quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lágrimas de solidão

Deixem que eu chore....
Não recolham minhas lágrimas
e nem me enxuguem o rosto.

Deixem minhas lágrimas.
Que importa se de alegria ou de dor?
Mas deixem que me inundem a alma!
Deixem que eu me molhe;
Até mesmo o espírito em vigília,
que faz a realidade de uma vã fantasia.

Somente assim meu coração se acalma,
mantendo o ego frio de tão encharcado;
sonhos afogados em pranto de desgosto!

O mundo só é cruel, amargo e triste,
se não puder mudar o que existe.

Não condenem as chuvas do meu rosto;
nem os soluços que me acompanham,
qual o arfar das ondas que se escachoa
entre o soluçar forte dos ventos frios
que campeia no fragor da tempestade,
fazendo vergar e gemer o bambuzal.

Deixem-me chorar enquanto eu puder
a lamentação de saudade mais sentida;
e com lágrimas compor a mensagem
que não pude enviar em minha solidão
e que o vento a leve a qualquer ouvido.

Deixem-me que chore;
Não diga nada;
Deixem o pranto me sufocar.

3 comentários:

  1. Tudo tão lindo e profundo Marcelo. Você é um poeta meu amigo querido. Quando leio o que voce escreve sinto voce um pouco perto de mim sabia? Sinto voce perto do meu coração que é cheio de carinhos e sentimentos permitidos por Deus e que me levam a amar... amar... amar... a tudo e a todos que precisam e/ou que mereçam. Bjs no seu coração enorme!!

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  2. Marcelo, tem horas que o choro é inevitável e necessário.Lembrei do dia em que minha mãe se foi. Beijo grande.

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  3. Lágrimas... Essência do sentimentalismo. Salgada. Imensa como o mar. beijos

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