessavam a noite,
rasgando e rompendo a densa névoa a cair,
tornando branco o verde da vegetação.
O som do gemido surdo das carroças silenciou,
em face de o gemido agudo do violino,
soando as notas tristes e distantes do Mar negro.
Silêncio!
Todos sob a magia hindi e czardas,
de cujo legado húngaro trouxe a música
e a dança que evolui, sob a introdução apática,
movimentos de caráter melancólico e patético,
acelerando o ritmo a um estado selvagem.
Sulamita, morena linda, faceira e indiferente
aos olhares, levava o cântaro de vinho e água
que distribuía no ágape, ora servido.
Em notas plangentes, o violino voltou a gemer,
como se tomado de um sentimento profundo
que dominou a todos, entoando um canto triste
que foi buscar na terra distante da Andaluzia.
A melancolia do canto jondo já fazia chorar,
quando Wladimir formou par com a Sulamita,
aproximando-se das labaredas, a saudar o fogo
que se desprendia da fogueira que ardia,
aquecendo o vasto terreiro, com energia alegre
que já se ouvia do canto flamenco.
A energia alegre da dança, dissipou a tristeza;
outros pares se fizeram em movimentos típicos
dos braços e de tronco, permitindo a beleza,
e a sensualidade morena da cigana aflorar,
em sua cor trigueira do mouro.
ao primo canto da cotovia caminheira.
Atravessaram cidades, arrabaldes e cercanias,
fortalecidos pelo rígido código de segregação,
indo conhecer outros povos e novas gentes,
perderam-se em meio às brumas do anoitecer,
ao canto sábio da coruja, ao deixar o ninho.
Deixaram-se adormecer para novo despertar,
sob as frondes verdes e floridas de novo campo
onde não mais cantava a cotovia,
deu lugar ao canto do sabiá e do bem-te-vi.
Mesclaram-se a língua e os costumes;
as lendas, a música e sua dança.
Arriba! gitano. . .
Arriba! cigano. . .
Arriba!
O céu é mais azul, a água fresca e abundante.
Desfizeram-se carroças, carroções e gemidos,
trazidos pela estrada empoeirada. . .
Estenderam a lona do acampamento,
surgindo ampla tenda e barracas familiares.
Veio a noite fria, trazendo os astros e seus guias,
levando-os a reconhecer em si o seu tipo astral,
em reflexão pessoal, lançando-se à nova busca
da árvore de uma vida repleta de amor.
A fogueira foi acesa, tornando o breu da noite
em ambiente claro e hospitaleiro ao rigor frio
da primeira chuva fina do inverno.
Crianças foram atraídas ao redor,
indo-se juntar mulheres e varões,
invocando na transmutação de vidas passadas,
a cura dos males físicos e espirituais.
Surgiu um tênue vapor atmosférico
ao silêncio noturno do relento,
precipitando-se o sereno da madrugada.
As primeiras gotas de orvalho jaziam sob as folhas
e as pétalas que se cobriam da cor de prata,
tornando-se argênteas, parecendo-se impregnadas pelo fluido de estrelas que desciam e vagavam.
O violino, a viola e o violão;
o pandeiro e o acordeão atravessavam a noite,
rasgando e rompendo a densa névoa a cair,
tornando branco o verde da vegetação.
O som do gemido surdo das carroças silenciou,
em face de o gemido agudo do violino,
soando as notas tristes e distantes do Mar negro.
Silêncio!
Todos sob a magia hindi e czardas,
de cujo legado húngaro trouxe a música
e a dança que evolui, sob a introdução apática,
movimentos de caráter melancólico e patético,
acelerando o ritmo a um estado selvagem.
Sulamita, morena linda, faceira e indiferente
aos olhares, levava o cântaro de vinho e água
que distribuía no ágape, ora servido.
Em notas plangentes, o violino voltou a gemer,
como se tomado de um sentimento profundo
que dominou a todos, entoando um canto triste
que foi buscar na terra distante da Andaluzia.
A melancolia do canto jondo já fazia chorar,
quando Wladimir formou par com a Sulamita,
aproximando-se das labaredas, a saudar o fogo
que se desprendia da fogueira que ardia,
aquecendo o vasto terreiro, com energia alegre
que já se ouvia do canto flamenco.
A energia alegre da dança, dissipou a tristeza;
outros pares se fizeram em movimentos típicos
dos braços e de tronco, permitindo a beleza,
e a sensualidade morena da cigana aflorar,
em sua cor trigueira do mouro.
Vida cigana
Aproximam-se os carros, carroças e carroções
vindos pelos caminhos dos dias e das noites,
rangendo rodas sobre rodas;
após outras rodas que de há muito já se foram
e logo hão de vir rolando por estradas,
como sendo impelidas pela força propulsora
dos turbilhões de vento,
em cujo rastro forma-se um espesso véu.
Poeira que sufoca e agride a todos;
animais, cansados e cobertos,
à luz de lampiões acesos,
e de outros apagados
em processo intermitente
como se o fosse, num código.
entre a caravana, sem o saberem.
de onde e para onde chegar,
senão levados e guiados ao tempo pelo tempo.
Seja o sol causticante, seja o vento;
seja a chuva levando-lhes o calor
ou o frio excessivo,
sorriem e cantam ao som das cordas
afinadas do violino em quintas justas.
Som plangente;
o violino cigano dos nômades,
atravessou fronteiras do além mar.
Emigrantes da Índia
teve no Romani a fala indo-ariano,
subdivididas em tantos dialetos
que se disseminaram, a partir da Europa:
Central os manuche;
a Sueste nos Bálcãs, povo rom;
conjunto de variedades lingüísticas,
o romeno e o dalmático que se constituíram
da evolução do latim vulgar.
Caminhos e caminhos do mundo atravessados,
ciganos na Espanha, em Portugal e no Brasil,
trouxeram o caló na fala,
gerando-nos o calão, aos termos baixos
e grosseiros, logo adotado.
Gitano, se oriundo do Egito;
lusitano-romani, romani-ibérico, romani romenho.
São regidos por código de ética bem particular, dedicam-se à música; vivendo de seu artesanato, e de ler a sorte, dentre outras atividades.
vindos pelos caminhos dos dias e das noites,
rangendo rodas sobre rodas;
após outras rodas que de há muito já se foram
e logo hão de vir rolando por estradas,
como sendo impelidas pela força propulsora
dos turbilhões de vento,
em cujo rastro forma-se um espesso véu.
Poeira que sufoca e agride a todos;
animais, cansados e cobertos,
à luz de lampiões acesos,
e de outros apagados
em processo intermitente
como se o fosse, num código.
entre a caravana, sem o saberem.
de onde e para onde chegar,
senão levados e guiados ao tempo pelo tempo.
Seja o sol causticante, seja o vento;
seja a chuva levando-lhes o calor
ou o frio excessivo,
sorriem e cantam ao som das cordas
afinadas do violino em quintas justas.
Som plangente;
o violino cigano dos nômades,
atravessou fronteiras do além mar.
Emigrantes da Índia
teve no Romani a fala indo-ariano,
subdivididas em tantos dialetos
que se disseminaram, a partir da Europa:
Central os manuche;
a Sueste nos Bálcãs, povo rom;
conjunto de variedades lingüísticas,
o romeno e o dalmático que se constituíram
da evolução do latim vulgar.
Caminhos e caminhos do mundo atravessados,
ciganos na Espanha, em Portugal e no Brasil,
trouxeram o caló na fala,
gerando-nos o calão, aos termos baixos
e grosseiros, logo adotado.
Gitano, se oriundo do Egito;
lusitano-romani, romani-ibérico, romani romenho.
São regidos por código de ética bem particular, dedicam-se à música; vivendo de seu artesanato, e de ler a sorte, dentre outras atividades.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Busco. . .

Busco mas não rebusco
porque o que busco é simples.
singelo no olhar;
simples no falar;
suave no andar;
justo no julgar;
é verdadeiro no se dar.
Simplicidade do que é simples
na evidência do que é o óbvio.
Tendo às mãos o laranjal que procura,
lança fora os seus caroços
que tirava da laranja de que se deliciava.
Eis quem procura o óbvio e o Simples. . .
Diante dos olhos, se nos salta à vista;
tão manifesto, quanto claro.
Fica patente:
Não o reconhece por tanta simplicidade.
Busco. . .
Como descobrir o que busco
se me levas sem pensar?
Sinto, creio e bendigo merecer,
encontrar o que busco, em ti,
Abrigo e Refúgio seguro,
sem sabê-lo encontrado. . .
Mas continuava a buscá-lo.
Rio dos orixás
Vai do amor à Cidade;
São Sebastião, onde nasci e vivi.
Mattos, pois sou filho das matas.
Sou filho do mar;
das ondas do mar;
de suas espumas nasci, cresci e vivi.
Sou filho do Rio.
Nascido de vertentes;
águas cristalinas se vão a caminhar
e a alimentar, dando vida à vida
ou lavando a morte.
Já cansado, esgotado do caminhar;
entre a sinuosidade de seus contornos,
volta ao mar e se espraia no remanso
das ondas que se projetam em espumas
banhando-nos em chuvas de prata.
Rio onde cresci e vi as Iabás faceiras:
Nas águas do mar, Iemanjá, bela sereia,
ô do fê, Iabá; vaidosa mãe, ó mãe, oriá;
No topo dessa majestosa cachoeira a despencar,
saúdo-a ora iê, Oxum, salta ao rio, vem-se banhar.
Rio de Janeiro, seu dono é Oxossi,
Orixá de caça, irmão de Ogum.
Axé, saravá! Salve!
Salvem, todos:
Santos, orixás ou entidades do mundo;
terra onde se espraia o mar;
pedras, matas, rios e cachoeiras.
São Sebastião, onde nasci e vivi.
Mattos, pois sou filho das matas.
Sou filho do mar;
das ondas do mar;
de suas espumas nasci, cresci e vivi.
Sou filho do Rio.
Nascido de vertentes;
águas cristalinas se vão a caminhar
e a alimentar, dando vida à vida
ou lavando a morte.
Já cansado, esgotado do caminhar;
entre a sinuosidade de seus contornos,
volta ao mar e se espraia no remanso
das ondas que se projetam em espumas
banhando-nos em chuvas de prata.
