quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Confissão ao verde. . . Mar





 "Qual o homem que não chorou por amor"?

Neste dia de hoje,
foi-me bastante vazio e agreste
quando olhei o mar
e os meus pensamentos voaram
querendo encontrar na água verde,
olhos a me olhar.

Olhos verdes,
lá nas grimpas do rochedo fui buscá-los.
Olhos verdes,
vem a mim, bem lá do fundo acalentar.
Olhos verdes,
vem do mar com as ondas a se levantar.

Mas qual!
o que vejo senão as espumas do meu pranto,
a derramar nas ondas e às conchas se chocar.

À busca dos olhos que me encantam,
resta-me o canto
do encanto que vem
lá das profundezas do abissal;
da solidão que me corrói;
atormenta e embarga a voz.

Verdes mares!
Por quê? 
Por que o verde das águas
que se espraiam em espumas da cor das lágrimas?


Verdes mares,
por que é verde a cor da água que vejo,
tal qual pude ver e amar
os olhos postos nos meus;
olhos em prantos
que se misturam à espuma que sobe e desce
às escarpas do insensível e indiferente rochedo?

Verdes mares,
por que é verde a cor das águas
que acalentam e acalmam
e revigoram-me no remanso?

Verdes mares,
acaso roubou dela o verde
que de mim fez a vontade de ser poeta
e cantar todo o meu amor?   

Verdes mares,
experimentei a solidão
junto ao rochedo inerte e petrificado;
surdo e sem ver como eu viu
o verde porque chorei,
mas a sua mudez garante o meu pranto
que se esvai no meu canto;
no canto dos olhos verdes da sereia
em discreto e confidente recanto
que nos leva às profundezas do abismo
em que deposito o que resta do meu ser
que jaz inerte ao marulhar do verde mar.

Olho lá distante;
na linha do horizonte
e torno a buscar em vão,
no verde das águas do mar,
aqueles olhos que me fizeram chorar. 
  
Já sem palavras, torno a soluçar.
A minha voz embargada
começou a precipitar no canto
que veio do seu encanto.

Passando em mim a despertar
na alma sofrida pela dor de perdê-la,
embora e certo de nunca a tivesse tido,
senão em meus pensamentos,
ah! em juras, que troquei em devaneios,
considerados dementes,
em imagens surrealistas
que chorei pensando,
fossem elas reais,
mas quando as formas se dissiparam todas,
sem cor informes;
disformes e sem brilho,
quase não acreditei
e ainda não recobrei o juízo
que só faz justo o injusto
que se aplica e não entendo;
mas sigo qual condenado.

Verdes mares,
acalma e recebe esta minha confissão:

Pecou-se?
culpado foi o amor que trago junto a mim
e deposito no seu sacrossanto verde
aonde vim chorar sem palavras
e sem querer tentei sorrir,
de mim, quem o sabe,
demente por amar?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

EMOÇÃO TRIPLA (Marcelo MM - Roberto Orcades)

Me perdi pelo caminho
Da estrada do destino
Onde pensei te encontrar
Mas em desvio desta vida
Quando soube estava de partida
Sem saber como chegar

E a minha única alegria
É ver o meu vasco jogar
E a Portela desfilar
O meu coração acelerar
E o meu sangue azul borbulhar


Ficou aquele silêncio 
Um verdadeiro desânimo
Alguma coisa estranha no ar
A falta do toque e do seu olhar

OOOÔ PRA PORTELA EU VOU
OOOÔ É GOL DO MEU VASCO
OOOÔ PROS MEUS BRAÇOS ELA VOLTOU
MINHA ALEGRIA RENOVOU


segunda-feira, 4 de junho de 2012

PORTELAMOR
 Sou Portelense
 Sou todo amor
 Sou PORTELAMOR!
 A avenida é um rio em minha vida,
 O azul e branco toma o meu coração,
 A quarta feira não é uma despedida,
 É a renovação de uma paixão!
 Eu já corri pra ver
 A minha Portela vencer,
 Hoje tem marmelada
 É festa na arquibancada!
 A Portela é amor!
 Portelense é Paixão!
 Nossa Águia é altaneira
Quero gritar sou CAMPEÃO!  

