segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Umas palavras
Palavras ditas.
Olhares que tudo se nos diziam,
tremores compartilhados,
angústias sentidas!
A lua como testemunha de momentos
únicos; febris e intensos!
Não entendi eu sei, o fim.
Talvez não compreendas o não...
Mas não precisas ser indiferente,
e nem falar comigo tão distante...
Não precisas ter o frio nas palavras
pois mesmo sem proferi-las ou escrevê-las
sinto que vem de ti o gélido do malquerer!
Entenderás por certo, o melhor a ser feito,
mesmo que me custe ou me faça sangrar;
que me corroa e me tire o ar!
O destino nos apronta peças,
dá-nos prazeres... E também o sofrer!
A razão prevalece, mesmo sem o querer!
Sinto em tuas palavras...
Na tua voz o tom...
Da amargura, da raiva...
Razão de minha tristeza, então!
Entende, compreende e não me queira mal.
Pois meus olhos estão secos...
Minha alma inundada de lágrimas sofridas...
De lágrimas revoltadas!
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