Na incerteza dos primeiros passos,
a criança balbucia singela vibração,
qual mensageiro, o anjo de paz.
Olhai . . .
Olhai e podeis com orgulho ver
a beleza deste céu;
a grandeza deste sol.
Atentai bem agora!
Montanhas em oração eterna
se erguem a Deus em prece:
Grande arquiteto;
escultor ou pintor?. . .
poeta? mago? Ph.D.?
avatar ou doutor?
Senhor :
Mestre de todas as artes e das ciências,
agradecemos pela vasta policromia
que abriga os seres vivos; também
fadas; duendes, pigmeus ou gnomos.
Dizei:
da magia dos bosques e das matas;
feitiços ou feiticeiros num só encanto.
Do verde da folhagem sempre viçosa
ou do vermelho desabrochar da rosa?
Olhai!
às ramagens um amarelo; pensareis
seja uma linda flor, porém sabei
que é uma borboleta que voa.
Ouvi a melodia doce do marulhar!
No encontro ao rochedo se precipitam
num vaivém, as águas verde do mar.
À procura de uma pousada,
bem lá nas grimpas dos arvoredos,
temos, então, os passarinhos
que se põem a gorjear.
Pra dar lugar a outras estrelas
o sol lá no poente já se deitou.
Seis horas da tarde,
se faz o Angelus . . . é hora:
Ave Maria!
E, nós reunidos em prece,
agradeçamos ao Senhor
que pintou e arquitetou
a Natureza no Universo.
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