domingo, 20 de novembro de 2011

Quantas são as saudades, não temos mais como conversar, não existem mais os olhares, os conselhos... Gostaria de tê-lo ao meu lado, mas sei que o seu tempo era aquele, não vou dizer que não choro, mesmo sabendo que não devo fazê-lo.
As coisas terrenas são difíceis de entender, quando pensamos que tudo vai se tornar mais fácil, alguém complica e lança um dúvida com maldade... A mesquinharia parece ser a mola que move o mundo!
Hoje sinto menos a sua presença ao meu lado, sei que o seu caminho evolutivo não permite mais, sei da sua luz, que já brilhava intensamente... Lembro-me das palavras de minha mãe sobre uma conversa que tiveram um mês antes de sua passagem, na qual dizia estar preparado, pedia perdão e perdoava... Que sonhara com vovó e ela dizia que estava a sua espera... Arrepio-me todas as vezes que penso nisso!
Agora eu queria perdoar e ser perdoado... Não tenho a sua evolução, não tenho a sua sabedoria, nem a sua experiência...
Sinto-me acuado sem ter o que esconder, não gosto de dúvidas, muito menos de patrulhamento...
Pai sinto a tua falta...
Beijos deste seu filho,
Marcelo Monteiro Mattos

Sou

Sou quem sou... Sem nada mais a acrescentar!
Sou o que sou...
Forjado na vida...
Sou quem sou...

Nada me interessa do seu passado
Dos seus erros e acertos
Eis que há encontros e desencontros...
A eterna busca...

Somos quem somos...
Não o que querem que sejamos...
Não tenho mágoas ou ressentimentos...
Ser quem sou é o meu alento...

Somos...
Fomos...
Fui...
Seremos...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

HOMENAGEM A MINHA QUERIDA PORTELA

Sinto a magia do seu encanto

No Pavilhão Azul e Branco

Da minha querida Portela

Conheço suas façanhas

Acompanho suas andanças

De outros carnavais

Meu coração se enche de alegria

Quando ouço esta maravilha

A sua famosa bateria

Acelerando o nosso coração

Tens sempre uma bela melodia

Que exaltam os seus dias

De Majestosa campeã

Me embalo em sua casa

Famoso ninho da águia

Morada de bambas, de sambistas geniais

Seus compositores cantam os seus amores

Suas Vitórias e dores

As sutilezas da vida

Na Velha Guarda esta toda a história

Sua verdadeira glória

Patrimônio de uma nação

És razão de muitas vidas

Alegria de gente sofrida

Mas sempre destemida

Que não te abandona Jamais!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O poeta e a rosa
À ZiCartola


Certo dia
o poeta em devaneio,
apaixonado foi buscar
inspiração tirada à lua;
em sua rosa há de encontrar.

Levando emoção
foi ao topo da colina;
em meio às trocas
e juras de amor,
surgira uma obra-prima.

Violas e bandolins enluarados;
banjos e cuícas no terreiro,
tocados em puro sentimento,
às cordas do violão seresteiro.

Vendo-se debruçado
sobre o muro,
Ouviu-se o cavaco em prantos,
todo envolvido na harmonia;
notas de soluços sacrossantos.

Rosa negra. . .
Amo-te! Amo-te!
Dama da Estação-Primeira
dona do seu coração

Zica-da-Mangueira
tu és a inspiração.

A Verde-e-Rosa: emoção;
dama Zica–Rosa-Negra
à vida de Cartola,
dupla satisfação.

Hoje o poeta morreu. . .
A rosa murchou;
o perfume da mulher atravessou.

Para a eternidade, esse amor ficou.
Com a melodia o poeta nos encantou.
Dama, com sua alegria,
o carnaval emplacou!