Veio a noite, chegou a madrugada,
sombras que assombram também chegaram,
de onde, não o sei;
nem porque vieram;
não sei se ficaram...
Talvez sejam fantasmas os pensamentos
da irrealidade que busco
no que espera em seus versos,
ainda presentes em tempos de outrora,
fazem-se nas linhas os traçadas de agora.
Tremo, em seu tremor de tanta espera.
Ruge a fera que se nos devora os sentidos,
na caverna oculta de sombras
que passaram, segredos, sussurros e vozes
quase emudecidas, em cujo o verbo da carne
se abre em feridas, deixando cicatrizes,
cujas as marcas evidentes,
jamais permitem negar
o que se vai n'alma.
Num misto de medo,
sofreguidão, quem o sabe?
ou até mesmo paixão,
luto e vejo-me vencido
pela fera ferida
na convergência do ocaso.
Não posso negar
que o seu tremor me faz tremer,
a sua espera me leva a esperar
e sempre a viajar,
pois estou no horizonte do pensamento,
nas brumas do recôndito da caverna
disposto ao julgamento,
mas não, não posso negar
a flama que se inflama
quando deito os meus olhos nos olhos seus.
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Lindo seu poema...
ResponderExcluirse permitir publicar no meu blog, eu fico muito agradecido, se me der sua permissão me diz seu nome completo para eu dar o mérito a você que merece e muito... sensacional... me avisa lá no blog se me der sua permissão...
abraço
Meier
http://romantismoapaixonado.blogspot.com/