Meu samba não é de terreiro
Nem de fundo de quintal
É samba de quadra
Que embala os meus sonhos
E encanta o meu carnaval
Meu samba tem origem nos bambas
Da minha Portela,
Escola guerreira,
Da Águia altaneira
De Osvaldo Cruz e Madureira
Sou um filho da Azul e Branco
Vivo no seu encanto de eterna campeã
Senhora desde os tempos de outrora
É cercada de glória,
Berço da história do ontem e do amanhã.
Tem o seu passado cheio de vitórias,
Que enobrecem a sua história.
Quero cantar os seus encantos,
Sou sempre levado ao pranto
Quando vejo o seu manto
Nas rufadas do vento a bailar.
Portela de Paulo, Candeia e Rufino;
Monarco, Surica e seu Natalino;
De Paulinho da Viola, Clara Guerreira;
E da velha jaqueira
Portela tu és imorta!
É a rainha eterna de nosso carnaval.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Canto no Meu Canto
Canto no meu canto o seu encanto
Canto neste samba a minha vida
Canto e desencanto...
Pois já estou de partida...
Queria ter o tempo necessário
Para não ser só um operário
Nesta estrada tão comprida
Queria ter comigo os meus amigos
Pediria a Deus mais um tempo
Por favor, não me deixem ao relento;
Sou somente um apaixonado
Não quero nenhum tipo de lamento
Ando a procurar sem te encontrar
Varo as noites, vou de bar em bar,
Uma cerveja, um jogo de bilhar;
A lua já vai alta, chega à madrugada.
Olho a tua procura,
E não vejo nada!
Sinto a saudade em meu peito...
Canto neste samba a minha vida
Canto e desencanto...
Pois já estou de partida...
Queria ter o tempo necessário
Para não ser só um operário
Nesta estrada tão comprida
Queria ter comigo os meus amigos
Pediria a Deus mais um tempo
Por favor, não me deixem ao relento;
Sou somente um apaixonado
Não quero nenhum tipo de lamento
Ando a procurar sem te encontrar
Varo as noites, vou de bar em bar,
Uma cerveja, um jogo de bilhar;
A lua já vai alta, chega à madrugada.
Olho a tua procura,
E não vejo nada!
Sinto a saudade em meu peito...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O Renascer
Ouvir o silêncio...
Rompido apenas pelas etéreas legiões;
avançam ou, se retraem, então, vencidas,
aos dorsos nus, de seus cavalos ignípedes
a iluminar do exterior aos umbrais,
ferindo o solo em rápido cintilar de luz
em breves faiscâncias e sons a trovejar.
Ouvir o silêncio. . .
Rompido apenas pelo soluçar em vão
de etéreas legiões.
Vieram também, buscar. . .
Eis que já se foram.
Em seus passos perdidos,
a caverna deixaram
à chama do dragão ignívomo
que alimentado regurgita;
porém, ávido pelas sobras do repasto,
já retorna ao banquete
aos ímpios a horas mortas;
Ouvir o silêncio. . .
Rompido apenas pelo soluçar em vão
de etéreas legiões.
Vieram também, buscar. . .
Nas masmorras acorrentam-se o Eu
que transborda ansiedade e cobiça;
desejo, paixões; espera do renascer.
Retalhos de vida:
Esperanças e vontades,
calcados em lousas tumulares!
Mosaicos por onde passam
em meio às trevas e surgem
peregrinos que repassam.
Fria e escura caverna,
onde agora jaz o Eu renascido
na certeza que sou.
À última viagem me apresento,
trôpego, bato à Porta da Renúncia;
arrasto-me a transpor os umbrais,
em viagem de ida, das trevas à Luz:
Fiat lux!
A luz foi feita. . .
Rasgou-se o véu.
Surge o Portal!
Eis a Sabedoria.
Rompido apenas pelas etéreas legiões;
avançam ou, se retraem, então, vencidas,
aos dorsos nus, de seus cavalos ignípedes
a iluminar do exterior aos umbrais,
ferindo o solo em rápido cintilar de luz
em breves faiscâncias e sons a trovejar.
Ouvir o silêncio. . .
Rompido apenas pelo soluçar em vão
de etéreas legiões.
Vieram também, buscar. . .
Eis que já se foram.
Em seus passos perdidos,
a caverna deixaram
à chama do dragão ignívomo
que alimentado regurgita;
porém, ávido pelas sobras do repasto,
já retorna ao banquete
aos ímpios a horas mortas;
Ouvir o silêncio. . .
Rompido apenas pelo soluçar em vão
de etéreas legiões.
Vieram também, buscar. . .
Nas masmorras acorrentam-se o Eu
que transborda ansiedade e cobiça;
desejo, paixões; espera do renascer.
Retalhos de vida:
Esperanças e vontades,
calcados em lousas tumulares!
Mosaicos por onde passam
em meio às trevas e surgem
peregrinos que repassam.
