Ser ou não Ser, o que há de Ser e o que não é pra Ser,
levado às brumas de passados metafísicos do pensamento,
à irreverência sutil da semântica a serviço da retórica,
mesmo ilógico, em suas ações falsas ou incoerentes.
Desvairados perseguidores do certo ou errado gramatical, senhores doutos, guardiões das regras da correta grafia, atrelados ao espaço de base ortogonal.
Ortografia e regras ortográficas em bases etimológicas,
vã tentativa de preservar o fundamento de suas origens,
em passado distante dessas línguas onde foram semeadas.
Pensamento, código cifrado e transformado em palavras
ao uso dos hipócritas e demagogos, em polêmicas estéreis
a benefício próprio de seus pares; ou fanáticos e sectários
na produção, transmissão e recepção de sons da fala.
Lógica, pensamento, gramática e retórica;
atitude, certo ou errado, metafórico ou metafísico;
regras, grafia, sinais de pontuação;
produto misto, resultante da fusão orgânica de processos
da ortografia etimológica e da ortografia fonética.
Bendito som angelical da criança que balbucia o mantra!
Mãe, o despertar do mais sublime dos sentidos: Amor!
Amor, vertente pura à imagem divina de um Deus incriado,
resplendor da Palavra, gravada ao crepúsculo do alvorecer;
legado de alterações fonéticas, morfológicas ou sintáticas,
em forma de expressão ausente à norma, em sua elocução.
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