Deixem que eu chore....
Não recolham minhas lágrimas
e nem me enxuguem o rosto.
Deixem minhas lágrimas.
Que importa se de alegria ou de dor?
Mas deixem que me inundem a alma!
Deixem que eu me molhe;
Até mesmo o espírito em vigília,
que faz a realidade de uma vã fantasia.
Somente assim meu coração se acalma,
mantendo o ego frio de tão encharcado;
sonhos afogados em pranto de desgosto!
O mundo só é cruel, amargo e triste,
se não puder mudar o que existe.
Não condenem as chuvas do meu rosto;
nem os soluços que me acompanham,
qual o arfar das ondas que se escachoa
entre o soluçar forte dos ventos frios
que campeia no fragor da tempestade,
fazendo vergar e gemer o bambuzal.
Deixem-me chorar enquanto eu puder
a lamentação de saudade mais sentida;
e com lágrimas compor a mensagem
que não pude enviar em minha solidão
e que o vento a leve a qualquer ouvido.
Deixem-me que chore;
Não diga nada;
Deixem o pranto me sufocar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Tudo tão lindo e profundo Marcelo. Você é um poeta meu amigo querido. Quando leio o que voce escreve sinto voce um pouco perto de mim sabia? Sinto voce perto do meu coração que é cheio de carinhos e sentimentos permitidos por Deus e que me levam a amar... amar... amar... a tudo e a todos que precisam e/ou que mereçam. Bjs no seu coração enorme!!
ResponderExcluirMarcelo, tem horas que o choro é inevitável e necessário.Lembrei do dia em que minha mãe se foi. Beijo grande.
ResponderExcluirLágrimas... Essência do sentimentalismo. Salgada. Imensa como o mar. beijos
ResponderExcluir