Os caminhos que se cruzam
são aqueles de outrora. . .
Os mesmos que se nos cruzaram,
levando-nos ao mesmo espaço
a cruzar o tempo, e chegamos hoje,
remetendo-nos marcados,
ao passado próximo e longínquo,
que nos tornou distantes,
impossíveis ou proibidos a caminhar.
Na encruzilhada da vida, sem vida. . .
Escravos do laço, fraterno, prisioneiros,
quase que vencidos pelo cansaço,
mantemo-nos em vigília.
Os mesmos caminhos que cruzam
já se cruzaram.
Com certeza, voltarão a se cruzar.
Levados pela interação involuntária
nem percebemos, estamos dominados
pela sinergia total e inconsciente
do consciente inflamado pela chama vital.
Atento, refaço o caminho a trilhar.
Quem o sabe? Estaremos no mesmo lugar.
Cansados talvez, em relutar pelo tempo,
restam-me as pétalas que vi murchar.
Passa o tempo, vem a noite,
passa o dia, o verão, o inverno;
torna a primavera com outras flores a brotar, semeadas pelas mesmas pétalas que vi murchar.
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Marcelo, a saudade não mata mas maltrata né? Sei que é forte a saudade que voce está sentindo hoje, pois o meu também já se foi para o outro lado, o de cima. Que seja uma saudade bonita e amorosa. Seu pai merece. Bjs no seu coração querido amigo!!
ResponderExcluirA vida tem o poder de nos afastar de algumas pessoas que amamos, mas acredito que só assim ela consiga seguir o seu curso normal, podendo gerar a rotatividade.
ResponderExcluirBeijo no coração.