Rio onde cresci e vi as Iabás faceiras:
Nas águas do mar, Iemanjá, bela sereia,
ô do fê, Iabá; vaidosa mãe, ó mãe, oriá;
No topo dessa majestosa cachoeira a despencar,
saúdo-a ora iê, Oxum, salta ao rio, vem-se banhar.
Rio de Janeiro, seu dono é Oxossi,
Orixá de caça, irmão de Ogum.
Axé, saravá! Salve!
Salvem, todos:
Santos, orixás ou entidades do mundo;
terra onde se espraia o mar;
pedras, matas, rios e cachoeiras.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Pai feliz aniversário!

Pai quantas saudades e foi ha apenas um ano que partistes! Quantas lições ficaram por ensinar, quantos ensinamentos ficaram por vir, quantas saudades hão de perdurar,
Quanta falta hei de sentir
Pai sei que está em outro plano, outra realidade, agora brincas de desenhar com o grande arquiteto, és jubiloso, uma ser de extrema luz.
Minha mãe sente saudades e manda lembranças por mim, Leonardo saiu cedo não quis ficar muito tempo em casa hoje, sente demais a sua falta...Fazer o quê? Sabemos que é o inevitável, mas poderia ser um pouco mais tarde, poderia ser sem esta dor...
Oh ausência sentida e sofrida! Ainda hoje seus colegas de escola que não sabem que partiu, mandam lembranças e se chocam ao saber...O Carlos esteve por aqui antes do Natal, coitado quase enfartou na sala... Bingo sente falta das caminhadas matutinas.
Pai derramo lágrimas de saudades enquanto escrevo, mas sabes que não as derramo de tristeza, o convívio que tivemos foi intenso e extremo em todos os anos. Ainda lembro-me das aulas de matemática, a primeira feira de informática do Brasil, nunca tinha ouvido ninguém falar inglês e você foi o primeiro, hoje falo quatro idiomas com fluência...Os campeonatos de karatê, que surra eu levei no sargento, mesmo assim fui convocado para a seleção, Os primeiros passo com um computador, mas sabe como é, santo de casa não faz milagres, as conversas sobre as minhas namoradas, os lugares por onde passou e deixou saudades!!!
Pai me despeço por hora, mas prometo que volto a escrever
Beijo de todos aqui em casa!
Saudades!!!!
Sem referencial
Quisera ser um pássaro,
bater asas e voar!
Muito além do horizonte,
bater asas, sem nada a encontrar.
Quisera ser um pássaro
ao sabor das correntes e planar,
embalado pelo vento,
à brisa fresca do alvorecer,
entregue, e só; ficar e planar;
à angústia de meus pensamentos.
Planar, viver do presente
envolto nas sombras,
nuvens espessas,
brumas do passado.
Quisera então, poder viver,
bem lá nas frondes;
nas mais altas das grimpas,
distantes dos anseios perdidos,
ou, deixados ao longo da vida.
Quisera ser levado:
Em qualquer direção e sem destino,
entregue e recolhido ao refúgio,
outrora doce e colorido abrigo.
Sacrossanto refúgio,
em cujo o vértice azimutal
tantas e tantas vezes
fizera-me adormecer e sonhar,
sentindo e sofrendo.
Transmitindo vibrações recíprocas
em radiações planopolarizadas
de trajetórias difusas,
de as distâncias angulares,
sentidas e vivenciadas.
Resta-me senão o divagar
na distância angular do refúgio,
Mas qual?
Se me perdi na mesma medida,
sobre o horizonte, em busca
da origem, em cujo o ponto reside
a confusão que atormenta.
Quisera ser levado a qualquer direção;
sem destino, perplexo e hesitante,
seja no sentido dos ponteiros do relógio
ou seja no sentido inverso.
E, quem sabe?
Encontrar-nos-íamos:
no lugar geométrico dos pontos,
Eqüidistantes da medida certa
na razão direta que se nos aproximam,
do domínio pleno das relações lógicas
na razão inversa que se nos afastam;
e nós, acorrentados ao centro do círculo,
na linha vertical que passa pela vida.
bater asas e voar!
Muito além do horizonte,
bater asas, sem nada a encontrar.
Quisera ser um pássaro
ao sabor das correntes e planar,
embalado pelo vento,
à brisa fresca do alvorecer,
entregue, e só; ficar e planar;
à angústia de meus pensamentos.
Planar, viver do presente
envolto nas sombras,
nuvens espessas,
brumas do passado.
Quisera então, poder viver,
bem lá nas frondes;
nas mais altas das grimpas,
distantes dos anseios perdidos,
ou, deixados ao longo da vida.
Quisera ser levado:
Em qualquer direção e sem destino,
entregue e recolhido ao refúgio,
outrora doce e colorido abrigo.
Sacrossanto refúgio,
em cujo o vértice azimutal
tantas e tantas vezes
fizera-me adormecer e sonhar,
sentindo e sofrendo.
Transmitindo vibrações recíprocas
em radiações planopolarizadas
de trajetórias difusas,
de as distâncias angulares,
sentidas e vivenciadas.
Resta-me senão o divagar
na distância angular do refúgio,
Mas qual?
Se me perdi na mesma medida,
sobre o horizonte, em busca
da origem, em cujo o ponto reside
a confusão que atormenta.
Quisera ser levado a qualquer direção;
sem destino, perplexo e hesitante,
seja no sentido dos ponteiros do relógio
ou seja no sentido inverso.
E, quem sabe?
Encontrar-nos-íamos:
no lugar geométrico dos pontos,
Eqüidistantes da medida certa
na razão direta que se nos aproximam,
do domínio pleno das relações lógicas
na razão inversa que se nos afastam;
e nós, acorrentados ao centro do círculo,
na linha vertical que passa pela vida.
Caminhos que se afastam
Os caminhos que se cruzam
são aqueles de outrora. . .
Os mesmos que se nos cruzaram,
levando-nos ao mesmo espaço
a cruzar o tempo, e chegamos hoje,
remetendo-nos marcados,
ao passado próximo e longínquo,
que nos tornou distantes,
impossíveis ou proibidos a caminhar.
Na encruzilhada da vida, sem vida. . .
Escravos do laço, fraterno, prisioneiros,
quase que vencidos pelo cansaço,
mantemo-nos em vigília.
Os mesmos caminhos que cruzam
já se cruzaram.
Com certeza, voltarão a se cruzar.
Levados pela interação involuntária
nem percebemos, estamos dominados
pela sinergia total e inconsciente
do consciente inflamado pela chama vital.
Atento, refaço o caminho a trilhar.
Quem o sabe? Estaremos no mesmo lugar.
Cansados talvez, em relutar pelo tempo,
restam-me as pétalas que vi murchar.
Passa o tempo, vem a noite,
passa o dia, o verão, o inverno;
torna a primavera com outras flores a brotar, semeadas pelas mesmas pétalas que vi murchar.
são aqueles de outrora. . .
Os mesmos que se nos cruzaram,
levando-nos ao mesmo espaço
a cruzar o tempo, e chegamos hoje,
remetendo-nos marcados,
ao passado próximo e longínquo,
que nos tornou distantes,
impossíveis ou proibidos a caminhar.
Na encruzilhada da vida, sem vida. . .
Escravos do laço, fraterno, prisioneiros,
quase que vencidos pelo cansaço,
mantemo-nos em vigília.
Os mesmos caminhos que cruzam
já se cruzaram.
Com certeza, voltarão a se cruzar.
Levados pela interação involuntária
nem percebemos, estamos dominados
pela sinergia total e inconsciente
do consciente inflamado pela chama vital.
Atento, refaço o caminho a trilhar.
Quem o sabe? Estaremos no mesmo lugar.
Cansados talvez, em relutar pelo tempo,
restam-me as pétalas que vi murchar.
Passa o tempo, vem a noite,
passa o dia, o verão, o inverno;
torna a primavera com outras flores a brotar, semeadas pelas mesmas pétalas que vi murchar.
Vidas paralelas
Paralelas e mal traçadas linhas rumo ao infinito,
Almas e povoação etérea de grupos;
etnias diferentes:
processo de união ou fusão social;
etnias desiguais:
processo de união ou fusão biológica:
Seres;
diferentes classes;
raças ou tipos;
levados e postos à prova dos deuses!
Peças lançadas sobre o tabuleiro
de amalgamador sádico ou cruel,
postas desordenadas a reunirem-se;
combinarem-se; mesclando-se, porém,
sem misturar-se à composição de um só corpo,
um só desejo na cumplicidade de vida
que se confundiram, apenas em ilusão
de uma jornada sacrossanta,
certos da composição perfeita de seus pares.
De alfa a ômega viajaram. . .
Buscaram adequação de princípios,
costumes e leis.
Viajaram, sem nunca encontrar o ponto amalgâmico
de a mistura isomorfa, cujo destino, quiçá. . .
O próprio Arquiteto, Senhor do Mundo,
afastou-os do ponto convergente,
mantendo eqüidistante na trajetória,
almas, espíritos e outras formas físicas:
Etéreas, em atração verdadeira,
na razão direta dos corpos
e na razão inversa da magia;
inexplicáveis aos sentidos invisíveis,
místicos ou atômicos da matéria.
Ao projetar-se ao espaço físico,
rebateu-se, então, no mesmo plano,
encontrando-se no mesmo ponto
onde as paralelas já se cruzaram
além do horizonte, no limite que transcende;
identifica a mistura isomorfa da amálgama
deixada; quiçá esquecida, senão por atos
de sentimento sádico dos deuses.
Condenados, então:
Pelos que conseguiram encontrar
a ligação íntima com seu par,
não entendem anseios de sentimentos
à deriva, de quem tem a alma livre:
Sonhar e buscar. . .
Enquanto o corpo, escravo,
preso a grilhões de modelos instituídos:
Pelos que se adequaram talvez,
submisso às religiões e à sociedade
em convenção de o certo e o errado;
pelos que representam
o personagem equilibrado,
sufocando os próprios sentimentos,
sendo levados à angústia,
à depressão e à desarmonia interior
pelo medo de ser diferente do padrão formatado.
