“Padre”, bonito feito que praticaste
ao saber que uma mãe, mesmo aflita,
cujo o filho em seus braços definhava
em seus frágeis e esqueléticos braços,
tirava-lhe todo o dinheiro da caixa.
Ilícito! Bradaste por demais indignado,
ao perceberes a perigosa concorrência
na “boca rica” daquele velho “ponto”
qual um mendigo vulgar e preguiçoso
em disputa nos degraus exteriores.
Talvez, a coitada,
tenha pensado, ou pecado,
serem as esmolas
que lá foram depositadas
pelas mãos de fiéis caridosos e de boa-fé
para os meninos pobres e desventurados
que choram um pedaço de pão.
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