segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Rio dos orixás

Vai do amor à Cidade;
São Sebastião, onde nasci e vivi.

Mattos, pois sou filho das matas.
Sou filho do mar;
das ondas do mar;
de suas espumas nasci, cresci e vivi.

Sou filho do Rio.
Nascido de vertentes;
águas cristalinas se vão a caminhar
e a alimentar, dando vida à vida
ou lavando a morte.

Já cansado, esgotado do caminhar;
entre a sinuosidade de seus contornos,
volta ao mar e se espraia no remanso
das ondas que se projetam em espumas
banhando-nos em chuvas de prata.

Rio onde cresci e vi as Iabás faceiras:
Nas águas do mar, Iemanjá, bela sereia,
ô do fê, Iabá; vaidosa mãe, ó mãe, oriá;
No topo dessa majestosa cachoeira a despencar,
saúdo-a ora iê, Oxum, salta ao rio, vem-se banhar.

Rio de Janeiro, seu dono é Oxossi,
Orixá de caça, irmão de Ogum.
Axé, saravá! Salve!
Salvem, todos:
Santos, orixás ou entidades do mundo;
terra onde se espraia o mar;
pedras, matas, rios e cachoeiras.

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