Absolvido, entretanto:
Pela consciência da prática consciente
do arbítrio na identificação dos seres
que se unem
em momentos de sinergia e interação;
Pelos momentos de felicidade plena;
Pela razão de os momentos de fuga
aos desencantos,
no verdadeiro uso da racionalidade
na consecução de uma ligação íntima.
Mais que íntima, uma relação verdadeira.
Triunfo pleno do amor verdadeiro.
Almas e povoação etérea de grupos;
etnias diferentes:
processo de união ou fusão social;
etnias desiguais:
processo de união ou fusão biológica:
Seres;
diferentes classes;
raças ou tipos;
levados e postos à prova dos deuses!
Peças lançadas sobre o tabuleiro
de amalgamador sádico ou cruel,
postas desordenadas a reunirem-se;
combinarem-se; mesclando-se, porém,
sem misturar-se à composição de um só corpo,
um só desejo na cumplicidade de vida
que se confundiram, apenas em ilusão
de uma jornada sacrossanta,
certos da composição perfeita de seus pares.
De alfa a ômega viajaram. . .
Buscaram adequação de princípios,
costumes e leis.
Viajaram, sem nunca encontrar o ponto amalgâmico
de a mistura isomorfa, cujo destino, quiçá. . .
O próprio Arquiteto, Senhor do Mundo,
afastou-os do ponto convergente,
mantendo eqüidistante na trajetória,
almas, espíritos e outras formas físicas:
Etéreas, em atração verdadeira,
na razão direta dos corpos
e na razão inversa da magia;
inexplicáveis aos sentidos invisíveis,
místicos ou atômicos da matéria.
Ao projetar-se ao espaço físico,
rebateu-se, então, no mesmo plano,
encontrando-se no mesmo ponto
onde as paralelas já se cruzaram
além do horizonte, no limite que transcende;
identifica a mistura isomorfa da amálgama
deixada; quiçá esquecida, senão por atos
de sentimento sádico dos deuses.
Condenados, então:
Pelos que conseguiram encontrar
a ligação íntima com seu par,
não entendem anseios de sentimentos
à deriva, de quem tem a alma livre:
Sonhar e buscar. . .
Enquanto o corpo, escravo,
preso a grilhões de modelos instituídos:
Pelos que se adequaram talvez,
submisso às religiões e à sociedade
em convenção de o certo e o errado;
pelos que representam
o personagem equilibrado,
sufocando os próprios sentimentos,
sendo levados à angústia,
à depressão e à desarmonia interior
pelo medo de ser diferente do padrão formatado.
Absolvido, entretanto:
Pela consciência da prática consciente
do arbítrio na identificação dos seres
que se unem
em momentos de sinergia e interação;
Pelos momentos de felicidade plena;
Pela razão de os momentos de fuga
aos desencantos,
no verdadeiro uso da racionalidade
na consecução de uma ligação íntima.
Mais que íntima, uma relação verdadeira.
Triunfo pleno do amor verdadeiro.
No palco da vida
No palco da vida “não é brinquedo não”...
Nesta vida quem não é ator?... é à-toa.
É à-toa . . .
Vive de eterno clamor
da sociedade e da religião
que estabeleceram regras e princípios;
convenções de viver,
critérios predefinidos
do certo e errado por falsos profetas;
os hipócritas e os fariseus
de “o que eu digo, faça”,
à custa de indulgências:
“o que eu faço, não faça”
que determinam pretensos ensinamentos.
Sacrossantos: falsa salvação!
votos de empobrecimento . . .
Ao já quase miserável excluído,
o déficit social busca no lote,
as indulgências oferecidas em leilão,
ou, levado ao balanço . . . e lançado;
vai a lucros e perdas, sem perdão.
Nesta vida quem não é ator?... é à-toa.
É à-toa . . .
Vive de eterno clamor
da sociedade e da religião
que estabeleceram regras e princípios;
convenções de viver,
critérios predefinidos
do certo e errado por falsos profetas;
os hipócritas e os fariseus
de “o que eu digo, faça”,
à custa de indulgências:
“o que eu faço, não faça”
que determinam pretensos ensinamentos.
Sacrossantos: falsa salvação!
votos de empobrecimento . . .
Ao já quase miserável excluído,
o déficit social busca no lote,
as indulgências oferecidas em leilão,
ou, levado ao balanço . . . e lançado;
vai a lucros e perdas, sem perdão.
O simples
Os simples são modestos e de beleza singela;
sábios no modo de viver e em suas decisões
ante o iminente perigo e o mais grave sinistro
mantendo a serenidade.
O simples é despojado;
o simples é humilde sem ser vulgar;
é humilde, sem o ser passivo;
O simples não é necessariamente o favelado,
o pobre, o ignorante ou aquele analfabeto
que ainda não teve a chance de mostrar-se
em seu verdadeiro caráter individualista,
arrogante, perverso e preconceituoso.
Ínclitos, ilibados ou excelentes;
sejam mestres, doutores eminentes,
que importa tratamento, ornato, aparato
ou elementos acrescentados?
Disso gostam os incapazes
que galgam posições, cargos, funções;
levados pelas mãos de corruptos, corruptores
e fraudadores velhacos de má índole,
mestres em ludibriar,
com o propósito de auferir lucros
e outras vantagens.
São ruidosos,
jogam pra torcida em jogo sujo
e cacarejam qual galinha quando põe o ovo;
Por vezes libertinos, devassos e traiçoeiros,
de estereótipo jovial, bem trajado e penteado,
são patuscos: garoto brincalhão;
Brejeiros maliciosos, patifes e tratantes;
são vadios carismáticos;
tais quais animais reboleiros,
não se deixam prender
ou mesmo conduzir com facilidade.
sábios no modo de viver e em suas decisões
ante o iminente perigo e o mais grave sinistro
mantendo a serenidade.
O simples é despojado;
o simples é humilde sem ser vulgar;
é humilde, sem o ser passivo;
O simples não é necessariamente o favelado,
o pobre, o ignorante ou aquele analfabeto
que ainda não teve a chance de mostrar-se
em seu verdadeiro caráter individualista,
arrogante, perverso e preconceituoso.
Ínclitos, ilibados ou excelentes;
sejam mestres, doutores eminentes,
que importa tratamento, ornato, aparato
ou elementos acrescentados?
Disso gostam os incapazes
que galgam posições, cargos, funções;
levados pelas mãos de corruptos, corruptores
e fraudadores velhacos de má índole,
mestres em ludibriar,
com o propósito de auferir lucros
e outras vantagens.
São ruidosos,
jogam pra torcida em jogo sujo
e cacarejam qual galinha quando põe o ovo;
Por vezes libertinos, devassos e traiçoeiros,
de estereótipo jovial, bem trajado e penteado,
são patuscos: garoto brincalhão;
Brejeiros maliciosos, patifes e tratantes;
são vadios carismáticos;
tais quais animais reboleiros,
não se deixam prender
ou mesmo conduzir com facilidade.
Fim de um dia de verão
À luz do sol, no remanso das espumas argênteas,
as ondas se espraiam à beira-mar, umedecendo
à freqüência pendular na areia branca e fina.
A suave brisa amenizava o calor do sol de verão, passando pelos nossos corpos, em suaves toques, afagos, qual a carícia de plumas, se nos deixadas pelas brancas gaivotas, postas a oferecer-nos
delicados mimos em retribuição à presença alegre de a multidão em busca de felicidade.
Caem as horas da tarde e a suave brisa dá lugar
ao vento que sopra forte, fazendo levantar a areia
de dunas que se desfazem, dando lugar a outras,
enquanto bando de aves se desloca em seus vôos
quais os planadores, a deslizar nas ondas de vento.
A princípio, o mar nos parecia criança instigada a correr, brincar e saltar por cima das pedras, decidido a pregar-nos uma peça com suas ondas, levando-as a pontos bem distantes da beira-mar.
Todavia, surgiram nuvens espessas que viajaram para encobrir o sol que se fazia impotente ao dia, de um verão a se tornar frio, soturno e escuro, deixando a praia triste e deserta, assim invadida por uma estéril melancolia, coberta pelo cinzento das nuvens que tomaram o lugar ao azul do céu, enquanto o mar se transformara no adolescente inquieto e revoltado.
as ondas se espraiam à beira-mar, umedecendo
à freqüência pendular na areia branca e fina.
A suave brisa amenizava o calor do sol de verão, passando pelos nossos corpos, em suaves toques, afagos, qual a carícia de plumas, se nos deixadas pelas brancas gaivotas, postas a oferecer-nos
delicados mimos em retribuição à presença alegre de a multidão em busca de felicidade.
Caem as horas da tarde e a suave brisa dá lugar
ao vento que sopra forte, fazendo levantar a areia
de dunas que se desfazem, dando lugar a outras,
enquanto bando de aves se desloca em seus vôos
quais os planadores, a deslizar nas ondas de vento.
A princípio, o mar nos parecia criança instigada a correr, brincar e saltar por cima das pedras, decidido a pregar-nos uma peça com suas ondas, levando-as a pontos bem distantes da beira-mar.
Todavia, surgiram nuvens espessas que viajaram para encobrir o sol que se fazia impotente ao dia, de um verão a se tornar frio, soturno e escuro, deixando a praia triste e deserta, assim invadida por uma estéril melancolia, coberta pelo cinzento das nuvens que tomaram o lugar ao azul do céu, enquanto o mar se transformara no adolescente inquieto e revoltado.
A roda da vida
Ao despertar do alvorecer
dos tempos que se vão,
caminhando pela estrada da vida,
torno no tempo, a caminhar
em busca do que ficou perdido,
imperfeito ou incompleto, à deriva;
sem rumo. . .
perdido em seus próprios referenciais.
A fantasia que ofusca a realidade,
arremeteu-nos ao mundo de Oz,
ainda imaturo e indefeso,
levando-nos a enveredar
por caminhos escabrosos.
A roda avançou,
tal qual a dos expostos,
enjeitados em descaminho,
restando-nos o trono da solidão;
levados à tábua da reflexão.
O tempo dá o tempo, mas urge;
é preciso auscultar-se no interior do ego.
