Naveguei, vindo de além mar,
de terra distante e encantada.
Encontrei-a pátria dos amores,
éden colossal do meu cismar.
Idílio real de um nauta que vagueia
ao sabor das vagas espumantes
dos mares longínquos por onde navega.
Quanta falta senti do meu torrão
por não achar céu mais azul que o meu
nem matas de cor tão real
me leva a pensar: esperança . . .
Ao galgar o cimo deste colosso,
ajoelho-me ao Cristo Redentor,
venho saudar-vos, Rio de Janeiro,
pois carioca também o sou.
Parabéns, augusta Rio de Janeiro
capital da cultura e do amor;
parabéns, ó bonita cidade
pelos anos que tu encerras.
Dos tesouros que o Brasil possui,
és tu minha Rio de Janeiro,
a mais bela dentre as jóias
trabalhadas pelo Criador.
Se teu ourives não fosse o Criador,
diria, um só motivo o fez criar-te:
a mulher por quem se apaixonou.
Pois, só amando de verdade,
um homem bem pode imaginar
pensando na mulher amada,
tão bela e marcante poesia.
Entre vales e d’outras cercanias,
uma formosa silhueta se destaca . . .
Contornos de recantos e encantos
sob este céu anil, a Guanabara
baía de todos os cantos.
Abençoas todo aquele,
seja teu filho ou não.
Parece que estás sempre vertendo
dos teus olhos femininos
- Um dia límpida água -
de certo voltarás.
Lágrimas de alegria, ventura
de poder em teu colo jovial,
embalar mais um batelo
que ao sabor do teu desejo,
singra terno e embevecido
sob a magia do marulhar.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Busca à natureza
Na incerteza dos primeiros passos,
a criança balbucia singela vibração,
qual mensageiro, o anjo de paz.
Olhai . . .
Olhai e podeis com orgulho ver
a beleza deste céu;
a grandeza deste sol.
Atentai bem agora!
Montanhas em oração eterna
se erguem a Deus em prece:
Grande arquiteto;
escultor ou pintor?. . .
poeta? mago? Ph.D.?
avatar ou doutor?
Senhor :
Mestre de todas as artes e das ciências,
agradecemos pela vasta policromia
que abriga os seres vivos; também
fadas; duendes, pigmeus ou gnomos.
Dizei:
da magia dos bosques e das matas;
feitiços ou feiticeiros num só encanto.
Do verde da folhagem sempre viçosa
ou do vermelho desabrochar da rosa?
Olhai!
às ramagens um amarelo; pensareis
seja uma linda flor, porém sabei
que é uma borboleta que voa.
Ouvi a melodia doce do marulhar!
No encontro ao rochedo se precipitam
num vaivém, as águas verde do mar.
À procura de uma pousada,
bem lá nas grimpas dos arvoredos,
temos, então, os passarinhos
que se põem a gorjear.
Pra dar lugar a outras estrelas
o sol lá no poente já se deitou.
Seis horas da tarde,
se faz o Angelus . . . é hora:
Ave Maria!
E, nós reunidos em prece,
agradeçamos ao Senhor
que pintou e arquitetou
a Natureza no Universo.
a criança balbucia singela vibração,
qual mensageiro, o anjo de paz.
Olhai . . .
Olhai e podeis com orgulho ver
a beleza deste céu;
a grandeza deste sol.
Atentai bem agora!
Montanhas em oração eterna
se erguem a Deus em prece:
Grande arquiteto;
escultor ou pintor?. . .
poeta? mago? Ph.D.?
avatar ou doutor?
Senhor :
Mestre de todas as artes e das ciências,
agradecemos pela vasta policromia
que abriga os seres vivos; também
fadas; duendes, pigmeus ou gnomos.
Dizei:
da magia dos bosques e das matas;
feitiços ou feiticeiros num só encanto.
Do verde da folhagem sempre viçosa
ou do vermelho desabrochar da rosa?
Olhai!
às ramagens um amarelo; pensareis
seja uma linda flor, porém sabei
que é uma borboleta que voa.
Ouvi a melodia doce do marulhar!
No encontro ao rochedo se precipitam
num vaivém, as águas verde do mar.
À procura de uma pousada,
bem lá nas grimpas dos arvoredos,
temos, então, os passarinhos
que se põem a gorjear.
Pra dar lugar a outras estrelas
o sol lá no poente já se deitou.
Seis horas da tarde,
se faz o Angelus . . . é hora:
Ave Maria!
E, nós reunidos em prece,
agradeçamos ao Senhor
que pintou e arquitetou
a Natureza no Universo.
A Busca
Quantas e quantas vezes!
por ti levado à mão, guiado . . .
Vim, caminhei,
muitos e longos caminhos;
caminhos distantes,
em cujos os passos tentava
encontrar os teus nos meus.
Foste ... E eu ?
mais uma criatura, certeza sou,
senão presente o enigma:
de onde vim, não o sei,
sequer para onde vou . . .
Se em muitas das caminhadas,
tomaste-me já, tão enfraquecido,
em teus alquebrados ombros,
livrando-me do sinuoso agreste
das pedras soltas do caminho
que lá estavam no meu torrão.
Livraste-me das chagas físicas;
porém outras chagas restaram,
piores, senão: saudade tão distante,
quanto sentida, levada ao etéreo
distante e imaginário
Formas que materializo.
Dimensão etérea,
se espoca refletida na forma volátil
que já não se forma;
embora presente,
senão à surrealidade apresenta,
no que se reflete da forma
dos encadeamentos de desejos lógicos,
à ativação sistemática do inconsciente
que avança pela alameda dos sonhos,
quiçá transcende o limite irracional.
Fantasia levada ao plano irracional,
vaga plena, na inconsciência mórbida,
perdendo-se nas brumas do sonho. . .
Eis-me na volatilidade do caminho,
onde o ilógico vagueia em dispersão,
sem tamanho ou extensão; sem direção.
por ti levado à mão, guiado . . .
Vim, caminhei,
muitos e longos caminhos;
caminhos distantes,
em cujos os passos tentava
encontrar os teus nos meus.
Foste ... E eu ?
mais uma criatura, certeza sou,
senão presente o enigma:
de onde vim, não o sei,
sequer para onde vou . . .
Se em muitas das caminhadas,
tomaste-me já, tão enfraquecido,
em teus alquebrados ombros,
livrando-me do sinuoso agreste
das pedras soltas do caminho
que lá estavam no meu torrão.
Livraste-me das chagas físicas;
porém outras chagas restaram,
piores, senão: saudade tão distante,
quanto sentida, levada ao etéreo
distante e imaginário
Formas que materializo.
Dimensão etérea,
se espoca refletida na forma volátil
que já não se forma;
embora presente,
senão à surrealidade apresenta,
no que se reflete da forma
dos encadeamentos de desejos lógicos,
à ativação sistemática do inconsciente
que avança pela alameda dos sonhos,
quiçá transcende o limite irracional.
Fantasia levada ao plano irracional,
vaga plena, na inconsciência mórbida,
perdendo-se nas brumas do sonho. . .
Eis-me na volatilidade do caminho,
onde o ilógico vagueia em dispersão,
sem tamanho ou extensão; sem direção.
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