quarta-feira, 2 de junho de 2010

Busca à natureza

Na incerteza dos primeiros passos,
a criança balbucia singela vibração,
qual mensageiro, o anjo de paz.

Olhai . . .

Olhai e podeis com orgulho ver
a beleza deste céu;
a grandeza deste sol.

Atentai bem agora!

Montanhas em oração eterna
se erguem a Deus em prece:

Grande arquiteto;
escultor ou pintor?. . .
poeta? mago? Ph.D.?
avatar ou doutor?

Senhor :

Mestre de todas as artes e das ciências,
agradecemos pela vasta policromia
que abriga os seres vivos; também
fadas; duendes, pigmeus ou gnomos.

Dizei:
da magia dos bosques e das matas;
feitiços ou feiticeiros num só encanto.
Do verde da folhagem sempre viçosa
ou do vermelho desabrochar da rosa?

Olhai!
às ramagens um amarelo; pensareis
seja uma linda flor, porém sabei
que é uma borboleta que voa.

Ouvi a melodia doce do marulhar!

No encontro ao rochedo se precipitam
num vaivém, as águas verde do mar.

À procura de uma pousada,
bem lá nas grimpas dos arvoredos,
temos, então, os passarinhos
que se põem a gorjear.

Pra dar lugar a outras estrelas
o sol lá no poente já se deitou.

Seis horas da tarde,
se faz o Angelus . . . é hora:
Ave Maria!

E, nós reunidos em prece,
agradeçamos ao Senhor
que pintou e arquitetou
a Natureza no Universo.

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