Faz-se mister ouvir do silêncio;
soerguer-se do vale das sombras,
indo buscar o sol nascente,
cuja a energia se irradiará sobre a roda
e novo ciclo começará
ao longo dos anos que hão de vir.
dos tempos que se vão,
caminhando pela estrada da vida,
torno no tempo, a caminhar
em busca do que ficou perdido,
imperfeito ou incompleto, à deriva;
sem rumo. . .
perdido em seus próprios referenciais.
A fantasia que ofusca a realidade,
arremeteu-nos ao mundo de Oz,
ainda imaturo e indefeso,
levando-nos a enveredar
por caminhos escabrosos.
A roda avançou,
tal qual a dos expostos,
enjeitados em descaminho,
restando-nos o trono da solidão;
levados à tábua da reflexão.
O tempo dá o tempo, mas urge;
é preciso auscultar-se no interior do ego.
Faz-se mister ouvir do silêncio;
soerguer-se do vale das sombras,
indo buscar o sol nascente,
cuja a energia se irradiará sobre a roda
e novo ciclo começará
ao longo dos anos que hão de vir.
Intempérie
O vilarejo avança por vias e vielas direto ao mar,
enquanto o velho pescador ao silêncio do abrigo,
observa à beira-mar, o roncar das águas.
No topo das árvores, protegidas da intempérie,
garças e aves de arribação juntam-se às nativas
e, famintas, esperam o pescado que se afastou.
Num vaivém de explosões, as ondas se espraiam, deixando as escarpas do rochedo mais frágeis;
já desgastadas ao longo de séculos, na tentativa de abrandar a fúria das águas, sempre agitadas
à ameaça de os raios e trovões que semperteiam, iluminando e transformando o pacato cenário.
Sob o rigor do mau tempo, já tremendo de frio,
e aterrorizados pela intempérie, urge o retirante
que se apressa na busca de abrigo e de alimento,
na certeza de o retorno na calmaria.
Raimundo sertanejo, recém-chegado do agreste, fica sem compreender a recepção da nova terra,
e põe-se a meditar sobre a seca do sertão: “Vige, padinho Ciço! lá morrê de sede, cá so afogado.”
O velho ancião e pescador, um nativo ribamar, que tudo vê. . . Ausculta a natureza e se acalma, certo de que após a tempestade virá a bonança, trazendo bons tempos no mar e a paz na terra.
Não tarda a profecia do nativo a se cumprir:
uma das aves alça um vôo de reconhecimento, levando o velho ribamar em profunda meditação
que se inicia em viagem às brumas do sonho,
mostrando um leve sorriso ao canto da boca,
marcada pelo cachimbo de barro que modelava
seus lábios ressecados.
Mais um ciclo se cumpria, tal qual muitos outros,
agora, o dele, o decano; velho nativo e pescador.
enquanto o velho pescador ao silêncio do abrigo,
observa à beira-mar, o roncar das águas.
No topo das árvores, protegidas da intempérie,
garças e aves de arribação juntam-se às nativas
e, famintas, esperam o pescado que se afastou.
Num vaivém de explosões, as ondas se espraiam, deixando as escarpas do rochedo mais frágeis;
já desgastadas ao longo de séculos, na tentativa de abrandar a fúria das águas, sempre agitadas
à ameaça de os raios e trovões que semperteiam, iluminando e transformando o pacato cenário.
Sob o rigor do mau tempo, já tremendo de frio,
e aterrorizados pela intempérie, urge o retirante
que se apressa na busca de abrigo e de alimento,
na certeza de o retorno na calmaria.
Raimundo sertanejo, recém-chegado do agreste, fica sem compreender a recepção da nova terra,
e põe-se a meditar sobre a seca do sertão: “Vige, padinho Ciço! lá morrê de sede, cá so afogado.”
O velho ancião e pescador, um nativo ribamar, que tudo vê. . . Ausculta a natureza e se acalma, certo de que após a tempestade virá a bonança, trazendo bons tempos no mar e a paz na terra.
Não tarda a profecia do nativo a se cumprir:
uma das aves alça um vôo de reconhecimento, levando o velho ribamar em profunda meditação
que se inicia em viagem às brumas do sonho,
mostrando um leve sorriso ao canto da boca,
marcada pelo cachimbo de barro que modelava
seus lábios ressecados.
Mais um ciclo se cumpria, tal qual muitos outros,
agora, o dele, o decano; velho nativo e pescador.
Os sons da fala
Ser ou não Ser, o que há de Ser e o que não é pra Ser,
levado às brumas de passados metafísicos do pensamento,
à irreverência sutil da semântica a serviço da retórica,
mesmo ilógico, em suas ações falsas ou incoerentes.
Desvairados perseguidores do certo ou errado gramatical, senhores doutos, guardiões das regras da correta grafia, atrelados ao espaço de base ortogonal.
Ortografia e regras ortográficas em bases etimológicas,
vã tentativa de preservar o fundamento de suas origens,
em passado distante dessas línguas onde foram semeadas.
Pensamento, código cifrado e transformado em palavras
ao uso dos hipócritas e demagogos, em polêmicas estéreis
a benefício próprio de seus pares; ou fanáticos e sectários
na produção, transmissão e recepção de sons da fala.
Lógica, pensamento, gramática e retórica;
atitude, certo ou errado, metafórico ou metafísico;
regras, grafia, sinais de pontuação;
produto misto, resultante da fusão orgânica de processos
da ortografia etimológica e da ortografia fonética.
Bendito som angelical da criança que balbucia o mantra!
Mãe, o despertar do mais sublime dos sentidos: Amor!
Amor, vertente pura à imagem divina de um Deus incriado,
resplendor da Palavra, gravada ao crepúsculo do alvorecer;
legado de alterações fonéticas, morfológicas ou sintáticas,
em forma de expressão ausente à norma, em sua elocução.
levado às brumas de passados metafísicos do pensamento,
à irreverência sutil da semântica a serviço da retórica,
mesmo ilógico, em suas ações falsas ou incoerentes.
Desvairados perseguidores do certo ou errado gramatical, senhores doutos, guardiões das regras da correta grafia, atrelados ao espaço de base ortogonal.
Ortografia e regras ortográficas em bases etimológicas,
vã tentativa de preservar o fundamento de suas origens,
em passado distante dessas línguas onde foram semeadas.
Pensamento, código cifrado e transformado em palavras
ao uso dos hipócritas e demagogos, em polêmicas estéreis
a benefício próprio de seus pares; ou fanáticos e sectários
na produção, transmissão e recepção de sons da fala.
Lógica, pensamento, gramática e retórica;
atitude, certo ou errado, metafórico ou metafísico;
regras, grafia, sinais de pontuação;
produto misto, resultante da fusão orgânica de processos
da ortografia etimológica e da ortografia fonética.
Bendito som angelical da criança que balbucia o mantra!
Mãe, o despertar do mais sublime dos sentidos: Amor!
Amor, vertente pura à imagem divina de um Deus incriado,
resplendor da Palavra, gravada ao crepúsculo do alvorecer;
legado de alterações fonéticas, morfológicas ou sintáticas,
em forma de expressão ausente à norma, em sua elocução.
A marcha do guerreiro

Glória! Sou guerreiro,
todavia combatente desarmado...
Sem carro e sem honrarias;
sem o reconhecimento público e do valor militar.
Sou o exército de um homem só,
cavaleiro das Cruzadas,
sem esquadrões, sem montaria;
sou os anônimos guerreiros,
viajantes na madrugada da vida
que veio na solidão do recesso,
à noite repousar, mas continuo a viajar.
Jamais sou ou serei vencido. . . Ou vencedor.
Marchei em terras dantes viajadas;
no distante Mar-de-Bronze busquei águas;
quando as chamas arderam vibrei no calor,
arrebatado pelo vento, voltei a caminhar.
Já me sinto fortalecido, com saúde e vigor,
investido noutra personagem. . . Renasci
atleta olímpico superando os obstáculos,
outrora praticamente intransponíveis.
Sou um vencedor, pois de certo eu venci!
É a vitória sobre os instintos e as emoções;
em trabalho árduo, tirei pedra sobre pedra;
busquei e cultivei ciências, a Ética e a Moral;
Lógica, Artes e Filosofia;
elevei o intelectual e o espiritual do personagem.
Uno... Sou dez.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Lágrimas de solidão
Deixem que eu chore....
Não recolham minhas lágrimas
e nem me enxuguem o rosto.
Deixem minhas lágrimas.
Que importa se de alegria ou de dor?
Mas deixem que me inundem a alma!
Deixem que eu me molhe;
Até mesmo o espírito em vigília,
que faz a realidade de uma vã fantasia.
Somente assim meu coração se acalma,
mantendo o ego frio de tão encharcado;
sonhos afogados em pranto de desgosto!
O mundo só é cruel, amargo e triste,
se não puder mudar o que existe.
Não condenem as chuvas do meu rosto;
nem os soluços que me acompanham,
qual o arfar das ondas que se escachoa
entre o soluçar forte dos ventos frios
que campeia no fragor da tempestade,
fazendo vergar e gemer o bambuzal.
Deixem-me chorar enquanto eu puder
a lamentação de saudade mais sentida;
e com lágrimas compor a mensagem
que não pude enviar em minha solidão
e que o vento a leve a qualquer ouvido.
Deixem-me que chore;
Não diga nada;
Deixem o pranto me sufocar.
Não recolham minhas lágrimas
e nem me enxuguem o rosto.
Deixem minhas lágrimas.
Que importa se de alegria ou de dor?
Mas deixem que me inundem a alma!
Deixem que eu me molhe;
Até mesmo o espírito em vigília,
que faz a realidade de uma vã fantasia.
Somente assim meu coração se acalma,
mantendo o ego frio de tão encharcado;
sonhos afogados em pranto de desgosto!
O mundo só é cruel, amargo e triste,
se não puder mudar o que existe.
Não condenem as chuvas do meu rosto;
nem os soluços que me acompanham,
qual o arfar das ondas que se escachoa
entre o soluçar forte dos ventos frios
que campeia no fragor da tempestade,
fazendo vergar e gemer o bambuzal.
