Poema a ti (Marcelo MM)
O céu, o mar, enfim, a moldura da vida.
Tudo é belo, tudo é triste.
Começa e acaba.
Uns têm tudo do pouco que há.
Outros, tudo do que há do nada.
Veja, a pouco aquela agitação.
Agora só nós dois, tu e eu . . .
Eu . . . e tu.
Ninguém nessa amplitude,
sim, ninguém mais triste.
Só o vento sopra por entre as árvores:
É o murmúrio do que não vês
no meu olhar nervoso, que diz tudo
sem dizer nada.
Silêncio. . .
Eu te amo.
Amo a simplicidade dos teus gestos
e o sorrir dos teus lábios
a oferecer-me a vida e o desejo.
Como? Por que? Não o sei.
Sei que te amei desde. . . bem, não o sei,
não importa e nem entenderás.
Guardei-te em sonho
a imagem que vi, que conheci.
Ouve: no ssssilêncio ssssopra o vvvento
e o vento continua a ssssssssssssssoprar.
Só nós dois, um ao pé do outro.
Ninguém mais há de estar
quando o vento soprar.
Porque nos bastamos ao nosso mundo oculto,
mas que existe;
certamente existe. . .
Só tu não o percebes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário