segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Despertar

Venham peregrinos guerreiros!

Ouvir ao frescor do silêncio. . .
Somente a brisa sopra
entre o vale e a montanha,
indo repousar no marulhar
e perene murmúrio das ondas
que se chocam e se precipitam
num vaivém constante
de espumas em agito,
a desfazer mistérios e encantos. . .
Quiçá, somente desencantos.

Fulgor de Milagres,
vãs filosofias em efervescência
que se perdem pelo espaço,
por entre os cintilantes grãos
da fina areia a testemunhar.

Vigor do insólito:
De dia à luz do Sol;
de noite à luz das estrelas;
quiçá das tochas e do luar,
ante a ubiqüidade vigilante
do Poder Onipresente,
sem entregar-se ao sono,
ou deixar-se, senão,
ao gozo de regalo do cotidiano.

Venham peregrinos guerreiros!

Despertar do sentido
que se nos aflora ao anteceder,
a tragédia já consumada
e derrama o bálsamo ungido
de amor e perdão.

Venham ao lirismo do sabiá
em meio a outras espécies de seres;
contemplem cada momento de per si,
na alquimia do processo.

Recolham e cultivem a pedra de toque
na transmutação da vida,
ao amassar a amálgama,
na união de corações
voltados aos ideais da Paz Interior.

Venham bravos guerreiros,
ao despertar dos sentidos;
pois vos saúdo por três vezes três
ao arrojar-se à muralha,
na expansão dos limites da liberdade

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