Deixem-me chorar enquanto eu puder
a lamentação de saudade mais sentida;
e com lágrimas compor a mensagem
que não pude enviar em minha solidão
e que o vento a leve a qualquer ouvido.
Deixem-me que chore;
Não diga nada;
Deixem o pranto me sufocar.
Capricho
Não fale.
Ouça o vento a murmurar segredos.
Olhe a chuva a bater na calçada. . .
Não diga nada.
Somente palavras vãs;
palavras de carinho
que se ocultam à vista,
em revelações secretas
numa causa envolta em mistérios,
nesse processo íntimo e particular do amor.
Não fale.
Deixe apenas, que lhe afague a mão,
e que os outros pensem que é tolice.
Amor que não quer
ou não se deve expor,
mantendo-se mergulhado,
pleno de reserva,
no recôndito inatingível de nossos corações,
por razões misteriosas;
talvez sem sentido,
cuja a significação se acha ainda secreta.
Não fale.
O amor se é tolo, tem perdão.
Não fale. . .
Nesse instante é como se eu ouvisse,
de forma linda e musical,
tudo aquilo que você disse. . .
Não fale. . .
Deixe a frase inútil pra depois;
que o amor é bem grande se calamos,
e o silêncio basta entre nós dois.
Ouça o vento a murmurar segredos.
Olhe a chuva a bater na calçada. . .
Não diga nada.
Somente palavras vãs;
palavras de carinho
que se ocultam à vista,
em revelações secretas
numa causa envolta em mistérios,
nesse processo íntimo e particular do amor.
Não fale.
Deixe apenas, que lhe afague a mão,
e que os outros pensem que é tolice.
Amor que não quer
ou não se deve expor,
mantendo-se mergulhado,
pleno de reserva,
no recôndito inatingível de nossos corações,
por razões misteriosas;
talvez sem sentido,
cuja a significação se acha ainda secreta.
Não fale.
O amor se é tolo, tem perdão.
Não fale. . .
Nesse instante é como se eu ouvisse,
de forma linda e musical,
tudo aquilo que você disse. . .
Não fale. . .
Deixe a frase inútil pra depois;
que o amor é bem grande se calamos,
e o silêncio basta entre nós dois.
Balada da tarde
Na tarde
poente,
passavas,
olhavas,
sorrias
Pra alguém.
Com olhos
formosos,
cabelos
revoltos,
candura
de anjo
na face
tu tinhas.
Quão louco
fiquei
ao ver-te
na praia,
brincando
na areia
que o mar
beijava.
Seu corpo
moreno,
esbelto,
faceiro,
em meio
às vagas,
lançava
em mim,
as notas
sonoras
de linda
canção:
Canção
do amor.
Com a alma
repleta. . .
de dor,
chorar
não choro,
pois que
já todos
os prantos
chorei.
E, assim,
as horas
passavam
em triste
balada,
marcando
em mim,
suas notas
plangentes.
poente,
passavas,
olhavas,
sorrias
Pra alguém.
Com olhos
formosos,
cabelos
revoltos,
candura
de anjo
na face
tu tinhas.
Quão louco
fiquei
ao ver-te
na praia,
brincando
na areia
que o mar
beijava.
Seu corpo
moreno,
esbelto,
faceiro,
em meio
às vagas,
lançava
em mim,
as notas
sonoras
de linda
canção:
Canção
do amor.
Com a alma
repleta. . .
de dor,
chorar
não choro,
pois que
já todos
os prantos
chorei.
E, assim,
as horas
passavam
em triste
balada,
marcando
em mim,
suas notas
plangentes.
Miragem
Se nunca vi um deserto
como haverás de ser miragem?
Não, não é um sonho. . .
Como se fiz de ti realidade,
quando naquela noite
ofereceste a mim teus lábios?
Miragem, miragem. . .
Não, não é miragem.
Essa idéia me martiriza,
pois senti nos meus lábios
o calor dos teus beijos
e a magia dos teus afagos.
Ai de mim! Se me transporto;
acredito tê-la em meus braços,
mas qual. . . Tudo é miragem!
Perjura
Eu minha querida,
Em triste ilusão,
Dei-lhe minha vida
E o meu coração.
Sem ver-te perjura,
num lindo jardim,
Ai! Plantei tua jura
com rosa e jasmim.
Horrendos e daninhos
em lugar das flores,
só brotaram espinhos
como haverás de ser miragem?
Não, não é um sonho. . .
Como se fiz de ti realidade,
quando naquela noite
ofereceste a mim teus lábios?
Miragem, miragem. . .
Não, não é miragem.
Essa idéia me martiriza,
pois senti nos meus lábios
o calor dos teus beijos
e a magia dos teus afagos.
Ai de mim! Se me transporto;
acredito tê-la em meus braços,
mas qual. . . Tudo é miragem!
Perjura
Eu minha querida,
Em triste ilusão,
Dei-lhe minha vida
E o meu coração.
Sem ver-te perjura,
num lindo jardim,
Ai! Plantei tua jura
com rosa e jasmim.
Horrendos e daninhos
em lugar das flores,
só brotaram espinhos
Ventos sudoeste
Os sinos dobram no vilarejo. . .
O repicar sonoro de badaladas
que se propagam por vias e vielas;
demais caminhos indo ao mar.
A Terra treme. . .
O vento sopra forte à beira-mar,
fazendo tremer o velho pescador
não sei de medo ou se de frio;
Quem o sabe? Talvez ambos.
A areia se levanta e castiga;
queima a pele tostada ao sol de verão
que arde sem dar conta,
mais resiste no recesso do abrigo.
As famílias se fecham em casas
tão simples quanto o são inseguras,
num misto de medo, choro e reza,
rogando a misericórdia divina.
Eis que verdadeiro rodeio aquático
parece dar início lá na praia.
Os pequenos e pobres barcos
à iminência de romper as amarras,
assemelham-se aos bois e cavalos
sem platéia, peões e palhaços,
restritos ao cantador que sibila
e ruge com sua tenebrosa canção.
Tais quais os cavalos no rodeio
presos no laço e inconformados,
sobem e descem ameaçadores
num contínuo e violento vaivém,
sem ritmo e descompassados.
O mar se levanta.
Avança na cabeceira das ondas
tal qual extinto pré-histórico
que jazia no sepulcro milenar
querendo, pois, recuperar-se.
O tempo urge;
ele avança qual surfista
na crista da onda
a soltar rugidos,
a bradar e a espumar.
Avança por entre pedras
e paredões sem prévio aviso,
indo chocar-se aos rochedos;
as ostras e os mariscos, coitados!
São arrancados e lançados.
O repicar sonoro de badaladas
que se propagam por vias e vielas;
demais caminhos indo ao mar.
A Terra treme. . .
O vento sopra forte à beira-mar,
fazendo tremer o velho pescador
não sei de medo ou se de frio;
Quem o sabe? Talvez ambos.
A areia se levanta e castiga;
queima a pele tostada ao sol de verão
que arde sem dar conta,
mais resiste no recesso do abrigo.
As famílias se fecham em casas
tão simples quanto o são inseguras,
num misto de medo, choro e reza,
rogando a misericórdia divina.
Eis que verdadeiro rodeio aquático
parece dar início lá na praia.
Os pequenos e pobres barcos
à iminência de romper as amarras,
assemelham-se aos bois e cavalos
sem platéia, peões e palhaços,
restritos ao cantador que sibila
e ruge com sua tenebrosa canção.
Tais quais os cavalos no rodeio
presos no laço e inconformados,
sobem e descem ameaçadores
num contínuo e violento vaivém,
sem ritmo e descompassados.
O mar se levanta.
Avança na cabeceira das ondas
tal qual extinto pré-histórico
que jazia no sepulcro milenar
querendo, pois, recuperar-se.
O tempo urge;
ele avança qual surfista
na crista da onda
a soltar rugidos,
a bradar e a espumar.
Avança por entre pedras
e paredões sem prévio aviso,
indo chocar-se aos rochedos;
as ostras e os mariscos, coitados!
São arrancados e lançados.
Tributo à Cidade onde nasci
Naveguei, vindo de além mar,
de terra distante e encantada.
Encontrei-a Pátria dos amores,
éden colossal de o meu cismar.
Idílio real de um nauta que vagueia
ao sabor das vagas espumantes
dos mares longínquos por onde navega.
Quanta falta senti do meu torrão
por não achar céu mais azul que o meu
nem matas de cor tão real
que me leva a ter esperança.
Ao galgar o cimo deste colosso,
ajoelho-me ao Cristo Redentor;
venho saudar-vos, Rio de Janeiro,
pois Carioca também o sou.
Parabéns, augusta Rio de Janeiro,
Capital da cultura e do amor;
parabéns, ó bonita Cidade,
pelos anos que tu encerras.
Dos tesouros que o Brasil possui,
és tu minha Rio de Janeiro,
a mais bela dentre as jóias
trabalhada pelo Criador.
Se teu ourives não fosse o Criador,
diria um só motivo que o fez criar-te:
A mulher por quem se apaixonara.
Pois, só amando de verdade,
um homem bem pode imaginar
pensando na mulher amada,
tão bela e marcante poesia.
Entre vales e d’outras cercanias,
uma formosa silhueta se destaca. . .
Contornos de recantos e encantos
sob este céu anil, a Guanabara,
baía de todos os cantos.
Abençoas todo aquele,
seja teu filho ou não.
Parece que estás sempre vertendo
dos teus olhos femininos
- Um dia límpida água -
Que de certo voltarás.
Lágrimas de alegria!
Ventura em teu colo jovial,
embalar mais um batel
que ao sabor do teu desejo,
singra terno e embevecido
sob a magia do marulhar.
de terra distante e encantada.
Encontrei-a Pátria dos amores,
éden colossal de o meu cismar.
Idílio real de um nauta que vagueia
ao sabor das vagas espumantes
dos mares longínquos por onde navega.
Quanta falta senti do meu torrão
por não achar céu mais azul que o meu
nem matas de cor tão real
que me leva a ter esperança.
Ao galgar o cimo deste colosso,
ajoelho-me ao Cristo Redentor;
venho saudar-vos, Rio de Janeiro,
pois Carioca também o sou.