Fria e escura caverna,
onde agora jaz o Eu renascido
na certeza que sou.
À última viagem me apresento,
trôpego, bato à Porta da Renúncia;
arrasto-me a transpor os umbrais,
em viagem de ida, das trevas à Luz:
Fiat lux!
A luz foi feita. . .
Rasgou-se o véu.
Surge o Portal!
Eis a Sabedoria.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mãe
Busco e rebusco
Nesta transloucada vida
Maio, Mãe e Maria!
Busco em meus sentimentos algo profundo
A beleza de um mundo
No amor de uma mãe
Encontro no desencontro do dia
Ave Maria...
Sou o filho grato, no meio da ingratidão,
Sou o filho da glória de um amor de mãe!
Sou o filho do mundo!
Sou o filho da minha mãe!
A altivez de seu semblante,
Seu sorriso radiante,
A sua lição de vida
Ensinamentos constantes
De minha mãe
Transcrevo para estas linhas os meus desejos de Feliz dia Mães!
Ave Maria, Ave Marli... Ave Mãe
Nesta transloucada vida
Maio, Mãe e Maria!
Busco em meus sentimentos algo profundo
A beleza de um mundo
No amor de uma mãe
Encontro no desencontro do dia
Ave Maria...
Sou o filho grato, no meio da ingratidão,
Sou o filho da glória de um amor de mãe!
Sou o filho do mundo!
Sou o filho da minha mãe!
A altivez de seu semblante,
Seu sorriso radiante,
A sua lição de vida
Ensinamentos constantes
De minha mãe
Transcrevo para estas linhas os meus desejos de Feliz dia Mães!
Ave Maria, Ave Marli... Ave Mãe
terça-feira, 26 de abril de 2011
Sofrer por amor
É doce viver na ilusão e renegar a paixão por seu grande amor,
É fácil enganar o seu coração, e pensar que é feliz,
Sentir você não quis arriscar com o seu amor,
Prefere se esconder e sofrer de dor;
Fico triste e desiludido por um amor perdido
Sem ao menos uma explicação,
Não consigo me enganar e a você culpar
Por não ter coragem de ser feliz
O destino não quis,
Você facilitou e de mim se afastou,
Ao se trancar em seu mundo, me deixou moribundo,
Morto de paixão, em total desilusão.
Para não sofrer
E de ti esquecer
Vou cantar lá na Portela
Pois a vida ainda é bela e eu ei de me levantar
Sigo pela estrada da vida
Na marcha do meu tempo
Em busca do renascimento
A procura de outro amor;
De ti não esquecerei,
Mas em ti não viverei,
Vou viver a minha vida,
Um tanto sofrida,
No acalanto da paixão.
É fácil enganar o seu coração, e pensar que é feliz,
Sentir você não quis arriscar com o seu amor,
Prefere se esconder e sofrer de dor;
Fico triste e desiludido por um amor perdido
Sem ao menos uma explicação,
Não consigo me enganar e a você culpar
Por não ter coragem de ser feliz
O destino não quis,
Você facilitou e de mim se afastou,
Ao se trancar em seu mundo, me deixou moribundo,
Morto de paixão, em total desilusão.
Para não sofrer
E de ti esquecer
Vou cantar lá na Portela
Pois a vida ainda é bela e eu ei de me levantar
Sigo pela estrada da vida
Na marcha do meu tempo
Em busca do renascimento
A procura de outro amor;
De ti não esquecerei,
Mas em ti não viverei,
Vou viver a minha vida,
Um tanto sofrida,
No acalanto da paixão.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Tributo à Cidade onde nasci
Naveguei, vindo de além mar,
de terra distante e encantada.
Encontrei-a pátria dos amores,
éden colossal do meu cismar.
Idílio real de um nauta que vagueia
ao sabor das vagas espumantes
dos mares longínquos por onde navega.
Quanta falta senti do meu torrão
por não achar céu mais azul que o meu
nem matas de cor tão real
me leva a pensar: esperança . . .
Ao galgar o cimo deste colosso,
ajoelho-me ao Cristo Redentor,
venho saudar-vos, Rio de Janeiro,
pois carioca também o sou.
Parabéns, augusta Rio de Janeiro
capital da cultura e do amor;
parabéns, ó bonita cidade
pelos anos que tu encerras.
Dos tesouros que o Brasil possui,
és tu minha Rio de Janeiro,
a mais bela dentre as jóias
trabalhadas pelo Criador.
Se teu ourives não fosse o Criador,
diria, um só motivo o fez criar-te:
a mulher por quem se apaixonou.
Pois, só amando de verdade,
um homem bem pode imaginar
pensando na mulher amada,
tão bela e marcante poesia.
Entre vales e d’outras cercanias,
uma formosa silhueta se destaca . . .
Contornos de recantos e encantos
sob este céu anil, a Guanabara
baía de todos os cantos.
