segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Eqüidade social

Iminente colisão!
minha alma chora massacrada
pela fadiga e pelo desgosto,
sem forças, sem motivação a retroagir
por caminho por onde caminhei outrora.

Errei tentando acertar;
não me condene;
lutei com as armas
que a vida me ofertou
norteado pela minha verdade.

Caminho percorrido,
experiência vivida: eis a inequação
que o viver se nos impõe
oferecendo-nos a arma do livre arbítrio
para buscar o bom caminho no labirinto
de ilusões, prazeres e sofrimentos.

A incógnita só é conhecida de políticos,
falsos profetas, hipócritas e demagogos
a ludibriar os crédulos e os necessitados.

O direito natural de viver é-nos negado,
sequer a alimentação e o abrigo seguro;
tampouco o trabalho nos é permitido,
reservado ao nepotismo e apadrinhados.

Analfabeto aprende a desenhar o nome,
enquanto a criançada. . . ruma à escola
não para aprender; mas a matar a fome,
participando da engorda vil e mentirosa
de índices com que o governo nos enrola.

Famintos que subtraem pão do mercado,
sofrem truculenta segurança e são fichados.
Ei-los, do julgamento austero
à condenação exemplar.

Enquanto ilibados, cultos, afortunados,
ladrões, contrabandistas e fraudadores;
enganadores; escravistas, escravagistas;
escravocratas, todos, são escravizadores.

Traficantes de influência, drogas ou armas,
os fabricantes e responsáveis pela multidão
crescente de os deserdados;
comovem os mais eminentes magistrados
que sofrem, sabendo pais e filhos, unidos,
coitados! na mesma cela trancafiados.

Um comentário:

  1. Concordo com a maneira como vc encara o mundo em que vivemos , átravés do grito do poema.

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