O poeta e a rosa
À ZiCartola
Certo dia
o poeta em devaneio,
apaixonado foi buscar
inspiração tirada à lua;
em sua rosa há de encontrar.
Levando emoção
foi ao topo da colina;
em meio às trocas
e juras de amor,
surgira uma obra-prima.
Violas e bandolins enluarados;
banjos e cuícas no terreiro,
tocados em puro sentimento,
às cordas do violão seresteiro.
Vendo-se debruçado
sobre o muro,
Ouviu-se o cavaco em prantos,
todo envolvido na harmonia;
notas de soluços sacrossantos.
Rosa negra. . .
Amo-te! Amo-te!
Dama da Estação-Primeira
dona do seu coração
Zica-da-Mangueira
tu és a inspiração.
A Verde-e-Rosa: emoção;
dama Zica–Rosa-Negra
à vida de Cartola,
dupla satisfação.
Hoje o poeta morreu. . .
A rosa murchou;
o perfume da mulher atravessou.
Para a eternidade, esse amor ficou.
Com a melodia o poeta nos encantou.
Dama, com sua alegria,
o carnaval emplacou!
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