Parabéns, augusta Rio de Janeiro,
Capital da cultura e do amor;
parabéns, ó bonita Cidade,
pelos anos que tu encerras.
Dos tesouros que o Brasil possui,
és tu minha Rio de Janeiro,
a mais bela dentre as jóias
trabalhada pelo Criador.
Se teu ourives não fosse o Criador,
diria um só motivo que o fez criar-te:
A mulher por quem se apaixonara.
Pois, só amando de verdade,
um homem bem pode imaginar
pensando na mulher amada,
tão bela e marcante poesia.
Entre vales e d’outras cercanias,
uma formosa silhueta se destaca. . .
Contornos de recantos e encantos
sob este céu anil, a Guanabara,
baía de todos os cantos.
Abençoas todo aquele,
seja teu filho ou não.
Parece que estás sempre vertendo
dos teus olhos femininos
- Um dia límpida água -
Que de certo voltarás.
Lágrimas de alegria!
Ventura em teu colo jovial,
embalar mais um batel
que ao sabor do teu desejo,
singra terno e embevecido
sob a magia do marulhar.
Pagode do menino rico
Solta a bola, joga pião,
Roda, roda, bambeia mo chão!
(estribilho)
----------------------------------------------------------------------
Pai, o vento acabou?! (FALA DE MENINO)
Alfredo, liga o ventilador. (VOZ GRAVE)
-----------------------------------------------------------------
Pobre e pálido menino rico,
frágil menino bão.
De óculos, impecável
não bota os pés no chão.
De tênis, bermuda ou bem trajado;
borboleta só a gravata;
se pipa: haja ventilador.
Pra bola de gude: haja tapetão.
Garoto rico, pobre e desajeitado,
não pode ser criança desde cedo
preocupado com a herança.
Na Internet tem o “site”,
página, endereço do amor.
Hoje, adolescente transtornado
solta a franga no meio do salão. . .
No meio do salão.
Solta a bola, joga pião,
roda, roda, bambeia no chão!
(ESTRIBILHO)
Roda, roda, bambeia mo chão!
(estribilho)
----------------------------------------------------------------------
Pai, o vento acabou?! (FALA DE MENINO)
Alfredo, liga o ventilador. (VOZ GRAVE)
-----------------------------------------------------------------
Pobre e pálido menino rico,
frágil menino bão.
De óculos, impecável
não bota os pés no chão.
De tênis, bermuda ou bem trajado;
borboleta só a gravata;
se pipa: haja ventilador.
Pra bola de gude: haja tapetão.
Garoto rico, pobre e desajeitado,
não pode ser criança desde cedo
preocupado com a herança.
Na Internet tem o “site”,
página, endereço do amor.
Hoje, adolescente transtornado
solta a franga no meio do salão. . .
No meio do salão.
Solta a bola, joga pião,
roda, roda, bambeia no chão!
(ESTRIBILHO)
Carnaval

Era carnaval, eu sabia.
Cego, entretanto, pelas luzes
que o falso brilho dá,
ofuscavam os meus olhos postos nos teus,
embriagado por essa policromia
surrealista e ofuscante,
não vi em ti a máscara,
nem tampouco a fantasia.
E, quando senti tuas mãos
tão ligadas às minhas,
deixei-me ser levado pelo cordão,
a destino ignorado.
Pouco a pouco vi tudo modificar-se:
O caminho já não era aquele
deslumbrante, de música,
alegria e sons retumbantes.
As luzes se apagaram. . .
Não se identificava nada, senão as trevas.
Procurei em ti aquela
que jazia num despojo
sobre a relva ainda, toda molhada,
que olhando pra mim despida
daquela que me fascinara:
- Já é outro dia, o carnaval ficou atrás.
Capricho
Não fale.
Ouça o vento a murmurar segredos.
Olhe a chuva a bater na calçada. . .
Não diga nada.
Somente palavras vãs;
palavras de carinho
que se ocultam à vista,
em revelações secretas
numa causa envolta em mistérios,
nesse processo íntimo e particular do amor.
Não fale.
Deixe apenas, que lhe afague a mão,
e que os outros pensem que é tolice.
Amor que não quer
ou não se deve expor,
mantendo-se mergulhado,
pleno de reserva,
no recôndito inatingível de nossos corações,
por razões misteriosas;
talvez sem sentido,
cuja a significação se acha ainda secreta.
Não fale.
O amor se é tolo, tem perdão.
Não fale. . .
Nesse instante é como se eu ouvisse,
de forma linda e musical,
tudo aquilo que você disse. . .
Não fale. . .
Deixe a frase inútil pra depois;
que o amor é bem grande se calamos,
e o silêncio basta entre nós dois.
Ouça o vento a murmurar segredos.
Olhe a chuva a bater na calçada. . .
Não diga nada.
Somente palavras vãs;
palavras de carinho
que se ocultam à vista,
em revelações secretas
numa causa envolta em mistérios,
nesse processo íntimo e particular do amor.
Não fale.
Deixe apenas, que lhe afague a mão,
e que os outros pensem que é tolice.
Amor que não quer
ou não se deve expor,
mantendo-se mergulhado,
pleno de reserva,
no recôndito inatingível de nossos corações,
por razões misteriosas;
talvez sem sentido,
cuja a significação se acha ainda secreta.
Não fale.
O amor se é tolo, tem perdão.
Não fale. . .
Nesse instante é como se eu ouvisse,
de forma linda e musical,
tudo aquilo que você disse. . .
Não fale. . .
Deixe a frase inútil pra depois;
que o amor é bem grande se calamos,
e o silêncio basta entre nós dois.
Porque eu bebo
Bebo pra esquecer somente
que um dia nasci e amei-te.
Bebo pr’apagar da mente,
minha namorada chamei-te.
Bebo pr’afogar no trago
tu que tanto amei. . .
Faltando, porém, um trago
ainda restará meu pranto.
Quando a derradeira gota acabar,
serei mais um covarde
e bem perto da porta,
vencido sarjeta adormecido,
Por que pra mim mentiste
Ingrata e perversa criatura,
se nunca amor sentiste?
Vieste de onde?
Em meio às pedras foste achada, ou jamais foste gerada?
que um dia nasci e amei-te.
Bebo pr’apagar da mente,
minha namorada chamei-te.
Bebo pr’afogar no trago
tu que tanto amei. . .
Faltando, porém, um trago
ainda restará meu pranto.
Quando a derradeira gota acabar,
serei mais um covarde
e bem perto da porta,
vencido sarjeta adormecido,
Por que pra mim mentiste
Ingrata e perversa criatura,
se nunca amor sentiste?
Vieste de onde?
Em meio às pedras foste achada, ou jamais foste gerada?
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Brincadeira Linguística, tente descobrir os idiomas, ganhe o prêmio!
Я что я, друг моих друзей! Верноподданическо, как раз, всегда избавление, котор нужно помогать до одно которое!
나는, 나의 친구의 친구 나가인 무슨이다! , 필요로 하는 것을 항상 처리 것에 도울 것이다 다만 충성하는!
私は、私の友人の友人私がであるものである! 、必要とするのを処分ものに常に助けるべきちょうど忠節、!
Ik ben wat ik, vriend van mijn vrienden ben! Loyaal, enkel, altijd de verwijdering aan helpen die te vereisen!
Είμαι τι είμαι, φίλος των φίλων μου! Πιστός, ακριβώς, πάντα η διάθεση για να βοηθήσει σε αυτή που να χρειαστεί!
Ich bin, was ich bin, Freund meiner Freunde! Loyal gerade die Beseitigung, zum bis die immer zu helfen die zu brauchen!
I am what I am, friend of my friends! Loyal, just, always the disposal to help to the one that to need!
Je suis ce qui suis je, ami de mes amis ! Fidèle, juste, toujours la disposition à aider à celle qui à avoir besoin !
Sono che cosa sono, amico dei miei amici! Leale, appena, l'eliminazione da contribuire sempre a quella che ad avere bisogno di!
¡Soy cuál soy, amigo de mis amigos! ¡Leal, apenas, la disposición a ayudar siempre a la que a necesitar!
Eu sou o que eu sou, amigo de meus amigos! Leal, apenas a disposição de ajudar sempre a quem precisar!
나는, 나의 친구의 친구 나가인 무슨이다! , 필요로 하는 것을 항상 처리 것에 도울 것이다 다만 충성하는!
私は、私の友人の友人私がであるものである! 、必要とするのを処分ものに常に助けるべきちょうど忠節、!
Ik ben wat ik, vriend van mijn vrienden ben! Loyaal, enkel, altijd de verwijdering aan helpen die te vereisen!
Είμαι τι είμαι, φίλος των φίλων μου! Πιστός, ακριβώς, πάντα η διάθεση για να βοηθήσει σε αυτή που να χρειαστεί!
Ich bin, was ich bin, Freund meiner Freunde! Loyal gerade die Beseitigung, zum bis die immer zu helfen die zu brauchen!
I am what I am, friend of my friends! Loyal, just, always the disposal to help to the one that to need!
Je suis ce qui suis je, ami de mes amis ! Fidèle, juste, toujours la disposition à aider à celle qui à avoir besoin !
Sono che cosa sono, amico dei miei amici! Leale, appena, l'eliminazione da contribuire sempre a quella che ad avere bisogno di!
¡Soy cuál soy, amigo de mis amigos! ¡Leal, apenas, la disposición a ayudar siempre a la que a necesitar!
Eu sou o que eu sou, amigo de meus amigos! Leal, apenas a disposição de ajudar sempre a quem precisar!
Como falar de amor?
Gostaria de escrever sobre amor.
O amor à natureza:
Suas matas, rios, mares, lagoas e cachoeiras.
O amor ao vegetal que embeleza e cura;
O amor ao irracional que caminha;
corre, nada, voa e embeleza.
Levado ao holocausto, entrega-se à dor,
em sacrifício, alimentando predadores vorazes
que matam, cumprindo o papel de personagem
articulada; projetada pelo arquiteto e criador
como ponto de equilíbrio do Universo.
Da criação veio o terrível racional homem.
Fruto dual;
geração fatídica de corpo e espírito
que encerra um estado complexo
de virtudes e fraquezas.
Devo apressar-me,
quero escrever sobre amor,
porém nada vejo,
senão uma total devastação.
