quinta-feira, 13 de maio de 2010

A arte da palavra

Arte bela e expressiva!
Dom divino e espiritual à graça do Criador.

O verbo que se fez carne, andou, caminhou, falou
e disse a quem tem ouvidos de ouvir. . . o silêncio;
o tempo que ressoa pelo vale da vida e da morte.

Da promessa verbal “palavra de rei não volta atrás” à afirmação incontestável, sob o senso claro e reto,
orientado pela sabedoria e eqüidade de Salomão.
Palavra de quem a tem e de quem honra a palavra, capacitado a expressar idéias por sons articulados ao uso da fala: frases, palavras, oração e discurso, levando a expressão do pensamento em afirmação, opinião e assertos, quiçá erros. . . ao modo de ver.

Livre direito de pensar; de falar restrito e limitado ao objetivo que deve ou quer atingir... responsável, e sem esperar que o outro aceite uma só palavra.

Ninguém é o dono da verdade;
cada qual tem a sua!

Não submetido à catequese, à pregação ou à regra; aos preceitos e normas pré-orientados e definidos sob princípios fanáticos e sectários, impostos.

O aluno contesta o mestre e a doutrina, com base, lógica, verdadeira e honesta, livre do Santo ofício, ou de castigo pelo “desrespeito” ao magister dix;
ao senso comum em seu conjunto de opiniões geralmente aceitos, sendo impostos pela tradição a indivíduos de uma determinada época, ou local; grupo social, e de modo acrítico como verdades
e comportamentos próprios da natureza humana.
A dualidade do bem e do mal reside no cotidiano, exigindo a prática do senso moral;
da faculdade intuitiva e infalível de reconhecê-los, principalmente nos fatos concretos.

A capacidade de julgar e de resolver problemas conforme o senso comum, exige o discernimento que oscila entre verdadeiro e falso. O bom senso, segundo à aplicação da razão para o julgamento ou raciocínio nas particularidades da vida.

A palavra se inicia e se acaba nos limites inatingíveis do pensamento, levando-nos a exceder em divagações verdadeiras, falsas ou surrealistas; criando, forjando, recebendo, processando e transmitindo.

A evolução vem da reflexão e do aprendizado,
em face de doutrinas, de experiências vivenciadas
e objetivos que lapidam o diamante, antes bruto,
surgindo o pensamento livre, a arte da palavra.

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