Abençoas todo aquele,
seja teu filho ou não.
Parece que estás sempre vertendo
dos teus olhos femininos
- Um dia límpida água -
de certo voltarás.
Lágrimas de alegria, ventura
de poder em teu colo jovial,
embalar mais um batelo
que ao sabor do teu desejo,
singra terno e embevecido
sob a magia do marulhar.
de terra distante e encantada.
Encontrei-a pátria dos amores,
éden colossal do meu cismar.
Idílio real de um nauta que vagueia
ao sabor das vagas espumantes
dos mares longínquos por onde navega.
Quanta falta senti do meu torrão
por não achar céu mais azul que o meu
nem matas de cor tão real
me leva a pensar: esperança . . .
Ao galgar o cimo deste colosso,
ajoelho-me ao Cristo Redentor,
venho saudar-vos, Rio de Janeiro,
pois carioca também o sou.
Parabéns, augusta Rio de Janeiro
capital da cultura e do amor;
parabéns, ó bonita cidade
pelos anos que tu encerras.
Dos tesouros que o Brasil possui,
és tu minha Rio de Janeiro,
a mais bela dentre as jóias
trabalhadas pelo Criador.
Se teu ourives não fosse o Criador,
diria, um só motivo o fez criar-te:
a mulher por quem se apaixonou.
Pois, só amando de verdade,
um homem bem pode imaginar
pensando na mulher amada,
tão bela e marcante poesia.
Entre vales e d’outras cercanias,
uma formosa silhueta se destaca . . .
Contornos de recantos e encantos
sob este céu anil, a Guanabara
baía de todos os cantos.
Abençoas todo aquele,
seja teu filho ou não.
Parece que estás sempre vertendo
dos teus olhos femininos
- Um dia límpida água -
de certo voltarás.
Lágrimas de alegria, ventura
de poder em teu colo jovial,
embalar mais um batelo
que ao sabor do teu desejo,
singra terno e embevecido
sob a magia do marulhar.
Busca à natureza
Na incerteza dos primeiros passos,
a criança balbucia singela vibração,
qual mensageiro, o anjo de paz.
Olhai . . .
Olhai e podeis com orgulho ver
a beleza deste céu;
a grandeza deste sol.
Atentai bem agora!
Montanhas em oração eterna
se erguem a Deus em prece:
Grande arquiteto;
escultor ou pintor?. . .
poeta? mago? Ph.D.?
avatar ou doutor?
Senhor :
Mestre de todas as artes e das ciências,
agradecemos pela vasta policromia
que abriga os seres vivos; também
fadas; duendes, pigmeus ou gnomos.
Dizei:
da magia dos bosques e das matas;
feitiços ou feiticeiros num só encanto.
Do verde da folhagem sempre viçosa
ou do vermelho desabrochar da rosa?
Olhai!
às ramagens um amarelo; pensareis
seja uma linda flor, porém sabei
que é uma borboleta que voa.
Ouvi a melodia doce do marulhar!
No encontro ao rochedo se precipitam
num vaivém, as águas verde do mar.
À procura de uma pousada,
bem lá nas grimpas dos arvoredos,
temos, então, os passarinhos
que se põem a gorjear.
Pra dar lugar a outras estrelas
o sol lá no poente já se deitou.
Seis horas da tarde,
se faz o Angelus . . . é hora:
Ave Maria!
E, nós reunidos em prece,
agradeçamos ao Senhor
que pintou e arquitetou
a Natureza no Universo.
a criança balbucia singela vibração,
qual mensageiro, o anjo de paz.
Olhai . . .
Olhai e podeis com orgulho ver
a beleza deste céu;
a grandeza deste sol.
Atentai bem agora!
Montanhas em oração eterna
se erguem a Deus em prece:
Grande arquiteto;
escultor ou pintor?. . .
poeta? mago? Ph.D.?
avatar ou doutor?
Senhor :
Mestre de todas as artes e das ciências,
agradecemos pela vasta policromia
que abriga os seres vivos; também
fadas; duendes, pigmeus ou gnomos.
Dizei:
da magia dos bosques e das matas;
feitiços ou feiticeiros num só encanto.
Do verde da folhagem sempre viçosa
ou do vermelho desabrochar da rosa?
Olhai!
às ramagens um amarelo; pensareis
seja uma linda flor, porém sabei
que é uma borboleta que voa.
Ouvi a melodia doce do marulhar!
No encontro ao rochedo se precipitam
num vaivém, as águas verde do mar.
À procura de uma pousada,
bem lá nas grimpas dos arvoredos,
temos, então, os passarinhos
que se põem a gorjear.
Pra dar lugar a outras estrelas
o sol lá no poente já se deitou.
Seis horas da tarde,
se faz o Angelus . . . é hora:
Ave Maria!
E, nós reunidos em prece,
agradeçamos ao Senhor
que pintou e arquitetou
a Natureza no Universo.
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