Tal qual o deficiente visual,
que enxerga à visão de os olhos de outrora,
revendo todos os filmes gravados
e passados nas sombras da caverna.
Assim, somos os que viam e contemplavam
a passarada que nascia;
adormecia e despertava
nas frondes altas de nossas matas
e até mesmo no pomar de nossos quintais.
As orquídeas, bromélias, folhagens e parasitas;
as quaresmeiras, o ipê e manacás
em festival de raízes e folhas;
ramos de flores e folhagens,
de essências florais e diversidade em matizes.
Os pirilampos voavam de lanterninhas acesas
a iluminar os campos, quintas e quintais,
chamavam a atenção de eventuais passageiros
e demais entes, protagonistas da noite.
Aos primeiros raios da manhã,
as crisálidas despertavam da metamorfose
e batiam asas, indo-se juntar
à diversidade de borboletas
a mesclar o espaço, qual adereços,
compondo acessórios cênicos
em desfiles no sambódromo.
Jazem também os rios, lagoas e regatos. . .
Praticaram o extermínio de tudo;
dos sapos e das rãs que lá coaxavam;
das libélulas faceiras com asas membranosas,
transparentes, luzidias, brilhantes e coloridas,
que voavam, circulavam, pousavam e voavam
parecendo reger a valsa do imperador;
dos peixinhos barrigudinhos que lá povoavam;
do camarão Pitu, com as pinças assustadoras,
semelhantes ao caranguejo.
Acabaram-se os sítios do pica-pau-amarelo;
ninguém foi ao enterro da vespa:
nem o cururu, nem o boitatá;
quebraram as muletas do besouro. . .
Crianças e adolescentes não brincam;
não cantam a cantiga do pião que roda, roda;
bambeia no chão, e outras brincadeiras.
Substituíram-nas pela droga, pistolas e fuzis;
cola de sapato, sexo e maternidade prematura.
Acordei com o coração de poeta e romântico,
queria falar de amor, mas torno frustrado:
Nada encontrei.
O amor à natureza:
Suas matas, rios, mares, lagoas e cachoeiras.
O amor ao vegetal que embeleza e cura;
O amor ao irracional que caminha;
corre, nada, voa e embeleza.
Levado ao holocausto, entrega-se à dor,
em sacrifício, alimentando predadores vorazes
que matam, cumprindo o papel de personagem
articulada; projetada pelo arquiteto e criador
como ponto de equilíbrio do Universo.
Da criação veio o terrível racional homem.
Fruto dual;
geração fatídica de corpo e espírito
que encerra um estado complexo
de virtudes e fraquezas.
Devo apressar-me,
quero escrever sobre amor,
porém nada vejo,
senão uma total devastação.
Tal qual o deficiente visual,
que enxerga à visão de os olhos de outrora,
revendo todos os filmes gravados
e passados nas sombras da caverna.
Assim, somos os que viam e contemplavam
a passarada que nascia;
adormecia e despertava
nas frondes altas de nossas matas
e até mesmo no pomar de nossos quintais.
As orquídeas, bromélias, folhagens e parasitas;
as quaresmeiras, o ipê e manacás
em festival de raízes e folhas;
ramos de flores e folhagens,
de essências florais e diversidade em matizes.
Os pirilampos voavam de lanterninhas acesas
a iluminar os campos, quintas e quintais,
chamavam a atenção de eventuais passageiros
e demais entes, protagonistas da noite.
Aos primeiros raios da manhã,
as crisálidas despertavam da metamorfose
e batiam asas, indo-se juntar
à diversidade de borboletas
a mesclar o espaço, qual adereços,
compondo acessórios cênicos
em desfiles no sambódromo.
Jazem também os rios, lagoas e regatos. . .
Praticaram o extermínio de tudo;
dos sapos e das rãs que lá coaxavam;
das libélulas faceiras com asas membranosas,
transparentes, luzidias, brilhantes e coloridas,
que voavam, circulavam, pousavam e voavam
parecendo reger a valsa do imperador;
dos peixinhos barrigudinhos que lá povoavam;
do camarão Pitu, com as pinças assustadoras,
semelhantes ao caranguejo.
Acabaram-se os sítios do pica-pau-amarelo;
ninguém foi ao enterro da vespa:
nem o cururu, nem o boitatá;
quebraram as muletas do besouro. . .
Crianças e adolescentes não brincam;
não cantam a cantiga do pião que roda, roda;
bambeia no chão, e outras brincadeiras.
Substituíram-nas pela droga, pistolas e fuzis;
cola de sapato, sexo e maternidade prematura.
Acordei com o coração de poeta e romântico,
queria falar de amor, mas torno frustrado:
Nada encontrei.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A esmola do padre
“Padre”, bonito feito que praticaste
ao saber que uma mãe, mesmo aflita,
cujo o filho em seus braços definhava
em seus frágeis e esqueléticos braços,
tirava-lhe todo o dinheiro da caixa.
Ilícito! Bradaste por demais indignado,
ao perceberes a perigosa concorrência
na “boca rica” daquele velho “ponto”
qual um mendigo vulgar e preguiçoso
em disputa nos degraus exteriores.
Talvez, a coitada,
tenha pensado, ou pecado,
serem as esmolas
que lá foram depositadas
pelas mãos de fiéis caridosos e de boa-fé
para os meninos pobres e desventurados
que choram um pedaço de pão.
ao saber que uma mãe, mesmo aflita,
cujo o filho em seus braços definhava
em seus frágeis e esqueléticos braços,
tirava-lhe todo o dinheiro da caixa.
Ilícito! Bradaste por demais indignado,
ao perceberes a perigosa concorrência
na “boca rica” daquele velho “ponto”
qual um mendigo vulgar e preguiçoso
em disputa nos degraus exteriores.
Talvez, a coitada,
tenha pensado, ou pecado,
serem as esmolas
que lá foram depositadas
pelas mãos de fiéis caridosos e de boa-fé
para os meninos pobres e desventurados
que choram um pedaço de pão.
Eqüidade social
Iminente colisão!
minha alma chora massacrada
pela fadiga e pelo desgosto,
sem forças, sem motivação a retroagir
por caminho por onde caminhei outrora.
Errei tentando acertar;
não me condene;
lutei com as armas
que a vida me ofertou
norteado pela minha verdade.
Caminho percorrido,
experiência vivida: eis a inequação
que o viver se nos impõe
oferecendo-nos a arma do livre arbítrio
para buscar o bom caminho no labirinto
de ilusões, prazeres e sofrimentos.
A incógnita só é conhecida de políticos,
falsos profetas, hipócritas e demagogos
a ludibriar os crédulos e os necessitados.
O direito natural de viver é-nos negado,
sequer a alimentação e o abrigo seguro;
tampouco o trabalho nos é permitido,
reservado ao nepotismo e apadrinhados.
Analfabeto aprende a desenhar o nome,
enquanto a criançada. . . ruma à escola
não para aprender; mas a matar a fome,
participando da engorda vil e mentirosa
de índices com que o governo nos enrola.
Famintos que subtraem pão do mercado,
sofrem truculenta segurança e são fichados.
Ei-los, do julgamento austero
à condenação exemplar.
Enquanto ilibados, cultos, afortunados,
ladrões, contrabandistas e fraudadores;
enganadores; escravistas, escravagistas;
escravocratas, todos, são escravizadores.
Traficantes de influência, drogas ou armas,
os fabricantes e responsáveis pela multidão
crescente de os deserdados;
comovem os mais eminentes magistrados
que sofrem, sabendo pais e filhos, unidos,
coitados! na mesma cela trancafiados.
minha alma chora massacrada
pela fadiga e pelo desgosto,
sem forças, sem motivação a retroagir
por caminho por onde caminhei outrora.
Errei tentando acertar;
não me condene;
lutei com as armas
que a vida me ofertou
norteado pela minha verdade.
Caminho percorrido,
experiência vivida: eis a inequação
que o viver se nos impõe
oferecendo-nos a arma do livre arbítrio
para buscar o bom caminho no labirinto
de ilusões, prazeres e sofrimentos.
A incógnita só é conhecida de políticos,
falsos profetas, hipócritas e demagogos
a ludibriar os crédulos e os necessitados.
O direito natural de viver é-nos negado,
sequer a alimentação e o abrigo seguro;
tampouco o trabalho nos é permitido,
reservado ao nepotismo e apadrinhados.
Analfabeto aprende a desenhar o nome,
enquanto a criançada. . . ruma à escola
não para aprender; mas a matar a fome,
participando da engorda vil e mentirosa
de índices com que o governo nos enrola.
Famintos que subtraem pão do mercado,
sofrem truculenta segurança e são fichados.
Ei-los, do julgamento austero
à condenação exemplar.
Enquanto ilibados, cultos, afortunados,
ladrões, contrabandistas e fraudadores;
enganadores; escravistas, escravagistas;
escravocratas, todos, são escravizadores.
Traficantes de influência, drogas ou armas,
os fabricantes e responsáveis pela multidão
crescente de os deserdados;
comovem os mais eminentes magistrados
que sofrem, sabendo pais e filhos, unidos,
coitados! na mesma cela trancafiados.
Insólito
Outrora condenado. . .
Insólito, hoje permitido,
amanhã escândalo;
ofensa às regras;
aos costumes em sociedade!
Insólito . . .
Insólito aos oprimidos e deserdados.
Déficit urbano;
êxodo rural;
fuga faminta;
busca do que perdeu... e não sabe.
Sabe. . . Injusto é comer o barro;
a fétida água que tem para beber
do “sinhô” de quem é escravo,
e ao curral é tangido e encerrado
sempre ao cabresto, obrigado a eleger.
No balanço da preguiça
agasalhada pela rede,
vaivém de quatro em quatro,
os imunes e vitalícios se aposentam.
Moscas ou mosqueteiros irremovíveis,
todos condenados por um;
um por todos, sempre tão castigados,
então nomeados, às “masmorras” internas
de um tribunal . . . de contas: “Exílio” . . .
Representação internacional, coitados!
sofrem à mercê do capital, globalizado.
