Vida nômade por distantes caminhos do mundo,
à busca de sobrevivência digna do povo cigano,
em suas vestes coloridas, carregando cântaros
de vinho e água.
Cai a noite. . .
A fogueira e o céu por testemunha, mais um dia
de dedicação a levar o sustento da família.
Ouve-se no acampamento, o barulho surdo ou estalado, que se confunde na harmonia com instrumentos diversos:
Na percussão as castanholas, os címbalos e os pandeiros sempre assessorados pelas palmas e as batidas dos pés,
porém, ouvem-se violinos, guitarras e violões,
enquanto jovens e idosos interagem com a voz.
O corpo, em movimentos rítmicos do flamenco,
da rumba e da seguidilla manchega, muito viva;
bolera, moderada; gitana, lenta e sentimental.
Já se arriscam a mesclar os sons de nossa terra,
num cenário de encanto e momentos mágicos,
cultivados no costume livre de compromissos,
senão com a tradição que cultuam em liberdade
quanto às vidas nômades repletas de emoção
e beleza do flamenco. . . O camponês errante.
Esses nômades acossados ao longo de a existência
sobreviveram ao Tribunal do Santo Ofício;
inquisição espanhola, e ao nazismo de Hitler.
Ledo engano pensar tudo são flores aos ciganos,
que no recesso do acampamento, sofrem entre si,
e extravasam a dificuldade do viver.
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Me lembrou uma fase muito feliz de minha vida.
ResponderExcluirAmei.
Eita povo alegre. Perseguidos em toda a sua história. Ricos em cultura. Povo que deve ser respeitado. Povo que não cria raízes na terra, porque é dono da terra. Povo que domina a sedução.
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