sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Séqüito do eu só

Surjo de uma imensidão vazia ao silêncio enlutado,
desperto dos meus sonhos rompidos e isolados,
perdidos no recôndito do meu eu em desencontros,
de uma saudade que se espraia no amanhã da aurora.

O agora vazio se contrai ao frio do ocaso em relento em noites vilãs de ferina recordação de um anoitecer, levadas ao êxtase de emoção, em devaneio terminal,
rompido pelo descaso cingido ao silêncio enlutado.

No furor do amargo descaso, meu peito ainda palpita em ritmo impreciso e descompassado.

Verbo desnudo e sem eco, se perde na propagação de si a si mesmo, no fundo vazio do silêncio sem amplitude onde arde o sereno no negrume.

Pés descalços em descaminhos se arrojam a marchar
pelo vaivém dos desencontros a ter quem encontrar
em momentos perdidos de anseios e desencontros
ejetados de outros sonhos, quimeras que se esfumaçam deixando os despojos de um séqüito do eu só.

Um comentário:

  1. Realmente tenho de aplaudir e de pé. Você escreve com amor e paixão. Amei esse. bj

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