O déficit é humano e social porém,
mantém o ritual do barro, sal da terra,
homenagem ao Jeca, o Tatu símbolo
do amarelão, importante à mídia:
levado a gráficos e estatísticas;
teses, opiniões e debates.
Despertam os mais ilustres doutores,
sociólogos e juristas,
deputados e senadores;
Ministros e ministérios;
Pastorais e pastores;
Vira tema, é carnaval.
No vaivém da rede ao avião,
das ilhas tropicais levados a velejar
e no paraíso, fiscal a esgueirar-se
do José Francisco, procurador,
o inimigo . . . tudo a fiscalizar.
Neurônios, técnicas e perícias:
lucros a creditar aos amigos dos amigos.
Os prejuízos a socializar.
A renda é per capta, a fome residual . . .
O déficit é humano;
social, insólito aos excluídos.
Debates, confusão: pega o ladrão!
Leva à expulsão! É mentira!
Conluio . . . Encena a volta à cena.
Insólito, hoje permitido,
amanhã escândalo;
ofensa às regras;
aos costumes em sociedade!
Insólito . . .
Insólito aos oprimidos e deserdados.
Déficit urbano;
êxodo rural;
fuga faminta;
busca do que perdeu... e não sabe.
Sabe. . . Injusto é comer o barro;
a fétida água que tem para beber
do “sinhô” de quem é escravo,
e ao curral é tangido e encerrado
sempre ao cabresto, obrigado a eleger.
No balanço da preguiça
agasalhada pela rede,
vaivém de quatro em quatro,
os imunes e vitalícios se aposentam.
Moscas ou mosqueteiros irremovíveis,
todos condenados por um;
um por todos, sempre tão castigados,
então nomeados, às “masmorras” internas
de um tribunal . . . de contas: “Exílio” . . .
Representação internacional, coitados!
sofrem à mercê do capital, globalizado.
O déficit é humano e social porém,
mantém o ritual do barro, sal da terra,
homenagem ao Jeca, o Tatu símbolo
do amarelão, importante à mídia:
levado a gráficos e estatísticas;
teses, opiniões e debates.
Despertam os mais ilustres doutores,
sociólogos e juristas,
deputados e senadores;
Ministros e ministérios;
Pastorais e pastores;
Vira tema, é carnaval.
No vaivém da rede ao avião,
das ilhas tropicais levados a velejar
e no paraíso, fiscal a esgueirar-se
do José Francisco, procurador,
o inimigo . . . tudo a fiscalizar.
Neurônios, técnicas e perícias:
lucros a creditar aos amigos dos amigos.
Os prejuízos a socializar.
A renda é per capta, a fome residual . . .
O déficit é humano;
social, insólito aos excluídos.
Debates, confusão: pega o ladrão!
Leva à expulsão! É mentira!
Conluio . . . Encena a volta à cena.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Todos

Todos querem um lugar,
onde possam chegar.
Todos querem uma ilha,
em que possam recarregar as suas energias.
Todos querem um ponto,
mesmo que não tenham marcado um encontro.
Todos buscam a paz,
tentando tornar a vida eficaz.
Todos almejam a felicidade,
Pena que alguns usem a maldade.
Todos procuram o saber,
outros tantos, só conjugam o verbo ter.
Todos deveriam aproveitar,
as oportunidades que a vida nos dá.
Todos deveriam dar valor,
A este sentimento que se chama amor.
Todos deveriam sentir,
a brisa da vida que nos faz existir.
Todos deveriam reconhecer,
o valor de todo ser.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Primas e Primos
Sou incondicionalmente apaixonado por todas as minhas primas, como crescemos juntos sempre as tive como irmãs que moravam em outra casa, tivemos uma infância maravilhosa brincamos, brigamos, brigamos, brincamos...Mas sempre com este laço fraternal, sempre tive ciúmes de irmão, da mais velha a mais nova, podem ficar sossegadas que as aliviarei quanto as idades, e até hoje, todos adultos e com família constituída mantemos o laço, estamos e se Deus assim o permitir estaremos sempre juntos!
A vocês: Eliane, Vera, Neila, Leila e Fabiana
Da mesma forma ocorreu com meus primos, Willian o mais Velho militar de carreira,artista plástico por excelência, Chico (loiro de olhos azuis, sacanagem!) Bancário de profissão me levava para jogar bola, soltar pipa "comprava o meu barulho" primo irmão, Cesar "Miro", contador de ofício, sempre conosco junto e ao mesmo tempo separado, o coisa difícil de entender... Marcelinho, o mais novo, meu tio gostou tanto do meu nome: Marcelo Monteiro Mattos, que deu ao meu primo o nome de: Marcelo Correa Monteiro, veja se pode dois Marcelos Monteiros na mesma família! Bom de bola com um canhão na perna esquerda, advogado de formação, atualmente funcionário da CEF.
A vocês meus primos: Willian, Chico, Miro e Marcelinho
Obrigado por fazermos parte da mesma família!
A vocês: Eliane, Vera, Neila, Leila e Fabiana
Da mesma forma ocorreu com meus primos, Willian o mais Velho militar de carreira,artista plástico por excelência, Chico (loiro de olhos azuis, sacanagem!) Bancário de profissão me levava para jogar bola, soltar pipa "comprava o meu barulho" primo irmão, Cesar "Miro", contador de ofício, sempre conosco junto e ao mesmo tempo separado, o coisa difícil de entender... Marcelinho, o mais novo, meu tio gostou tanto do meu nome: Marcelo Monteiro Mattos, que deu ao meu primo o nome de: Marcelo Correa Monteiro, veja se pode dois Marcelos Monteiros na mesma família! Bom de bola com um canhão na perna esquerda, advogado de formação, atualmente funcionário da CEF.
A vocês meus primos: Willian, Chico, Miro e Marcelinho
Obrigado por fazermos parte da mesma família!
Carioca à Paulistana
Doutora como és bela
como és forte
Como és sincera
És uma verdadeira fera
Temos conversas maravilhosas
Conversas afetuosas
Conversas tortuosas
Mas sempre conversas amistosas
Carioca à Paulista
deve ser uma tortura
não ver mais São Conrado, ou Ipanema
Para encarar à Av. Paulista
Contamos segredos
Dividimos sonhos
rimos com as alegrias
sofremos com as tristezas
Colega de ofício
amiga na vida
Betina,desculpe-me o trocadilho,
mas é divina!!!!
Beijos no coração minha querida amiga Bê!!!!
como és forte
Como és sincera
És uma verdadeira fera
Temos conversas maravilhosas
Conversas afetuosas
Conversas tortuosas
Mas sempre conversas amistosas
Carioca à Paulista
deve ser uma tortura
não ver mais São Conrado, ou Ipanema
Para encarar à Av. Paulista
Contamos segredos
Dividimos sonhos
rimos com as alegrias
sofremos com as tristezas
Colega de ofício
amiga na vida
Betina,desculpe-me o trocadilho,
mas é divina!!!!
Beijos no coração minha querida amiga Bê!!!!
RJ

Andar pelas suas terras
Subir as suas montanhas
Me banhar em seus lagos
Ser amado em seus braços
Cidade maravilhosa
Cantada em verso e prosa
Lugar de sonhos
Praça de esperança
Por isso és esplendorosa
Falar de suas maravilhas
É cair no lugar comum
Mas não em um lugar comum
Apesar dos usurpadores
Ainda és berço da alegria
Da sabedoria, de vários amores
E quem sabe não retorne a ser
Uma cidade de harmonia...
Ocaso da Fantasia
Rio de Janeiro, cidade desespero
Rio de Janeiro, cidade fantasia
Rio de Janeiro, cidade sitiada
Rio de Janeiro, cidade da agonia
Crime, corrupção
Quem deve zelar pela gente
Rouba, espanca e mata...
...Trabalhadores inocentes
Justiça Morosa
Juízes corruptos
As pessoas desesperadas
Acreditarão na defesa a mão armada?
População marginal
A beira do caos
Vivendo no limiar da loucura
Enquanto os ricos vivem da usura
A sociedade enfurecida
Olha para uma mãe desiludida
Sem perspectiva de vida...
... É apenas mais uma sofrida
Viver com dignidade
Até parece utopia
O que essas pessoas fazem
E tentar sobreviver a cada dia.
Rio de Janeiro, cidade fantasia
Rio de Janeiro, cidade sitiada
Rio de Janeiro, cidade da agonia
Crime, corrupção
Quem deve zelar pela gente
Rouba, espanca e mata...
...Trabalhadores inocentes
Justiça Morosa
Juízes corruptos
As pessoas desesperadas
Acreditarão na defesa a mão armada?
População marginal
A beira do caos
Vivendo no limiar da loucura
Enquanto os ricos vivem da usura
A sociedade enfurecida
Olha para uma mãe desiludida
Sem perspectiva de vida...
... É apenas mais uma sofrida
Viver com dignidade
Até parece utopia
O que essas pessoas fazem
E tentar sobreviver a cada dia.
Dualidade

Em todo bem a um mau, em todo mau a um bem...Equilibrio de forças.
Bem , Mau
Branco , Preto
Claro , Escuro
Noite , Dia
Católico , Protestante
Árabe , Judeu
Chuva , Sol
Vasco , Flamengo
Portela , Mangueira
Homem , Mulher
Criança , Adulto
Inteligência , Ignorância
Democracia , Ditadura
Impunidade , Justiça
Zona Norte , Zona Sul
Rio de Janeiro , São Paulo
Namoro , Amizade
Por onde andamos, que caminhos pretendemos seguir, será que vamos permanecer errando?
A vida é feita de dualidades que se complementam, em alguns casos também se repelem, mas com naturalidade sem uma força externa que só vem a perturbar o equilíbrio, tão tênue, conseguido.
É revoltante todo dia ao acordar receber uma enxurrada de notícias de tragédias, criadas e causadas pelo ser humano...
É revoltante ver a miséria...
É revoltante ver a guerra
É revoltante ver a corrupção
É revoltante ver a fome
E o que fazemos? Nada, respondo eu. Continuamos a errar, continuamos a manter pessoas sem preparo governando, ou muito bem preparadas, até demais...
Cada povo tem o governo que merece... Penso que estamos necessitando do outro lado da dualidade!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Singela Pessoa
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