Cambaleiam trôpegos pelo exíguo espaço seguro, cadavéricos estereótipos de extenuante vigília, assombrados por funestos vendavais titânicos,
que espancam a alma, qual verdugo a açoitá-los.
Outrora árvores frondosas, hoje o cerne invadido expõe o ser debilitado, em processo de desgaste.
Incautos à disposição de metas ministeriais, mascaradas de sacrossanto ofício, em captação delegada aos prepostos do banco de lamentos.
Ilusionistas que materializam o éden ao faminto,
na excitação seca de angústia do espírito incapaz,
afogam e levam ao êxtase da exaltação coletiva;
todos ao delírio do arrebatamento.
O pranto dos aflitos reflete a dor do presente,
em busca da divindade, pregações e pregões sustentados pela comoção de dor sem amparo,
dos pobres, deserdados e déficit social.
Afogado, fundo do poço, desvairada agitação;
os ingredientes de inconsciência da realidade
em distúrbio de julgamento.
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Muito bom Marcelo, com um vocabulário bem rico, com uma boa diversidade, está de parabéns, ótimo o seu poema!
ResponderExcluir( André )