quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A marcha do guerreiro


Glória! Sou guerreiro,
todavia combatente desarmado...
Sem carro e sem honrarias;
sem o reconhecimento público e do valor militar.

Sou o exército de um homem só,
cavaleiro das Cruzadas,
sem esquadrões, sem montaria;
sou os anônimos guerreiros,
viajantes na madrugada da vida
que veio na solidão do recesso,
à noite repousar, mas continuo a viajar.

Jamais sou ou serei vencido. . . Ou vencedor.

Marchei em terras dantes viajadas;
no distante Mar-de-Bronze busquei águas;
quando as chamas arderam vibrei no calor,
arrebatado pelo vento, voltei a caminhar.

Já me sinto fortalecido, com saúde e vigor,
investido noutra personagem. . . Renasci
atleta olímpico superando os obstáculos,
outrora praticamente intransponíveis.

Sou um vencedor, pois de certo eu venci!
É a vitória sobre os instintos e as emoções;
em trabalho árduo, tirei pedra sobre pedra;
busquei e cultivei ciências, a Ética e a Moral;
Lógica, Artes e Filosofia;
elevei o intelectual e o espiritual do personagem.
Uno... Sou dez.

Um comentário:

  1. "Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras; diga o fraco: Eu sou forte." (Joel 3.10).
    Um beijo.

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