Viajantes que somos: eternos passageiros
em viagem efêmera e circunscrita
na esfera que se nos delimita no tempo,
no espaço e na dimensão,
globalizando-nos a vida em seus meridianos;
restringindo-nos a trópicos, círculos ou pólos
de zonas secas, tórridas ou glaciais.
Marionetes presas aos eixos em pontos fixos
de ordenadas e abscissas cartesianas:
Percepção infinita em movimentos delimitados,
nos caminhos de retas paralelas que se afastam,
deixadas num sistema impossível e sem solução.
No mesmo plano chegam à indeterminação,
perdidas nos caminhos que se divergem na vida,
em buscas de experiências desnecessárias;
até mesmo absurdas, tomando caminhos adversos
dos caminhos coincidentes e de infinitas soluções.
Há quem preso ao sistema de caminhos incógnitos
não esmorece e vibra na busca de uma resolução,
chegando a variáveis de um sistema determinado
que lhe oferece nada além de uma única solução.
Entre mais e menos vibram senóides e co-senóides em funções alternadas; derivam-se às coordenadas.
Entre retas, semi-retas ou segmento de retas; mediana, mediatriz e medida angular em viagem
de ponto a ponto, alternam-se e complementam-se; suplementam-se, correspondem-se e se opõem.
Caminhos em ligações adjacentes ou consecutivas; coplanares ou colineares ligam-se às sinuosidades levadas ao côncavo e ao convexo em projeções planas ou poligonais, viajam também pelo espaço,
à discussão dos enunciados, axiomas e teoremas.
Marionetes do vaivém em raios e diâmetros,
derrapam nas curvas e trajetos inesperados
que se arrojam ao limite angular;
perdem-se nos planos que se rebatem
em quadrantes de similaridades incongruentes,
lançando-se prisioneiros de outras dimensões.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

A vida é uma viagem. Sem dúvida. Saudades de voce. beijo
ResponderExcluir